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Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central, é agraciado com o Prêmio Scopus da Universidade Hebraica de Jerusalém.

Um grande evento para convidados no Buffet França, em São Paulo, marcou a entrega do Prêmio Scopus 2017 pela Sociedade Brasileira de Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém ao economista Ilan Goldfajn, presidente do Banco Central do Brasil, nesta segunda-feira, 06 de março.

“Este ano, a Sociedade Brasileira de Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém (UHJ) completa 70 anos de trabalho continuo, promovendo um intercâmbio entre esta renomada instituição acadêmica e a sociedade brasileira, destacou Blay. “Esta noite também é especial pela escolha do homenageado para receber o Prêmio Scopus 2017. É muito significativo para os judeus do Brasil ter Ilan Goldfajn, um membro de nossa comunidade em um posto de tamanha relevância no governo federal”, complementou.

“Gostaria de agradecer a UHJ por me dedicar o Prêmio Scopus 2017 e pela honra em poder figurar ao lado de pessoas tão destacadas que já receberam esta homenagem”, agradeceu o presidente do Banco Central do Brasil ao receber a escultura em aço do renomado artista Yutaka Toyota, entregue por Jayme Blay, presidente dos Amigos da UHJ No Brasil, Dori Goren, cônsul de Israel no Brasil, e pelos presidentes da Conib, Fernando Lottenberg e Fisesp, Bruno Laskowsky.

Goldfajn frisou sua forte ligação com a comunidade judaica e com Israel, onde nasceu, e relatou que no ano passado esteve em Israel para estimular seu filho, que é formado em economia pela USP, a estudar na Universidade Hebraica de Jerusalém, notável por sua excelência e pelos oito prêmios Nobel já recebidos.

O presidente do Banco Central traçou um panorama da economia mundial e falou sobre os desafios que estamos vivendo no Brasil, de seu trabalho no governo, bem como da experiência de Israel no combate a inflação. “Hoje o cenário mundial é incerto, mas estamos em um contexto de avanços e de recuperação. Segundo ele, o crescimento econômico sustentável depende de níveis crescentes de produtividade, além da aprovação da reforma da previdência no Brasil, que será decisiva para a sustentabilidade da desinflação e da queda da taxa de juros, complementada por outros esforços do governo para retomar o crescimento. Citando Israel como a “start up nation”, Ilan destacou ainda a importância da inovação para o crescimento econômico e respondeu às perguntas do público presente.

O evento, que contou com diversas personalidades do cenário econômico, autoridades e lideranças, teve como mestre de cerimônias Ricardo Berkiensztat, presidente executivo da Federação Israelita do Estado de São Paulo, e contou com a exibição de um filme destacando a excelência da Universidade Hebraica de Jerusalém, que incluiu um pronunciamento de seu presidente, Menachem Ben-Sasson.

Saiba mais sobre o Prêmio Scopus

O Prêmio Scopus reflete a tradição de excelência que traduz a filosofia da Universidade Hebraica de Jerusalém e é atribuído a um indivíduo ou associação que se destacou em sua respectiva área e cujos esforços humanitários, científicos, empresariais, políticos e e/ou culturais contribuíram para o aprimoramento e divulgação das atividades da Universidade Hebraica de Jerusalém, do Estado de Israel, do povo judeu e da Humanidade.

Algumas das personalidades mundiais que já receberam o Prêmio Scopus foram: Zubin Mehta, Roman Polanski, Bill Clinton, Dalai Lama e Tony Blair. No Brasil, a honraria foi concedida a José Mindlin, Gilberto Gil, Miguel Nicolelis, João Dória Junior, Luís Fernando Veríssimo e ministro Nelson Jobim, entre outros.

O Prêmio Scopus 2017 foi realizado pela Sociedade Brasileira de Amigos da Universidade Hebraica de Jerusalém com apoio da Câmara Brasil-Israel de Comércio e Indústria, patrocínio do Banco Itaú, Banco Daycoval e Pedra Forte e apoio do Banco Rendimento, Ituran, Pinheiro Neto Advogados, Wald Advogados, GPS, Turin, Hospital Israelita Albert Einstein, Associação Alumni, Minuto Seguros, Newpart, Trench, Rossi e Watanabe Advogados, Confederação Israelita do Brasil (Conib), Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e Comunidade Shalom.