COMPARTILHAR
Walkerssk / Pixabay

Arqueólogos israelenses encabeçados pelo Dr. Joe Uziel, da Autoridade de Antiguidades de Israel anunciaram uma descoberta histórica. Nas escavações realizadas abaixo do Muro das Lamentações, a 8 metros de profundidade, descobriram um anfiteatro para 200 pessoas construido há cerca de 1700 anos. O trecho descoberto fica abaixo do chamado “arco de Wilson” por onde passavam os judeus ao sagrado Templo.

Esta descoberta confirma os escritos da época do historiador Yosef Ben Matityahu, que passou a servir os romanos com o nome de Flavius Josephus e viveu no século 1 D.C. Descobertas como esta adicionadas a lugares de banho para purificar-se (mikve), moedas e demais descobertas, comprovam a centralidade do Monte do Templo aos judeus durante milenios.

Escavações na região há 150 anos, principalmente pelos ingleses e depois israelenses. Os arqueologistas descobriram vestígios de repartições públicas mencionadas em escritas datadas da época do II Templo. Naquela época, os romanos se vingaram das rebeliões dos judeus e queriam apagar os vestígios dos judeus e passaram chamar Yerushalaim de Aelia Capitolina e a Judeia passou a ser chamada de Palestina, em latim, que nada tem a ver com os palestinos de hoje.

Os árabes, muçulmanos não escavaram nenhuma parte da Palestina, por razões óbvias: não tinham o porque, pois sabiam que nada encontrariam. Ao contrário, eles tentam destruir descobertas e protestam contra escavações efetuadas pela Autoridade de Antiquidades de Israel.

Há cerca de 20 anos, a autoridade religiosa muçulmana (Waqf) efetuou escavações arqueologicas debaixo do Monte do Templo, alegando aumentar a Mesquita de Omar. Nas escavações foram retiradas toneladas de entulhos, quebraram qualquer vestígio arqueologico propositadamente e contra a autorização que tiveram. Tudo isto para não revelar que lá havia construção judaica e vida judaica em Jerusalém, inclusive no período dos romanos, muçulmanos, otomanos e outros. Israel não tomou as providencias para parar as escavações e ou punir esta destruição, temendo irritar o mundo muçulmano e a Jordânia e o Egito que reataram relações com Israel.

Aliás, destruição de lugares arqueologicos é praxe no mundo islamico radical. O Taliban o fez em Afeganistão, destruindo 2 enormes estátuas budistas, o Estado Islâmico (Daesh) o fez na Síria, no Iraque e outros países, inclusive destruindo igrejas antigas.

ERRO NAS AVALIAÇÕES

As avaliações dos órgãos de segurança de Israel foram de que Assad e seus aliados conquistarão de volta o terrotório sírio perdido aos rebeldes até o final de 2018. Esta avaliação baseou-se na paralização da ajuda americana aos rebeldes, já em 2014*. Os países sunitas também não ajudaram muito os rebeldes na batalha contra Assad, talvez pelo lugar de destaque que a organização terrorista, o Estado Islamico conquistou na Síria e no Iraque. Por outro lado, Assad obteve maciça ajuda iraniana direta das Guardas Revolucionárias e indireta, pela proxi, a Hizballah, a estes adicione a ajuda da Russia que resolveu se empenhar e manter o regime do Assad.

Pelo visto a avaliação foi subestimada. Assad á estava na lona antes da intervenção do Irã, Hizballah e Russia. O então Ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak previa (11.12.2011) que “Bashar Assad cairá em semanas. A familia Assad terminou sua função histórica”.

Bashar Assad depois de 6 anos de guerra, com centenas de milhares de mortos e mlhões de feridos tem hoje um país despedaçado, mas conseguiu expulsar ou liquidar 90% dos terroristas do EI (Daesh), bem como o território por ele conquistado. Seu último reduto a Raqqa caiu esta semana às forças curdo-sírias e rebeldes moderados. Desde 2014 a Raqqa com Mosul no Iraque, foram considerados capital do Estado Islamico.

