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Uma avalanche de informações capciosas e mentirosas, na mídia, é contrária ao reconhecimento de Jerusalém, como capital do Estado de Israel, pelo presidente americano, Donald Trump, que cumpriu sua promessa de campanha.

Em consequência, cria-se uma opinião pública contrária a esse status de Jerusalém. A verdade é que até hoje, a diplomacia mundial, com raras exceções, tem excluído Jerusalém como capital de Israel, desde seu estabelecimento, em 1948.

Atualmente, a posição diplomática dos países pode ser atribuída ao medo do terrorismo islâmico. É uma posição política dominante, tendo em vista razões de alinhamentos, interesses econômicos, condições religiosas e ideológicas que visam tomar o poder em cada caso.

São jornalistas, comentaristas e intelectuais que comandam a ideologia, mentindo descaradamente sobre os fatos, com interesses para formar a opinião pública e assumir poderes. É a vergonhosa atitude da intelligentsia, e mesmo a traição dos interesses éticos e morais e até dos interesses das nações.

São intelectuais judeus e não judeus, da direita, como da esquerda. Contra o judeu todos mostram defeitos iguais, incluindo apoio e propaganda do BDS. Juntam-se os que são contra Trump, com os que são contra os americanos, qualquer que seja o presidente e, evidentemente, com o ranço antissemita.

Mas os fatos são antigos. Um exemplo? Há poucos dias falamos da Partilha da Palestina na Assembleia-Geral da ONU de 29 de novembro de 1947, sob a presidência de Oswaldo Aranha. O filósofo judeu alemão, Martin Buber, muito apreciado pela esquerda, publicou um artigo, em seguida àquela Resolução, intitulado “Um erro fundamental que será preciso corrigir”. E publicou artigo no mesmo tom quando proclamada a independência de Israel em 14 de maio de 1948. É a traição das ideias, é a corrupção das ideias, é a vergonha das ideias.

Nada se fala sobre concepção islâmica, dividindo os povos entre os adeptos da sua fé e todos os outros, não-crentes no islamismo, tornando-os inferiores e sujeitos a pagar uma taxa de não muçulmano, que Karl Marx já demonstrara conhecer. Não se vê crítica, somente se fala para tratar de Jerusalém em conversações com os ‘palestinos”, cujos interesses sempre foram eliminar todo Israel e ir cortando-o por partes.

Como? Na Carta do Hamas, figura que se deve observar cuidadosamente como os muçulmanos venceram e conquistaram grande parte de mundo. Isso se observa na paciência, mesmo ao custo de sua própria população, pois eles amam a morte enquanto o judaísmo ama a vida.

Desde o restabelecimento do Estado de Israel, mantêm, há 70 anos, supostos refugiados, sem integrá-los onde vivem. Têm tempo para promover o terror, criar homens-bomba, que se suicidam para matar os outros, e têm paciência para fustigar Israel, com foguetes, assaltos com carros, esfaqueamentos, para minar o moral e fazer a população se cansar de sofrer, e assim ir conquistando o objetivo de domínio.

A Europa está cansando, recebendo milhões de muçulmanos, Israel está cansando. Como Ehud Olmert, antigo Primeiro-Ministro de Israel, que se virou para a esquerda, chegou a dizer “estar cansado de ganhar, estar cansado de vitórias”. São essas escolas do Paz Agora, a intelectualidade de esquerda abalada. especialmente desde a Guerra do Iom Kipur, que propõe ceder em tudo, numa forma de moral abatida.

É a vergonhosa concepção da intelectualidade da esquerda e a atitude traidora da intelligentsia contra os israelenses e contra os direitos dos judeus, apoiando dois Estados para dois povos, mas um estado árabe sem judeus, judenrein, numa afronta apartheid à ética e à moral que proclamam defender, mas que não servem quando se tratam de judeus. São os traidores.

Mas há mudanças à vista. Na terça-feira passada, o Conselheiro de Segurança americano, tenente-general McMaister, em discurso, falou contra a “ideologia radical islâmica”, relacionando-a ao terror. A política parece estar se movendo, mas a intelligentsia incrustada na mídia e na política não muda sua visão da esquerda ou da direita antissemitas.

Mas Chânuca, a Festa das Luzes, a Festa do Milagre contra a opressão e pela liberdade, que se comemora no momento, é a esperança de mais um milagre. Na 1ª noite de Chânuca, uma delegação do Bahrain estava em Israel (mais um país árabe se chegando a Israel), e convidou para um jantar ecumênico, em Jerusalém. Incluía sunitas, xiitas, hindus, sikhs, budistas e cristãos, que participaram do acendimento da primeira vela.

Mais um milagre. Bahrain é contra o BDS. Milagres existem!