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Neste 28 de janeiro, dia mundial de Proteção de Dados, iniciou oficialmente a Cibertech 2020, em Tel Aviv. Algumas empresas que fazem parte da Delegação Brasileira, organizada pelo Israel Trade & Investment, foram conhecer as iniciativas em cibersegurança do governo, universidade e empresas multinacionais instaladas em grandes complexos, como o Parque de Alta Tecnologia GAV-YAM Negev – um parque tecnológico projetado para pesquisa e desenvolvimento avançados para as indústrias globais de alta tecnologia e ciências da vida.

O parque está sendo desenvolvido, com mais de 200.000 metros quadrados de escritórios e laboratórios “classe A” de alto padrão, em 15 edifícios, todos com certificação LEED para construção “verde”, todos ambientalmente sustentáveis. O GAV-YAM Negev é um local exclusivo de pesquisa e desenvolvimento, estrategicamente localizado adjacente à Universidade Ben-Gurion (BGU), ao planejado campus MOD IT & Technology e ao Soroka Medical Center.

Hospedado em Be´er-Sheva, Alex Amorim, CISO e colunista da Security Report, e  em entrevista para o portal, disse que todo o complexo, mesmo sendo no meio do deserto, é um projeto desenvolvido pelo governo de Israel e uma das coisas é que estão olhando para todo lado estratégico pensando nesse vetor de ciber. “Não é um projeto militar, mas nacional com o objetivo de aumentar o nível de conhecimento, proteção e inovação, os três grandes pilares que fortalecem o ambiente de Israel. É algo que não é de agora, desde 2009 e já há um planejamento para os próximos anos”.

Segundo Amorim, o investimento de US$ 7 bilhões em cibersegurança é voltado para criar todo o ecossistema. “O local onde estamos é distante de Tel Aviv, justamente num esforço para que as empresas venham para o local, construindo casas para que as pessoas possam viver aqui. Há, inclusive, um incentivo para empresas de ciber que queiram se instalar na região, onde 20% do salário do funcionário são subsidiados pelo governo”.

Amorim diz que há uma grande atenção para as infraestruturas críticas e como protegê-las em todo o ecossistema. “Isso significa que, por exemplo, se há uma indústria que está sofrendo um ciberataque é possível ajudar na resolução do incidente. Além disso, há todo um suporte externo para todos os ministérios. E, ainda, na esfera pública, atualmente há um número de telefone de resposta a incidente onde qualquer cidadão pode ligar comunicando, por exemplo, se houve um problema de ransomware e ele receberá todo um atendimento com o procedimento para solucionar o problema”.

O objetivo é fazer com que tudo que é inovação em cibersegurança saia desse parque. Grandes empresas já fazem parte desse polo, a exemplo das big four, como IBM, Deloitte, Oracle, Dell EMC, etc.

O Parque de Alta Tecnologia Be’er-Sheva, inaugurado em setembro de 2013, é o produto de uma iniciativa conjunta do município, da Universidade Ben-Gurion e de outros parceiros, empresas que desejam se instalar na cidade e, em contrapartida, recebem subsídios. O parque de tecnologia cria um ecossistema único, industrial e geograficamente, entre os parceiros, o campus de tecnologia da IDF e o Soroka Medical Center. Essa proximidade permitirá que pesquisadores de todas as empresas e entidades diferentes colaborem em diversos campos. Atualmente, existem três edifícios concluídos, e o quarto está em construção. Já existem grandes empresas multinacionais localizadas no parque com foco em pesquisa e desenvolvimento D em vários setores de tecnologia.

Para o artigo completo, acesse: Security Report
Fonte: Israel Trade and Investment Brazil

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