Nunca mais! – por Herman Glanz

Lembramos, na semana passada, mais precisamente no dia 27, as vítimas do Holocausto, na data fixada pela ONU, que marca os 65 anos da libertação do terrível Campo de Concentração de Auschwitz, o maior complexo industrial para assassinar seres humanos. Não se pode comparar os Campos de Extermínio alemães com qualquer outro exemplo de assassinato em massa. Mesmo assim, faz-se alguma confusão, que pode indicar se pensar em igualar os fatos. Em 2 de agosto de 2009 o Parlamento Europeu aprovou Resolução, fixando o dia 23 de agosto, data da assinatura do Pacto Ribentropp-Molotov, que garantiu o início da Segunda Guerra, como data da lembrança das vítimas das ditaduras européias, seja da Alemanha, seja da União Soviética de então. Não se podem comparar os Campos de Extermínio alemães com quaisquer outros. E a pergunta que não quer calar é como pode tal situação ter acontecido em países adiantados, desenvolvidos e de cultura avançada. E mais ainda, sem qualquer atitude contrária dos demais países desenvolvidos, que acabaram perdendo seus soldados e sua gente na hecatombe que foi a Segunda Guerra.

Mas devemos observar o que se passa atualmente. O líder supremo iraniano, Aiatolá Khamenei declara que se faz necessário eliminar a entidade sionista para se poder ter um mundo melhor, conclamando para um Holocausto, visto negar o primeiro. E ninguém diz nada. Vemos países de várias partes até apoiarem o Irã, como o Brasil. O Itamarati reage ao ocorrido em Honduras, considera fraudulentas as eleições em Honduras, mas considera válidas as eleições consideradas fraudulentas no Irã e que vem gerando protestos da oposição iraniana, aos quais o governo reage com violenta repressão que chega a penas de morte.

O Presidente assim reeleito do Irã, Ahmadinejad, segundo a agência de notícias iraniana IRNA, declara que o controle do Oriente Médio significa o controle econômico mundial, visto que o mundo depende do petróleo, não mais havendo hegemonia militar. Continua perseguindo, portanto armas atômicas para sua conquista do Oriente Médio, com a finalidade primeira de eliminar Israel, a entidade sionista odiada. O Irã prepara sua frota naval com lanchas rápidas para o domínio do estreito de Ormuz. Mas o alerta foi dado pelos americanos, que prepararam seus 10.000 homens das suas forças estacionadas na área, principalmente na Arábia Saudita para a defesa da região, vista como sujeita a possível ataque do Irã, em comemoração dos 31 anos da revolução que levou os aiatolás ao poder, que se comemora em 11 de fevereiro. E, evidente, atacar Israel, com seus mísseis ou por meio de seus mandados, Hamas e Hizbollah. Parece que os americanos despertaram pela ação dos países do Golfo Pérsico – Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Bahrain, aliados dos americanos.

Vemos o antissemitismo crescer assustadoramente e, segundo relatório da Agência Judaica, em 2009 ocorreram os maiores números de atos antissemitas no mundo, desde o fim da Segunda Guerra. Países onde jamais se poderia esperar atos de antissemitismo estão na linha de frente da quantidade de manifestações. E o pior que há um conluio de uma esquerda antissemita, uma direita antissemita com grupos islâmicos antissemitas, espalhando os ataques antissemitas em todo o mundo, como nunca se viu antes. Na França, Na Inglaterra, na Holanda, na Suécia os ataques antissemitas são flagrantes. Quando vai parar? Só estamos indicando países desenvolvidos.

O nunca mais deve ser um lema de verdade e uma decisão irreversível.

Nunca mais!

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