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Tenente Bessa acende uma vela In Memoriam dos Heróis e Mártires do Holocausto, em nome dos ex-combatentes da FEB.

A Escola de Magistratura do ERJ – EMERJ – sediou em maio de 2019 cerimonia de marcante capital simbólico, não só pelo local, uma Casa da Justiça, como também pela participação das novas gerações, dos filhos de sobreviventes, dando seus testemunhos, e da tocante declamação das orações fúnebres El Malé Rahamin e do Kaddish, pelo Eminente Rabino Stauber.

A presença do Tenente Medico Dr Carlos Henrique Bessa, ex-combatente da Força Expedicionária Brasileira, acendendo uma das velas, simbolizou a participação nacional na guerra, derrotando o nazi-fascismo ao lado das demais Nações Aliadas, consequentemente dando um basta ao infame Holocausto.

Importante ato, em ultima analise homenagem ao Brasil, já que as tropas brasileiras ao se incorporar aos Aliados e ajudar a derrotar o nazi-fascismo, fizeram também estancar o infame Holocausto. Não são muitos os países que podem se orgulhar disso, e o Brasil é um deles !

Trata-se do veterano Tenente Medico Dr Carlos Henrique Bessa, 99 anos, nascido em Neves – São Gonçalo, que esteve em operações de combate na linha de frente na Italia, socorrendo nossos feridos em ação, como médico recém-formado pela Faculdade Fluminense de Medicina, incorporado ao 1ª. Batalhão de Saúde. Tinha apenas 23 anos.

Ele se formou pela FFM e logo embarcou em 1944 para a Italia, onde inclusive atendeu prisioneiros alemães feridos que se renderam em 29 abril 1945, quando a FEB capturou a 148ª. Divisão de Infantaria alemã, com 16 mil homens. Eram dezenas de prisioneiros que foram os primeiros a se entregar as tropas brasileiras, já sem remédios nem comida, e foram atendidos pelo Dr Bessa e demais médicos da FEB.

Dr Bessa retornou e teve uma brilhante carreira por 36 anos no HSE. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, escreveu um livro-álbum sobre sua experiência na guerra e hoje reside no Leblon – RIO. Eram 4 médicos que se formaram com ele pela FFM e embarcaram para a Italia, sendo um deles seu grande amigo, Dr Samuel Shoichet, Z”L, de Niterói, já falecido.

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Israel Blajberg
Há 10 séculos seus antepassados paternos saíram de Bleiberg, na Carinthia (Áustria), firmes como o chumbo (Blei) e imponentes como a montanha (Berg), entrando na Polônia sob o Grande Rei Kazimierz. Teve a honra de ser o primeiro Blajberg nascido no Brasil (Rio de Janeiro, 1945), estando hoje a família na terceira geração verde-e-amarela. Professor da UFRJ e UFF e Engenheiro do BNDES, aposentado em 2015. Palestrante e Autor de livros e artigos sobre Historia do Brasil, Militar, Judaica, Genealogia e Viagens. Membro das Ordens do Mérito da Defesa, Naval, Militar e Aeronáutico, e Medalha Pro-Memoria da Republica da Polônia.