Esta cidade praticamente não existe, 90% das construções foram destruidas. Informes da Associação Síria de Direitos Humanos revelam que nos últimos 4 meses de combates na cidade, 3.250 pessoas foram mortas,entre elas mais de 1.130 civis e 270 crianças. A cidade está sendo vasculhada, pois os “daheshistas” colocaram explosivos nas casas para explodirem e matar, quando nelas entram. Os “daheshistas” estrangeiros estão encurralados e não lhes permitem sair, preferem mata-los.

Ceca de 35% dos “europeus” que vieram lutar, conseguiram retornar aos países de origem e estão sob vigilancia das autoridades de segurança. A Turquia, que tanto criticou Israel por erguer muro e evitar a entrada no país de terroristas, fez o mesmo na sua fronteira com a Síria para impedir que os jihadistas que recebia com tanto prazer, retornem via Turquia à Europa. Pelo visto a Síria, que agora esta sob tutela do Irã, conseguiu driblar as avaliações de forças de segurança israelenses e de outros países e controlará seu território até 12/2017.

*Em 2014 o terrorismo do EI chegou ao extremo e com a decapitação de presos. O presidente Obama ordenou párar a ajuda aos rebeldes.

PROBLEMAS NA RECONCILIAÇÃO PALESTINA

A pressão causada pelo estado caótico da população da Faixa de Gaza, sob o governo da organização terrorista Hamas e pelo Egito, levou Hamas a mesa de negociações com Fatah. Vontade é uma coisa, mas na prática as coisas se complicam. Cada lado quer tirar vantagem e dar o mínimo de concessões. Isto é normal e quando as negociações são de boa vontade chega-se a acordo. Neste caso, há muitas divergências entre as próprias facções e também com respeito a Israel e a Jordânia.

O presidente palestino, Mahmud (Abu Mazen) Abbas tem 82 anos, doente e cansado, mas não aponta substituto para pegar na batuta. Uma das razões é que uma possível nomeação abrirá uma “guerra mundial” entre os pretendentes ao cargo. Causou muito espanto, a publicação de que na atual tentativa de reconciliação e aproximação da Hamas a OLP, há clausulas secretas que poderão abrir caminho a escolha de Khaled Mashal, líder da Hamas, para residir no palacio presidencial em Ramallah, após a era de Abbas.

Mashal liderou por 20 anos a ala política da Hamas, da Jordânia, depois de expulso foi a Síria e de lá expulso foi a Qatar. Em junho deste ano foi exigido, por pressão da Arabia Saudita, a deixar o seu comodo lugar no Qatar e foi ao Líbano. Na última convenção da Hamas ha pouco tempo, fizeram algumas reformas, entre elas permitindo que a organização ingresse nas instituições da OLP. Primeiro passo para quem quer tomar o poder na Autoridade Palestina.

Estas tentativas não fogem aos olhos de ativistas da Fatah, que se manifestam contra a admissão da Hamas na OLP. Eles até pedem para abrir todos os entendimentos secretos com Hamas. Um dos líderes da Fatah disse: “não estenderemos tapete vermelho a Khaled Mashal para que tome posse na OLP e depois nomeado presidente da Autoridade Palestina.

A Jordânia esta preocupada com a reconciliação palestina e a possibilidade de Mashal tornar se o líder palestino. (Foi expulso do país). Um alto funcionário jordaniano disse: “a idéia de ativistas da Hamas armados estarem na nossa fronteira é algo inaceitável”. O Egito, que apadrinhou a reconciliação está ciente da ” grande preocupação jordaniana”. Israel por sua vez, manifestou-se atrvés de Netanyahu e outras autoridades, que não aceitará negociar com governo palestino apoiado por numa organização terrorista que clama a destruição do Estado de Israel.

As condições de Israel são de que Hamas tem que reconhecer a existência de Israel, cessar o terrorismo, ser desarmado. Hamas tem que entregar os restos mortais de 2 soldados caidos há 3 anos e de 2 civis israelenses, que atravessaram para Gaza. Israel exige que a Autoridade Palestina tome o controle da Faixa de Gaza, inclusive das passagens fronteiriças com o Egito e com Israel. Hamas tem que se desligar do Irã e receber ajuda economica e humanitária só através da Autoridade Palestina.

