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Vez mais, observamos uma enxurra\da de mentiras ganharem a mídia, aproveitando a guerra que os palestinos de hoje, fazem contra Israel.

Dizer, por exemplo, que a Palestina sempre foi dos palestinos, o que é uma grossa mentira, mas é dito com total desfaçatez, fazendo parte da orquestrada campanha para destruir o Estado de Israel, nos seus 70 anos de retorno. E mais trágico ainda, a mídia divulga.

Foi Ysrael Medad, jornalista israelense, quem nos chamou a atenção: samaritano era o habitante de Samaria, área judaica, território que fica na hoje chamada Margem Ocidental, e fazia parte do antigo Reino de Israel, ao norte, ou conhecido como Judeia e Samaria, ou Yehudá e Shomron. Não havia palestinos. Aliás, o jornal The New York Times, de 18 de maio de 1948, noticiando a Independência de Israel, de 14 de maio, fala em Yehudá e Shomrom, porque, evidentemente, não existia o que se chama, hoje, de Margem Ocidental. E, entenda-se, que a Palestina do Mandato Britânico, e mesmo depois que os britânicos criaram a Transjordânia (hoje Jordânia), era habitada por árabes, cristãos, judeus, turcos e alguns outros, e todos seriam da Palestina, destinada ao retorno do Estado Judeu, aproavado pela Liga das Nações, a ONU de então.

Ninguém diz que todo mundo sabe que a Palestina era romana, apesar de que foram os romanos que apelidaram o Reino de Judá e Israel como Palestina, depois de dominarem a revolta vitoriosa dos judeus, no ano 135. Era ideia romana para tentar apagar os vestígios dos habitantes judeus. Ninguém diz que todo mundo sabe que a Palestina sempre foi cristã, pois ocupada pelos bizantinos e cruzados. Ninguém diz que a Palestina sempre foi turca, porque o Império Turco ocupou o lugar por 400 anos, até 1917, quando foi desmantelado, na Primeira Guerra. Mas foram as ocupações pelos muçulmanos, que trouxeram para a Palestina, os árabes, muito embora, no Império Turco, não havia delimitações para a Palestina, para a Síria, para a Arábia, hoje Saudita e tudo o mais. Somente depois de derrotados os turcos (que não são árabes), foi dividido o espólio entre ingleses e franceses, criando-se o Líbano, a Síria, a Arábia, a Jordânia, o Iraque, etc.

Mas as mentiras circulam, e passam a verdades para muitos, porque a mídia deixa de ser imparcial, nem publica o outro lado da história.

Conforme já dissemos, o antissemitismo tem a proeza de juntar esquerda e direita numa batalha contra os judeus, o sionismo e Israel. É o lamentável. Mas esperamos que haja mudança, pois a política mundial muda. E devemos dizer que está mudando. O encontro do presidente americano Trump com o presidente norte-coreano Kim Jong Un, a visita a Israel do clérigo da maior organização muçulmana indonésia, e a visita do Príncipe Herdeiro da Arábia Saudita, tudo indica uma forma de entendimento diplomático que pode afastar certos espectros de guerra e melhorar o mundo.

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