COMPARTILHAR

Memoriais ao Holocausto agridem a paisagem? Depois que o Holocausto feriu de morte a Humanidade, o que poderá ser pior? O valor didatico do brado de alerta veiculado supera a contemplação da paisagem. Muito mais importante é veicular a mensagem universal de conscientização da sociedade:

“… Que jamais aconteça outro Holocausto, em qualquer lugar, contra quem quer que seja…”

UNESCO/ICOMUS, Associações de bairros e outros precisam conhecer melhor o que foi o Holocausto contra a Humanidade, para que entendam as razoes didaticas e o significado para a sociedade carioca e nacional de um Memorial em Botafogo – RIO.

Seria ótimo se assimilassem o valor da mensagem, deixando de se ensimesmar em suas perorações. Apenas perdem tempo, que poderia ser melhor utilizado para estudar os muitos problemas, esses sim realmente agudos e urgentes, que afligem nosso patrimonio historico e paisagem carioca.

A razão se superpõe à legislação municipal, tanto é que o mundo inteiro entendeu que a dimensão do Holocausto extrapola e desautoriza qualquer eventual restrição paisagistica ou de pretenso impacto visual.

Se por absurdo a burocracia predial urbana prevalecesse, nao existiriam memoriais do Holocausto no centro historico de Boston, na estação Victoria em Londres, no calçadão às margens do Danubio, na Ponte Charles de Praga, no centro antigo de Vienna, no entorno do Palacio Real de Estocolmo, em Vilna, Riga, Moscou, Berlin, Varsovia, China, Croacia, Cuba, Grecia, a lista de museus, memoriais e monumentos é imensa, todos em locais historicos e tradicionais. Nao fosse assim, qual seria o sentido? A razão se superpõe à legislação.

O Holocausto feriu a Humanidade. Os Memoriais ensinarao que é preciso evitar novas feridas.

Pela Democracia Monumental.

Print Friendly, PDF & Email
COMPARTILHAR
Artigo anteriorA música judaica do dia
Próximo artigoHospital Alyn: um microcosmos de Jerusalém
Israel Blajberg
Há 10 séculos seus antepassados paternos saíram de Bleiberg, na Carinthia (Áustria), firmes como o chumbo (Blei) e imponentes como a montanha (Berg), entrando na Polônia sob o Grande Rei Kazimierz. Teve a honra de ser o primeiro Blajberg nascido no Brasil (Rio de Janeiro, 1945), estando hoje a família na terceira geração verde-e-amarela. Professor da UFRJ e UFF e Engenheiro do BNDES, aposentado em 2015. Palestrante e Autor de livros e artigos sobre Historia do Brasil, Militar, Judaica, Genealogia e Viagens. Membro das Ordens do Mérito da Defesa, Naval, Militar e Aeronáutico, e Medalha Pro-Memoria da Republica da Polônia.