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Recentemente a decisão do governo Temer de efetuar uma intervenção Militar no Rio de Janeiro se tornou alvo de críticas e debates no Brasil.

Os críticos apontam que a ação é injustificável e que o ato foi puramente político. Além de levantar a questão do exército discriminar uma parte da população ao realizar as intervenções apenas em morros e favelas do RJ, sem considerar que o tráfico de drogas também está em bairros mais sofisticados como Copacabana, Ipanema e Leblon. O Prof. Dr. Rabino Samy Pinto traz ainda um outro ponto que deve ser considerado, a possibilidade da situação no estado carioca ser um problema crônico, e o tráfico de drogas e a violência na cidade serem sintomas dessa “doença”.

A percepção que o educador tem é que muitos setores da sociedade brasileira tem um trauma do exército, e sentem o fantasma da ditadura com a intervenção. A questão política está enraizada no problema do Rio de Janeiro. Um exemplo são os partidos de esquerda criticando duramente esta ação do governo Temer, sendo que durante os últimos dez anos essa é a décima terceira atividade militar na cidade e todas as anteriores autorizadas e praticadas pelo governo PT, mas não houve manifestação dos setores de esquerda.

“No Rio de Janeiro as pessoas estão com uma percepção de insegurança total. A insegurança é ainda maior quando a gente tem esse nível de políticos no Brasil. Enquanto tivermos políticos torcendo por seus clubes e jogando contra os outros partidos, sem dar atenção ao que é de interesse da população, nós estaremos na verdade em um tráfico de droga da política do nosso país. Por isso penso que precisamos fazer, com urgência, uma reforma dos políticos e não a reforma da política”, completa o Prof Dr. Rabino Samy Pinto.

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