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Grupo criado por intelectuais e ativistas quer trabalhar articulado a entidades semelhantes na defesa dos direitos fundamentais e denúncia de violações

Um grupo de intelectuais, jornalistas, professores e ativistas criou no final de fevereiro, em São Paulo, o Observatório Judaico dos Direitos Humanos no Brasil (OJDHB), com o objetivo de fiscalizar o respeito aos direitos humanos e denunciar violações, em articulação com entidades semelhantes, dentro e fora do Brasil.

“Nossa origem remonta à recente campanha eleitoral, quando milhares de brasileiros de origem judaica de todo o país se reuniram, preocupados com as crescentes ameaças aos direitos humanos e à democracia”, conta a jornalista Clarisse Goldberg, uma das coordenadoras do OJDHB. “O primeiro projeto será elaborar um balanço do tema dos direitos humanos nos primeiros cem dias do governo do presidente Jair Bolsonaro, seguindo quatro eixos de pesquisa: Violência Institucional e Democracia, Grupos Vulneráveis, Educação e Meio Ambiente. A ideia é que o documento seja elaborado em parceria com entidades semelhantes do Brasil e do exterior”, conclui Clarisse.

“Somos um grupo apartidário”, explica o jornalista Jayme Brener, também integrante da coordenação. “E estamos impressionados com o interesse que a ideia do Observatório vem ganhando entre amplos setores da comunidade judaica e, também, em toda a sociedade brasileira. Em breve, pretendemos estender nossas atividades a outras cidades do país”, termina Brener.

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