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Há dezenas de anos que os candidatos a presidência dos EUA anunciam no programa que apresentam de que se forem eleitos transferirão sua embaixada para Jerusalém. Dizem e não cumprem.

O presidente eleito Donald Trump reitera de que está decidido a concretizar sua promessa. O seu Secretário de Defesa sabatinado na quinta (12), foi perguntado, “qual é a Capital de Israel?”. Folheou as páginas a sua frente e respondeu: “a Capital é Tel Aviv, é lá que estão as instituições e os ministérios”. Mostrou ignorância. O Knesset, que é o Parlamento israelense está em Jerusalém, bem como e governo e os ministérios.

Yerushalaim como é chamada em hebraico é assim denominada por ser Ir shel Shalom (Cidade da Paz) e é citada no Antigo Testamento cerca de 600 vezes. Para lá foi Jesus e do Monte das Oliveiras olhou para o Templo e chorou e em Jerusalém foi sepultado. Agora com o que parece a determinação do Trump de transferir a Embaixada americana a Jerusalém, capital de Israel, os palestinos e seus aliados árabes ameaçam retaliar e fazer bagunça.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud (Abu Mazen) Abbas enviou mensagens a líderes mundiais e adverte que “este passo será destrutivo e ameaça a estabilidade da região e ao processo de paz e a criação de 2 Estados”. Já o Secretário Geral da OLP e negociador palestino Saeb Erekat advertiu na TV, na quarta (11) que: “se a embaixada americana for transferida, nos não mais reconheceremos o Estado de Israel e os acordos firmados. Esse passo acaba com o processo de paz”.

Não sei de que processo de paz ele fala, pois há anos não há nenhum contato direto entre Netanyahu e Abbas. Atrás da fala bonita e apaziguada que os palestinos adotam quando lidam com líderes ocidentais, não há sinceridade conforme seus atos demonstram. No último domingo (8) um palestino pegou seu caminhão e atropelou soldados que estavam descendo de um ônibus para ver e se deslumbrar de Jerusalém. Matou 3 soldadas e 1 soldado e feriu outros 13. Condenação veio de muitos lugares, mas nenhum líder palestino quis criticar este ato. Eles nada fazem para apaziguar os ânimos, muito pelo contrário. Cada ato israelense para assegurar a segurança, imediatamente é respondido por ameaças.

Mesmo que Jerusalém nunca foi sagrada para os muçulmanos e não é mencionada no Corão, nenhuma vez, agora cada ato na cidade se torna “casus belli”. Por que Jerusalém pode se tornar capital de um eventual estado palestino, mas não pode ser a Capital de Israel? Aonde no mundo o lado perdedor na guerra impõe suas condições ao vencedor? Em que parte do mundo há 1 cidade que serve de Capital para 2 Estados e que estão em litígio? Esses absurdos só existem em relação a Israel.

A liderança palestina sabe responder só com ameaças de promover distúrbios, de anular seu reconhecimento do Estado de Israel e também de que abdicarão a governar as áreas palestinas e que Israel se vire com os Territórios Ocupados. Não há “ameaça” de que educarão o povo palestino que está sob sua jurisdição, de viver em paz com Israel. Mesmo com respeito a um acordo de paz com Israel, já com Arafat foi negociado de que a provável Capital dos palestinos seria Abu Dis, nas cercanias de Jerusalém.

Abu Mazen sabe que a Autoridade Palestina não sobreviveria um minuto sem a ajuda israelense entre outras nas áreas da economia, saúde, água, luz, segurança. Todas as autoridade palestinas sabem disso, mas é mais fácil eles retribuir com ameaças, que lhes mantêm no poder.

Na véspera da posse do presidente americano Donald Trump não se sabe se as ameaças árabes e palestinas o farão recuar do desejo e plano de transferir a embaixada do seu país a Yerushalaim. Durante cerca de 2 décadas alguns países sul americanos e africanos mantinham suas embaixadas em Jerusalém. Segundo a CNN uma possível solução a este impasse pode ser de que o novo embaixador americano, David Friedman fixe sua residência em Jerusalém e despachará do consulado americano na cidade, intercalando trabalhos na embaixada que continuará em Tel Aviv.

Como se nota, coisas que parecem banais e simples, nesta região do Oriente Médio, necessitam de mágicos e diplomatas com imaginação e criatividade para tentar soluções, que nem sempre chegam.

SOLIDARIEDADE COM ISRAEL

É uma pena que países em geral e que sofrem terror islamico em especial soliarizam com Israel em tempo que ocorrem tragédias com a que aconteceu no domingo (8) quando um palestino atropelou com seu caminhão e matou 4 israelenses e feriu outros 13. O govêrno Alemão pintou o Portão de Brandenburg em Berlim com a bandeira de Israel, a prefeitura de Paris coloriu a fachada do seu edifício com uma bandeira gigante de Israel e o prefeito de Roterdã, Holanda, mandou hastear a bandeira azul e branca no topo do mastro da prefeitura.

