Ivo Perelman comemora 20 anos de carreira

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Ivo Perelman - Foto de: Peter Gannushkin

Como parte da comemoração de 20 anos de carreira, Ivo Perelman esta lançando em Outubro 2 CDs importantes. “New Beginnings” (Cadence Records | Estados Unidos), com o aclamado contrabaixista nova-iorquino, (ex-Cecil Taylor) Dominic Duval, e “Mind Games” (Leo Records | Inglaterra), tambem com Duval e o baterista Brian Willson, marcando a volta do saxofonista, depois de 5 anos, ao clássico formato do trio de jazz.

“The Complete Ibeji Sessions” (Editio Princeps | Brasil), “Nowhere to Hide” (Nottwo | Polônia) e “Soulstorm” um cd duplo gravado ao vivo pela Clean-Feed (Portugal),e outro “Near to the Wild Heart” em trio com Duval e Rosie Herlein (Nottwo Records), a serem lancados em Março de 2010, completam os 6 volumes que celebram 20 anos da carreira discográfica com 33 CDs deste importante artista Brasileiro.

Reconhecimento internacional

Um dos raros músicos a transitar entre as escolas européia e norte-americana de free jazz, Ivo Perelman, conquistou elogios na Down Beat, a mais respeitada revista de jazz do mundo, e foi chamado pela revista inglesa Wire de “músico de pulmões de aço”. Seu sax tenor é comparado ao de referências do jazz, como Albert Ayler, Dexter Gordon, Pharoah Sanders e Archie Shepp.

O currículo do músico é formado por parcerias com grandes nomes do Brasil e exterior, como Naná Vasconcelos, Airto Moreira, Flora Purim, Eliane Elias, Paul Bley, Don Pullen, Joanne Brackeen, Geri Allen, Matthew Shipp, Billy Hart, Andrew Cyrille, Borah Bergman, Fred Hopkins, Peter Erskine, Mino Cinelu, Reggie Workman, Mark Helias, Dominic Duval, Paul Rodgers, John Patitucci, Duo Nazario, Paulo Bellinati, Dom Salvador, Duduka da Fonseca, Louis Sclavis e Elton Dean.

Segundo Gary Giddins, escritor e crítico do The New York Times, Village Voice e The Sun: “Ivo Perelman criou, com virtuosismo e um som único de tremendo lirismo, um universo próprio dentro do jazz de vanguarda, diferente de todos outros músicos”. Para James C.Hall, escritor e diretor do New College – Universidade do Alabama: “Perelman pertence a uma linhagem de grandes humanistas esteticamente ambiciosos da estirpe de um Duke Ellington, Charles Mingus ou John Coltrane”.

Ao lado de Eliane Elias, Wynton Marsalis, Lionel Hampton, Bill Evans, Chick Corea, Al Jarreau e outros 150 nomes de ponta do cenário americano, Ivo Perelman está na foto de Gordon Banks que ilustrou a capa da revista norte-americana Life em janeiro de 1996, atualizando a imagem que, em 1958, reuniu os grandes nomes do jazz da época, como Count Basie, Dizzy Gillespie e Gerry Mulligan. Ivo já ganhou quatro estrelas e meia, de um máximo de cinco, na Down Beat, revista referência no jazz.

Seu disco de estréia, “Ivo”, chamou a atenção do mundo musical e contou com a participação de monstros sagrados, como os brasileiros Airto Moreira, Flora Purim e Eliane Elias, além de astros americanos, entre eles o contrabaixista John Patitucci (Chick Corea), o tecladista Don Preston (Frank Zappa) e o baterista Peter Erskine (Weather Report). Desde então, Perelman produziu 32 títulos muito elogiados, alguns premiados e eleitos “disco do ano” pelas mais prestigiadas instituições jazzísticas.

O free jazz, gênero que Perelman abraçou desde o primeiro trabalho foi “criado” por jazzistas do porte Ornette Coleman, Albert Ayler, Cecil Taylor, Eric Dolphy, Sun Ra e John Coltrane em meados dos anos 50 e, mais tarde, associado a todo tipo de música improvisada, de Miles Davis a Sonic Youth. Originalmente surgiu como uma reação diante das limitações formais impostas pelo bepop, o hardbop e o jazz modal. Mas a real intenção era um retorno à liberdade de criação.

O prodígio que detestava música escrita

Nascido em São Paulo em 12 de janeiro de 1961, Perelman estudou música no Brasil desde os oito anos e, aos 20, mudou para os Estados Unidos para estudar música na tradicional Berklee School, em Boston. Passou por Roma (Itália), Montreal (Canadá) e por Los Angeles até se fixar em Nova York em 1989 onde vive desde então.

Até os 15 anos, Perelman era considerado um prodígio e uma promessa do violão erudito. Aos 19 anos, quando finalmente decidiu-se pelo sax-tenor, podia ser visto tocando cello, piano, clarineta em grupos de dixieland e até guitarra em bandas de rock. Acabou por abominar música escrita. Simplesmente memorizava as peças e fingia ler.

Artista plástico

Há mais de dez anos envolvido nas artes plásticas, Ivo Perelman se dedica tanto às pinturas quando à música. Identificado com o “acting painting” de Jackson Pollock, atualmente trabalha o gesso sobre o papel, uma técnica rara que permite produzir belas imagens abstratas. Suas obras podem ser vistas em galerias em diversos países.

SERVIÇO:

Centro Cultural São Paulo | Sala Adoniran Barbosa (631 lugares)
Rua Vergueiro, 1.000 – Paraíso – São Paulo,SP (Metrô Vergueiro)
GRÁTIS. A bilheteria será aberta com duas horas de antecedência.
Dia: Sábado | 10 de Outubro de 2009. Horário: 19h
Mais informações no telefone: (11) 3397-4055

CASA DE FRANCISCA | Quinta-feira, 8 de Outubro às 22 horas
Ivo Perelman (sax tenor) + Mark Sanders (bateria) + Luc-Ex (baixo acústico).
Rua José Maria Lisboa 190, travessa da Brigadeiro Luís Antônio – São Paulo, SP
Dia: Quinta-feira | 8 de Outubro de 2009. Horário: 22h
Sobre a Casa de Francisca: http://www.casadefrancisca.art.br