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Dirigindo-se a uma multidão em uma sinagoga histórica, o presidente Frank-Walter Steinmeier afirma o compromisso da Alemanha com seus judeus, ao mesmo tempo em que condena o crescente sentimento anti-judaico.

O presidente alemão Frank-Walter Steinmeier denunciou o crescente antissemitismo em seu país na quarta-feira, informou o jornal alemão Augsburger Allgemeine.

Falando no 100º aniversário da sinagoga de Augsburg, o presidente observou que, enquanto a maioria dos alemães se opõe ao antissemitismo, uma tendência crescente de ódio anti-judaico está sendo difundida nas mídias sociais, em parte devido a alguns grupos de imigrantes muçulmanos.

Estudo alemão mostra que 40% dos alemães possuem visualizações antissemitas e mais de 50% dos refugiados muçulmanos possuem visualizações antissemitas. “A mídia social muitas vezes propaga mensagens de ódio e provocação antissemita”, disse ele, observando que a tendência está crescendo em toda a Europa.

Apesar disso, no entanto, Steinmeier observou que, em comparação com a França, os judeus alemães estão permanecendo no país, em vez de imigrar para Israel. Ele afirmou sua esperança de que a Alemanha “possa mais uma vez ser o lar de que os judeus foram roubados”.

O presidente, que visitou Israel durante seu mandato como ministro das Relações Exteriores, foi acompanhado por notáveis alemães e israelenses – incluindo o embaixador israelense Yaacov-David Hadas Handelsmann e o presidente Josef Shuster, do Conselho Central de Judeus na Alemanha – para a celebração do aniversário. A sinagoga de Augsburg foi a única na Baviera, um estado do sul da Alemanha, a ter sobrevivido à destruição dos nazistas.

Após a discussão da semana passada de um relatório de 300 páginas sobre o antissemitismo apresentado no Bundestag, a Câmara Baixa do Parlamento da Alemanha, Shuster pediu ao governo que nomeie um comissário para tratar do antissemitismo generalizado no país. O relatório descobriu que os sentimentos anti-judaicos foram observados em todos os níveis da sociedade alemã, particularmente nas mídias sociais.

Alemanha pode multar redes sociais por discurso de ódio

Mas, os crimes de ódio nas redes sociais não atingem apenas os judeus, a tal ponto que, na última sexta-feira a o Parlamento alemão aprovou uma lei que exige que redes sociais, como Facebook e Twitter, removam discurso de ódio em até 24 horas e postagem de violência e notícias falsas em, no máximo, sete dias. O prazo corre após o conteúdo ser denunciado pelos próprios usuários da rede. Caso não cumpram a lei, as empresas poderão ser multadas em até 50 milhões.

A cada seis meses, os sites devem publicar um relatório detalhado dos crimes de ódio e sua atuação frente a cada u deles. O ministro da Justiça alemão foi um dos defensores da matéria e a lei é fruto de negociação com as empresas. Nas discussões sobre o fluxo de refugiados para o país é que os crimes de ódio costumam aparecer.

via BBpress / Jerusalem Post