Este é um caso exemplar e de esperança. O prefeito de Roterdã é Ahmed Abu Taleb, marroquino que emigrou com a família quando tinha 15 anos. É muçulmano, mas contrário aos radicais que corrompem a sua religião. Ele que é bem integrado na sociedade sabe que com moderação se consegue. Ficou assombrado com a crueldade que um palestino pega seu veículo para atropelar e matar inocentes. Mandou hastear a bandeira de Israel enquanto Abbas nem condenou o atentado. Parabéns para um, repúdio a Abbas.

CARRASCO NAZISTA MORREU EM DESGRAÇA

Durante décadas Israel estava atrás do nazista austriaco Alois Brunner que foi o vice do Adolf Eichman e responsável pela deportação de 128.000 judeus da Austria, Grécia, França e Eslováquia para os campos de extermínio de Bergen Belzen, Birkenau e Auschwitz. Ele foi preso pelos americanos, se fez passar por um simples soldado nazista, conseguiu fugir e desaparecer. Em 1954 foi julgado na França e condenado a morte. No entanto sabia-se que ele havia fugido para o Egito, daí para Argélia e estabeleceu se na Síria. Lá ajudou o regime a desenvolver sistemas de torturas que usava na SS. Tanto Assad, pai e filho negaram que vive na Síria.

A revista bi-anual francesa Revue XXI trás na última edição, uma profunda investigação entrevistando 3 pessoas destacadas pelo serviço secreto sírio a cuidar do Alois Brunner na Síria. Segundo eles, nos anos 90 ele foi colocado numa prisão domiciliar e depois foi aprisionado no sótão do edifício por “razões de segurança”, morrendo em desgraça, sofrimento e depressão em 2001. Omar, um dos guarda costas de Brunner disse que Bashar Assad “abandonou” o nazista e nunca mais lhe abriu a porta. Nos seus últimos anos ele vivia chorando e sofria muito e já não conseguia nem tomar banho sozinho. Comia só rações de combate, com batata ou ovo e passava fome.

Ele não se arrependeu do que fez durante o regime nazista e continuou antissemita. Foi enterrado secretamente no cemitério muçulmano de Al Afif em dezembro de 2011. Pelo que se sabe 2 vezes ele sofreu atentados, atribuidos não oficialmente ao Mossad. Em 1961 recebeu 1 envelope que ao abrir explodiu e perdeu 1 olho. Em 1980 outro envelope lhe custou 4 dedos.

EXPLOSÕES NO AEROPORTO EM DAMASCO

Da capital síria vieram esta madrugada notícias de que houve explosões no aeroporto de Al Mezzah e que explosões secundárias com fogo foram vistos de longe. Porta voz militar sírio acusou a Força Aérea de Israel (talvez saiba porque) de alvejar posições e armazéns do exército sírio perto do aeroporto, lançando mísseis da área do Lago Kineret (Mar da Galiléia). Já porta voz dos rebeldes sírios disseram que aviões F35 Adir (estupendos em hebraico) recém chegados dos EUA e que são invisiveis no radar foram os que realizaram os ataques (de onde sabem que tipo e quem atacou?). Israel evidentemente não confirma nem desmente, mas já avisou de que não permitira o Irã passar mísseis de médio e longo alcance chegar ao Hizballah, que geralmente vem em aviões para serem transferidos para o Líbano daí.

CONFERÊNCIA DE PAZ EM PARIS

O governo francês em fim de mandado resolveu convocar 70 países para uma Conferência de Paz para o problema palestino-israelense. Porque este? O presidente Hollande acredita que não pode fazer nada para parar a chacina e o caos nos seus ex domínios Síria e Líbano, nem em Mali ou outros países africanos, mas tem chances de fazê-lo entre palestinos e israelenses. Esta errado pois não tem mandato para isto, nem o Secretário de Estado americano, Kerry que já está de malas prontas para casa.

Israel avisou que não atenderá por causa da imposição a que se sujeitaria ante os 70 países que atenderão, a maioria de países árabes. Netanyahu chamou esta conferência de impostura e que só serve para que o lado palestino endureça mais a sua posição.

Hollande tentou na quinta (12) amenizar e disser que não vão impor nada aos lados e que palestinos e israelenses tem que sentar juntos e resolver seus impasses. Ao mesmo tempo vazam informações de uma possível conclusão desta Conferência. A resolução chama os 2 lados agir politicamente e em atos, assumir sinceramente compromisso de criar 2 Estados e não agir unilateralmente até que negociem e cheguem a um acordo em que os 2 países-Israel e Palestina vivam um ao lado do outro em segurança e paz. Um acordo de paz contribuirá a segurança, estabilidade e progresso dos 2 lados.

O apoio internacional ao acordo será através de incentivos econômicos, ajuda concreta na construção e estrutura de instituições governamentais do Estado Palestino. Os países árabes declararão que a iniciativa de paz da Liga Árabe (2012) ainda prevalece e declaram que é um grande potencial de dar impulso a estabilidade da região. Perturba que não mais se fala de 2 Estados para 2 povos, só em 2 Estados e ao mesmo tempo Abbas declara que não reconhecerá que Israel é o Estado do povo judeu. Israel sempre é exigido a ceder. Israel que tanto contribui ao mundo em todas as áreas, trouxe e tras inovações em todos os setores da vida, tanto na medicina, informatica, segurança, irrigação e beneficio a humanidade.

