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Está mais do que claro para qualquer carioca de bem ou turista que pelo Rio de Janeiro vem passando, e não é de hoje, que não aguentamos mais a convivência diária com uma polícia mal preparada, uma guarda municipal que deus sabe o que faz por aqui, uma camelotagem que vem ocupando vertiginosamente e com grande dose de agressividade os pontos nobres da cidade obrigando o pedestre a mirabolâncias até para andar numa calçada qualquer de quaisquer das nossas ruas principais, em todos os bairros da Zona Sul, Norte e Oeste.

Se ainda não bastassem os incômodos causados pela falta de proatividade das forças de segurança por estarem muito mal dirigidas e pior, dirigidas cada uma independente da outra, ainda o usuário da cidade, escorchado por impostos alucinantes também passou a ser escorchado por ladrões de todos os tipos, de todas as idades e munidos de todos os possíveis métodos que podem ser usados para limpar suas vítimas apenas pelos fatos simplórios de carregarem um celular, um relógio, uma carteira com alguns trocados, um cordão com santinho pendurado, mesmo que seja banhado a ouro, uma bicicleta e até um tênis de grife que pode ser falsificado na China mas que enche os olhos da bandidagem.

E, não adianta os interventores mirarem apenas nas favelas, vez que a esmagadora maioria de seus habitantes é composta por trabalhadores, estudantes, pequenos empreendedores, prestadores de serviços e gente em busca de empregos decentes para poderem continuar sustentando suas famílias.

A inteligência militar de tempos de guerra se faz necessária dentro destes bolsões menos aquinhoados para que seja separado o joio do trigo. O traficante, da dona de casa, o “avião” do estudante, o portador de fuzil daquele que porta atrás da orelha, um lápis para atender sua freguesia.

As operações para que traumas não aconteçam e ponham por terra tudo de bom que a intervenção possa trazer, precisam ser cirúrgicas cuja ação precisará ser especificamente sobre a vagabundagem armada até os dentes e pronta para morrer na defesa de seu ponto de venda de cocaína, na defesa de seu ponto de exploração de venda de gás, de exploração de transporte público alternativo, na defesa de suas quadrilhas de gatonet e de roubos de carga pesada e até, na defesa menor de seus paus mandados que descem para o asfalto com a missão de passar a mão no celular, na bicicleta, na moto ou no carro das vítimas que avisadas ou não, acabam por ouvir e ter que aceitar, a sentença dos juízes do asfalto: PERDEU!!!

Outro dia, enquanto a intervenção era anunciada pelo Presidente da República, acompanhado de seus ministros e pelo governador Pezão, a Senadora da República Gleisi Hoffmann, bradava contra a medida por avaliar que esta intervenção é na realidade outro “golpe” contra a democracia.

Onde está vivendo esta senhora que é uma das que insiste em que Lula nada fez e que foi condenado sem provas? A questão é de ideologia? De caráter? De má fé? Você julga!

Por outro lado, outros “gênios” da análise política nacional começaram a buscar pelo em ovo ao iniciarem um debate ligando a reforma da Previdência à intervenção que todos nós sabemos que não podia mais ser adiada em função da realidade da vida na ex-Cidade Maravilhosa e em todo o estado do Rio de Janeiro.

Se Lula for preso e já existem razões para isso, suas viúvas que coloquem as barbas de molho. O exército não está para brincadeiras e nem permitirá a quebra da democracia brasileira pelo desrespeito à justiça e pela afronta à sociedade dos que não aceitam decisões desfavoráveis vindas do Poder Judiciário.

Por outro lado, a reforma da Previdência tenha lá o resultado que vier a ter dentro do Congresso Nacional nada tem que se comunicar com a intervenção na segurança do Rio. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!

Diferentemente de muitos que estão execrando o governador Pezão, daqui, o aplaudo pela coragem de pedir ajuda constitucional e ter conseguido. O povo em primeiro lugar!!!

Quanto ao presidente Temer, depois de tantas trapalhadas, pode se afirmar que foi a melhor atitude que um paulistano na presidência da república tomou em benefício do Rio de Janeiro.

Vamos colocar fé no General Braga Neto que agirá dentro da Constituição para salvar o Rio das mãos da vagabundagem. E, com sua qualificação, vai conseguir.

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