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Quando a World Wide Web surgiu, ninguém poderia ter adivinhado o impacto que essa mudança teria no mundo.

Os avanços científicos e a disseminação da Internet têm vindo alterado todas as lógicas globais, desde as sociais às políticas, passando pelas culturais e pelas econômicas.

As gerações do século XXI – também conhecidos como Millennials – parecem desconhecer outra dinâmica do mundo e, por isso, encaram com naturalidade a forma como acedem à cultura e ao entretenimento por esta via.

Quem ainda nasceu no século XX, no entanto, consegue ter a perceção de quão rápida se deu a mudança promovida pela web e como esta teve (e continua a ter) um impacto na forma como vamos experimentando o nosso quotidiano.

Os hábitos culturais que marcaram o final do século passado parecem, agora, obsoletos. De fato, a introdução de novas possibilidades, apps e hábitos relacionados com o consumo tecnológico serviram para mudar fortemente as estruturas do mundo e a forma como as próprias pessoas reagem face aos estímulos do quotidiano.

Evidentemente, este avanço teve um impacto positivo em várias áreas, destacando-se a saúde e a educação: dois setores que contam, agora, com meios mais desenvolvidos para poderem realizar o seu trabalho de uma forma mais eficaz e com recursos tecnológicos mais dinâmicos.

No que diz respeito à cultura e ao consumo de conteúdos culturais, a web teve um impacto indescritível,  são vários os momentos do nosso dia em que, sem que nos demos conta, acabamos por fazer um consumo cultural muito distinto daquele que se faria há 20 anos atrás.

Hoje, iremos olhar para algumas das dinâmicas culturais alteradas pela web e apresentar algumas das novidades que permitiram que o mundo se tornasse como é hoje.

1. Explicações e aulas privadas

No século XX, quando alguém queria saber mais sobre uma matéria, um tema ou uma disciplina, as hipóteses de buscar sobre o assunto eram mais limitadas.

Escolas de idiomas, cursinho de reforço escolar, tutores ou explicadores eram algumas das alternativas para estudar ou aprender algo novo, quase sempre presencialmente e em grupo.

Hoje, a possibilidade de fazer este tipo de aprendizagem, de uma forma particular e personalizada e com profissionais competentes está disponível em vários sites e aplicativos.

Um bom exemplo disso são espaços como Superprof, onde os alunos podem escolher a sua matéria e professor e garantir seu aprendizado de forma tranquila e no seu ritmo.

2. Consumo de música

Dos discos de vinil às cassetes; das cassetes aos CD’s e deste universo físico a uma realidade digital onde a música se consome sem a necessidade de ter um espaço fisico de armazenamento de todas as canções.

Hoje, lojas online e plataformas digitais oferecem o serviço digitalmente, apenas alguns cliques, permitindo um acesso abrangente a vários estilos de música, bandas e novos albuns em questão de segundos.

Embora o consumo de discos e CD’s não tenha desaparecido por completo, este é hoje encarado como um luxo e não como uma necessidade, nascendo assim um mercado de colecionadores ou de ordem emocional.

3. Momentos de convívio

As reuniões com os amigos nas ruas para conversar parecem ter sido outro dos hábitos culturais eliminados pela Internet.

Com o aparecimento da web e o surgimento das salas de chat – ou, mais recentemente, das apps de mensagens instantâneas – os mais jovens preferem conversar através dos seus smartphones e computadores ao invés de se reunirem.

Estas redes de chat tornam também mais simples a partilha cultural, permitindo que se faça uma troca de vídeos, fotografias, e-books, músicas e eventos sem maiores dificuldade.

4. Assistir a filmes

Quem viveu na década de 90 do século XX ainda se recorda do entusiamo no momento de escolher um ou mais filmes para alugar.

Esta foi outra das grandes mudanças culturais que a web trouxe consigo. Hoje, assistir a filmes em formato digital – através de plataformas como a Netflix – veio fazer com que os filmes cheguem até às pessoas no seu próprio lar, sem a necessidade de visitar as obsoletas lojas que tanto marcaram o final do século passado.

Hoje, assistir a um filme é algo bastante simples e existem até alternativas gratuitas, já que alguns criadores optam por disponibilizar os seus conteúdos gratuitamente e, claro, legalmente, na internet. Como é o caso de alguns documentários que foram lançados pelo Youtube.

5. Ler livros

A passagem do papel para o digital será, talvez, uma das que maior resistência tem encontrado. Ainda assim, não existem dúvidas de que a transição está sendo feita gradualmente e ganhando cada vez mais adeptos.

O aparecimento dos e-books e o incentivo ao uso dos mesmos, nomeadamente através de preços mais apelativos, tem enunciado a passagem gradual das pessoas para a leitura digital.

Algumas plataformas, como a Kindle, têm conquistado os leitores, fazendo com que estes abandonem a tendência para o mundo físico dos livros e dêem uma chance aos e-books.

6. Fazer parte de grupos culturais e eventos

As redes sociais têm feito um trabalho na reunião e integração das pessoas. Hoje, integrar um grupo de Facebook, seguir um interesse no Instagram ou juntar-se a um evento divulgado em qualquer uma destas mídias é mais simples do que nunca.

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