Entre os próprios palestinos, há “sérios obstáculos na implementação do acordo” como se manifestaram oficiais palestinos. Principalmente na desmilitarização das forças de segurança da Hamas e no que se refere a segurança nas travessias fronteiriças.
Israel que acompanha de perto as negociações, ouviu ontem(19) Yahya Sinwar o novo líder da Hamas em Gaza e subsituto do Ismail Haniya dizer a universitários:” não reconhecemos o Estado Sionista (Israel), a pergunta é quando o apagaremos do mapa”.

O MUNDO É DOS JOVENS

Há indicações de que o mundo, principalmente Ocidental, está envelhecendo. Japão se preocupa com a falta de nascimentos de bebês de um lado e a longevidade dos velhos de outro e há os que dizem que em algumas décadas, Japão passara por um colapso. Por outro lado, na área política estamos presenciando um fenômeno da tomada de poder por jovens de menos de 40 anos. Na Austria foi eleito o jovem Sebastian Kurz de 31 anos, líder do partido conservador, Novo Partido do Povo, para chefiar o govêrno do país. Só ontem foi eleita a Jacinda Ardern de 37 anos para o cargo de 1ª Ministra da Nova Zelandia. Antes foram eleitos Emmanuel Macron de 39 anos para a presidência da França e Justin Trudeau,”velho”de 45 anos, para chefiar o govêrno do Canadá.

O austriaco, Sebastian Kurz, foi no govêrno passado Ministro do Exterior e disse que “Israel tem um lugar importante no meu coração”. Em entrevista ao diário Israel Hayom disse que “a minha visita ao Yad Vashem, em Jerusalém e vários encontros com sobreviventes, me tocaram e influenciaram profundamente. Não podemos esquecer os horrores ocorridos durante a II Guerra Mundial. A Austria tem que lidar com seu passado (foi aliada da Alemanha e o próprio Hitler era austríaco – DSM). A Europa sem os judeus não seria Europa. Estou feliz que temos uma comunidade pequena, mas empolgante… A Austria e Israel tem ótimas relações, fato muito importante para mim”. Tomara que seja uma tomada de novo rumo com novos horizontes.

CURTAS:

ANO ACADEMICO NOVO. Inicia no domingo (22) o novo ano letivo nas universidades e instituições de Ensino Superior, com 309.530 universitários em 62 instituições. Dessas 9 são Universidades e 53 Faculdades Academicas (College). A maioria -232.700  –  evidentemente estuda para o 1° título universitário (BA), desses 58% são universitárias. Porém em profissões de alta tecnologia, só 21% são do sexo feminino. 64.000 estudam para o título de Mestrado e 11.000 fazem doutorado. A grande maioria dos universitários israelenses trabalha para se sustentar (81%). Em média o ano letivo custa 12.400 shekalim (cerca de 3.500 dolares). Quase a metade dos estudantes (49%) alugam quarto ou apartamento e 33% ainda residem na casa dos pais ou parentes e 7% em dormitórios nas universidades. Israel esta em 4° lugar de títulos universitários pela população, antecipada apenas pela Coreia do Sul, Irlanda e EUA.

PROF. LEONID EIDELMAN, DE ISRAEL foi escolhido pela Associação Mundial de Medicina para ser seu presidente. A Associação que tem 90.000 membros em todo o mundo, escolheu o presidente da Associação Israelense de Medicina. O Prof. Leonid Eidelaman é o chefe do Departamento de Anestesia so Hospital Beilinson, em Petah Tiqva e entrará no cargo em outubro de 2018.

ISRAELENSE É O CAMPEÃO DA NASCAR EUROPEIA. O piloto de carros, Alon Day, sagrou se neste domingo (15), o primeiro israelense a vencer a série de corridas da NASCAR europeia. Alon de 26 anos, nasceu em Ashdod e teve bastante pontuação, mesmo chegando na corrida da Belgica no 4°lugar. Nas duas prévias temporadas, já mostrou seu talento e garra e terminou as séries em 2° e 3° lugar respectivamente.Super feliz Alon declarou: “faço isto não só por mim, faço história para o meu país Israel e tantas pessoas da comunidade judaica”. Alon foi agraciado como o Atleta do Ano de 2016, pelo Ministério da Cultura e Esportes de Israel.