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Filme é adaptação de romance do Isaac Bashevis Singer, Nobel de Literatura de 1978. Em debate afetos, paixões e os horrores do Holocausto.

O projeto Psicanálise & Cinema da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro abre a programação do ano, no dia 25/01, com a apresentação de “Inimigos – uma história de amor”, baseado em romance do Prêmio Nobel Isaac Bashevis Singer. O filme será apresentado às 19h seguido de debate com a jornalista e crítica de cinema Susana Schild e o psicanalista Luiz Fernando Gallego, coordenador do projeto.

O filme, lançado em 1990, tem roteiro e direção de Paul Mazursky, que recebeu o prêmio de melhor diretor do New York Film Critics. O personagem central de “Inimigos – uma história de amor” é um sobrevivente do Holocausto e a escolha do filme para debate é uma forma de homenagem à libertação de Auschwitz, que aconteceu em 27 de janeiro de 1945. No maior campo de extermínio nazista, pelo menos 1 milhão de pessoas foram mortas em câmaras de gás e crematórios.

Segundo críticos, Mazursky faz uma adaptação precisa do romance de Isaac Bashevis Singer sobre a relação entre a memória e a reconstrução das vidas dos sobreviventes do Holocausto.

Em 1949, Herman Broder (Ron Silver) vive em Nova York com sua esposa (Margaret Sophie Stein), uma polonesa que o escondeu em seu celeiro durante a guerra. Ele é ghost writer de um rabino pouco escrupuloso e mantém um caso apaixonado com outra sobrevivente do Holocausto (Lena Olin). Angustiado, porém tentando manter o controle sobre sua vida, Herman recebe a notícia de que sua primeira esposa (Anjelica Huston), que ele pensava ter sido assassinada pelos nazistas reapareceu como se fosse uma ressuscitada.

Segundo o psicanalista Luiz Fernando Gallego, o filme consegue traduzir a ironia do magnífico romance original, retratando com doses de humor e amargura a indizível experiência dos sobreviventes de uma das maiores infâmias cometidas contra a humanidade.

“A volta à vida ‘normal’ seria mesmo possível depois do Holocausto?”, pergunta o psicanlista e acrescenta: “Na estranha época atual, em que até mesmo a realidade dos horrores nazistas vem sendo negada por grupos de extrema-direita, este filme merece ser visto ou revisto. Com extrema inteligência, o grande romancista preferiu abordar o ‘depois’ dos campos de concentração, abrindo a discussão do que não pode ser esquecido mas cuja lembrança é, ao mesmo tempo, intolerável. E o filme é uma digna adaptação do livro que lhe deu origem”.

O filme tem duração de 119 minutos e classificação de 14 anos. A entrada – apenas para o filme – é gratuita, mas será cobrada a taxa de manutenção de R$ 20 para os que pretenderem ficar para assistir a palestra seguida de debate. Reservas para quem for ficar para o debate podem ser feitas previamente pelo e-mail sbprj@sbprj.org.br ou pelos telefones (21) 2537-1333 e 2537-1115. A reserva é válida somente até 10 minutos antes do início da sessão, que será às 19h, pontualmente. A SBPRJ fica na Rua David Campista, 80, no Humaitá.

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