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A construção da memória do Holocausto é um processo complexo. Passo a passo, um legado ético vem sendo criado e perpetuado. Educar sobre a Shoá nos aproxima da missão de assimilar suas lições. Mas para isso, é preciso discutir. Que memória queremos construir? Como transmití-la aos jovens São sobre estas questões que o coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba, Carlos Reiss, discorre em seu primeiro livro “Luz sobre o caos: educação e memória do Holocausto”. A obra já está à venda pela internet e vai ser lançada nas grandes capitais brasileiras nas próximas semanas.

Atualmente, o Museu curitibano é o único do país que conseguiu unir os eixos de educação, memória e pesquisa com uma proposta museológica para o trabalho sobre a Shoá. Regularmente, promove seminários e debates, assim como desenvolve iniciativas pedagógicas que buscam gerar uma discussão abrangente sobre o preconceito e a violência ao longo dos séculos XX e XXI. Gestor e consultor, Reiss foi o responsável pela concepção do espaço, com organização de ações e materiais educativos, curadoria de exposições e treinamento de mediadores.

Neste livro, antes de chegar à educação na prática, Reiss descreve de que forma o Holocausto se transformou num objeto a ser analisado. Ele aponta as fases e critérios deste estudo, principalmente em Israel, e ressalta a importância da dessacralização das estruturas de ensino sobre o assunto. A partir de então, apresenta as possibilidades e os desafios presentes na pesquisa nesta área. O prefácio da obra, cujo conteúdo deu origem ao projeto pedagógico do Museu, foi escrito por Michel Gherman, co-coordenador do Núcleo Interdisciplinar de Estudos Judaicos e Árabes da UFRJ.

Sobre o autor:
Carlos Reiss é coordenador-geral do Museu do Holocausto de Curitiba. Especialista em História e Ética Judaicas, formou-se em Comunicação Social pela UFMG, estudou Relações Internacionais na Universidade Hebraica de Jerusalém e Geopolítica na Universidade Tuiuti do Paraná.

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