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Vamos tratar de algo que reputamos mais sério: não esquecer que Israel também tem direitos. Só se fala nos direitos dos outros.

Estamos observando uma campanha, especialmente no nosso mundo ocidental, pelos direitos dos palestinos atuais. Isto ocorre até aqui, entre nós, inclusive angariando gente nossa, que cai na armadilha da, hoje, esquerda predatória, que disfarça, sob o manto de direitos humanos, o eterno ódio aos judeus. É o que os franceses chamam de Direitos do Homismo, Os palestinos devem ter respeitados os seus direitos, Têm direitos como pessoas, mas omitem, cautelosamente, que Israel também tem direitos. Ninguém, em sã consciência, diria que os alemães de Hitler, também têm direitos e não poderiam ser expulsos das terras que tomaram com seus exércitos.

Invertem-se os papéis – os palestinos passam a ser vistos como desprezados, apesar da OLP – Organização para a Libertação da Palestina, que, no seu Estatuto, ou Pacto, como o chamam, continua declarando que os objetivos da entidade, conforme lá se acha escrito, é a eliminação e Israel, isto quer dizer que Israel não tem direitos.

Ninguém pergunta como chegaram os palestinos? O território de Israel era o antigo Reino de Judá e Israel. Foi invadido pelas forças dos exércitos estrangeiros, tal qual os alemães fizeram na Segunda Guerra. Os exércitos muçulmanos chegaram e se instalaram. O Império Turco lá ficou ocupando as terras de Israel (e outros países), por exatos 400 anos, e 1517 a 1917, quando ruiu na Primeira Guerra. Sobrou o território de Israel, que ainda assim, ficou reduzido a 25% do que era o Lar Nacional Judaico.

Até 1948, quando foi restabelecido o antigo Reino, como uma república parlamentarista, como Estado de Israel, muita luta ocorreu. O que vemos atualmente, com os foguetes que são lançados, pipas incendiárias, balões e todo o tipo de terror, são formas para cumprir o Pacto Palestino de desestabilizar Israel, para cumprir o estatuto da OLP, de acabar, eliminar, destruir o Estado de Israel.

É preciso saber que há uma determinação religiosa, que inclusive figura no Estatuto do Hamas, (que domina integralmente Gaza), determinação e que, uma vez conquistado um território, mesmo pela força, passa a ser patrimônio perpétuo islâmico. Caso venha a ser perdido, desalojados os conquistadores muçulmanos, deve-se cuidar da reconquista, não importa o tempo necessário. É assim que a Europa, na parte que já foi muçulmana, o antigo Império Al Andaluz, os mouros de Portugal, deve ser retomada. É o que estamos vendo ser tentada a retomada do Al Andaluz da Europa.

Quando o Califa Omar, no ano 636, firmou um tratado com o Patriarca cristão de Jerusalém, ficou constando que nenhum judeu poderia lá permanecer. E isto passa a valer para conquistadores. Em 1948, quando da independência do Estado restabelecido, os vizinhos fizeram a guerra (não havia palestinos), e a Margem Ocidental foi tomada pela Jordânia. O Golã foi tomado pela Síria. E vale? Quando Israel desocupou em 1967 não vale? No caso de Hitler é diferente. Para judeus, não vale a retomada do que lhes foi timado pela força. E agora vale para os árabes? Assim prossegue até hoje e temos a triste observação – a derrota das intenções dos palestinos é temporária, pois tentarão sempre reconquistar o território perdido, pois esta é a obrigação muçulmana que continua valendo. Todavia, esquerda e direitas antissemitas continuam falando contra os judeus.

Só quando a razão vier a prevalecer é que veremos a paz, tão procurada. Tudo depende das mudanças da mentalidade que, parece já se está se vislumbrando surgir, ainda tenuamente. Oxalá avenha a redenção. ‘Zol shoin kumen di guehule.’

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