Os palestinos e árabes também trouxeram ao mundo muitas guerras e mortes, diversos sistemas de terror e ainda recebe a benção mundial. Talvez seja o Síndrome de Estocolmo. Desde 1973 o dinheiro grande também está nas mãos dos países árabes, mas não o compartilham no melhoramento das condições humanas, mesmo dos seus irmãos, eles investem seu dinheiro na compra de vasto arsenal bélico. Melhor seria se o investissem em doutrinar a moderação e ao almejo da paz.

VAI PARA CASA, PADILHA (NETANYAHU)

Somando todos os termos, Benjamin (Bibi) Netanyahu é quem mais governou o Estado de Israel. Não há como negar a sua habilidade de se manter no poder- o que pode também demonstrar a carência de um adversário a altura e sua fala, principalmente em inglês. A mídia israelense ele recusa dar entrevistas e só destaca deputados ou ministros falar, como se o representassem.

Já há anos que se falava que ele é bon vivant e envolvido em corrupção. Nada foi provado até hoje. Só que agora há 2 acusações de peso sobre ele. Uma a de ter recebido de magnatas bilionários “presentes” na forma de charutos cubanos caros e champanhas caras, em grandes valores e durante anos. A segunda é que ele teria negociado com o dono do maior jornal de Israel, Yediot Aharonot, seu grande rival, a possibilidade de reduzir o número de exemplares do jornal Israel Hayom, que é distribuido gratuitamente, principalmente a edição do fim de semana (a mais lucrativa) em troca de boas reportagens do seu governo e pessoa. O jornal gratuito Israel Hayom do magnata de cassinos americano Sheldon Adelson, grande admirador do Bibi, segundo estimativas perdeu nos seus 7 primeiros anos a soma de 750 milhões de shekels (cerca de 225 milhões de dolares). Há os que acusam que assim Bibi forma opinião pública favorável.

Em Israel ultimamente só se fala nisso. Parece que Netanyahu é também guiado pela sua esposa e que não mantém uma postura firme, sendo guiado também por deputados fortes do Likud e de partidos da coalizão governamental. As coisas são vistas da ótica dos defensores do Primeiro Ministro ou dos seus oponentes, mas de qualquer maneira não são bonitas. Até pode ser casher, mas não tem bom cheiro.

Os censos de opinião pública, que servem até o papel embrulhar o peixe, indicam que o Likud perde cadeiras no Knesset e que o Líder do Yesh Atid, deputado Yair Lapid tem vantagem sobre outros concorrentes no caso do Netanyahu deixar as rédeas do governo
No censo do Jerusalém Post no do Canal 2 da TV, respectivamente Yair Lapid tem 19% e 22%, Naftali Bennett (ex Likud) Bait Yehudi 13 e 14%, Gideon Saar (ex Likud), sem partido 10% e 10%, Moshe Yaalon (ex Likud) sem partido 8% e 7%, Avigdor Lieberman(ex Likud), Israel Beiteinu, 7% e 5% e Isaac Herzog da União Sionista (ex Partido Trabalhista e agregados) 4% nos 2 censos.

Todos os ex Likud saíram depois de brigarem com Netanyahu. Só que em Israel vota-se pelo partido e mesmo que a preferência recair sobre um deputado que não tem maioria e não consegue formar coalizão com outros partidos, o Likud conseguira com aliados formar novo governo. Já se disse que democracia é a melhor forma de governo, mas em Israel deveria se limitar a cadência do 1º Ministro a 8 anos.

CURTAS

A subsidiária brasileira Ares Aeroespscial e Defesa S.A. da companhia israelense Elbit Systems venceu uma concorrência pública do Exército brasileiro para lhe fornecer estações de armas não tripuladas Remax, no valor total de 100 milhões de dolares. O armamento é acionado por controle remoto e será colocado nas fronteiras. O serviço também inclui ensinar e treinar e se prolongará por 5 anos. Este equipamento foi desenvolvido pelo Ares de acordo com as necessidades especiais do exército nacional, como parte do plano UBTP e já foi testado nos veículos blindados Guarani.

O politicamente correto pode ser as vezes muito errado. Isto foi demonstrado pela União dos Estudantes da Universidade de Londres. A Faculdade de Estudos Orientais e da Africa é considerada uma das melhores do mundo no genero. Só há um tropeço. A união dos Estudantes virou nos últimos anos muito radical e extremista. Ao lado do boicote que prega contra universidades israelenses, a U.E. tem como prioridade combater a instituição dos brancos. Isto significa que querem banir filósofos como Platão, Kant ou Rene Descartes e outros, só por serem brancos. O corpo docente não aceita e o Vice Presidente da Universidade Backingham adverte que “há perigo real que o politicamente correto está saindo de controle.”