A grande mentira da ocupação

A grande mentira da ocupação

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Devemos falar bem alto, e sempre, que a propalada “ocupação”, por Israel, de território alheio é uma GRANDE MENTIRA.

E é somente a grande, intensa e sistemática diplomacia e firme atitude da inteligência não comprometida com a visão predatória que poderá reverter esta falácia, cuja única intenção é, e continua sendo, a destruição do Estado de Israel. O termo “ocupação” tem o sentido de roubo de propriedade alheia, abuso dos outros, imoralidade de apropriação. É um conceito ofensivo.

A diplomacia, como a recente visita do Primeiro-Ministro de Israel, Netanyahu, a alguns países da América Latina, irá ter algum impacto positivo. Todavia tem-se de enfrentar o fascismo que impera, difundido com apoio das esquerdas predatórias, com o uso do conceito incrustado de antissemitismo, aberto ou subliminar, que favorece essa propaganda maligna e destrutiva, como no nacional-socialismo de triste memória.

E temos até gente nossa, que se vê fascinada com a propaganda mentirosa, muito bem embalada em direitos humanos, direitos humanos que não se aplicam aos judeus, porque judeus não têm direitos, conforme no nacional-socialismo. Os palestinos atuais devem ter direitos, mas os judeus de Israel, e, portanto, Israel, não têm direitos. São os direitos do homismo, direitos humanos servem para uns apenas.

Por que a chamada Margem Ocidental é dita território ocupado? Por que Jerusalém antiga é dita território ocupado? Por que o Monte do Templo é dito território ocupado? Os judeus não podem ser chamados de “ocupantes” de suas terras bíblicas, as terras referidas na Bíblia, Bíblia que serve para cristãos e judeus. Os judeus vivem num país com o mesmo nome há mais de 3.300 anos, falam a mesma língua falada há mais de 3.300 anos, escrevem com as mesmas letras de séculos atrás. Não foi preciso decifrar a escrita, encontrando uma Pedra de Roseta. Os judeus rezam com os mesmos textos bíblicos ancestrais, antes de forma oral, e depois escritos há 25 séculos.

Já tivemos ocasião de citar o tribuno romano Cícero, que no ano 49 AC falava que os judeus não aceitavam o domínio romano, não se submetiam às crenças do invasor romano, que os judeus viviam se revoltando contra os invasores romanos. Os romanos não só destruíram o Segundo Templo, depois de dominada a revolta judaica do ano 70, como acabaram derrotando os revoltosos judeus no ano 135, e expulsaram e escravizaram os habitantes, para tentar evitar novas revoltas. Mas a verdade é que sempre restaram judeus nas terras de Israel ou Reino de Judá, ou Palestina, este nome fabricado pelos invasores romanos justamente tentando fazer desaparecerem os vestígios dos judeus, sempre revoltosos.

Mas judeus eram os nativos do lugar, não os romanos, não os muçulmanos, que só foram conquistar o lugar depois da morte de Maomé, em 632, tampouco o eram os cruzados. E apesar de todas as ocupações pelos invasores, os judeus foram, aos poucos, reconstruindo as comunidades do lugar, como Jerusalém, Tiberíades, Ráffa, Asquelon, Jafa, Cesaréia, Safed, muito antes do início do empreendimento sionista. Foram as últimas ocupações por invasores que trouxeram novas populações para o lugar.

Os muçulmanos do Império Turco dominaram por 400 anos, de 1517 a 1917, quando foram derrotados na I Grande Guerra. E as maiores levas de imigrantes árabes chegaram no início do Século XX, em busca de trabalho, quando os sionistas começaram a instituir novas cidades e comunidades na Palestina do Império Turco. Nunca houve antes “palestinos” que não fossem judeus. O jornal Jerusalem Post, era antes, Palestine Post.

E o que se embute na “ocupação” vai mais além: se a Margem Ocidental é território ocupado, todo Israel é território ocupado. É isso que se quer dizer, eliminar Israel do rio até o mar. “Ocupação” é a grande mentira.

O historiador marxista Moishe Postone escreveu, em 2009:

“Penso que é politicamente importante que muita gente da esquerda esteja levando a sério as expressões generalizadas de antissemitismo entre grupos que se consideram anti-imperialistas. Talvez isto também possa levar a algum esclarecimento teórico, há muito tempo em falta. A questão não é se a política de Israel pode ser criticada. A política de Israel deve ser criticada, especialmente a destinada a impedir qualquer possibilidade de um Estado palestino viável na Cisjordânia e em Gaza (segundo posição do autor sobre Estado Palestino, posição da esquerda que ele critica e que se busca esclarecer acima NT). No entanto, a crítica ao “sionismo” dominante em muitos círculos anti-imperialistas vai além de uma crítica à política israelense. Ela atribui a Israel e aos “sionistas” uma maldade única e um poder de conspiração global. Israel não é criticado como outros países são criticados – mas como a encarnação do que é profunda e fundamentalmente o mal. Em suma, a representação de Israel e dos sionistas nesta forma de “antissionismo” “anti-imperialista” é essencialmente a mesma que a dos judeus no antissemitismo virulento que encontrou a sua expressão mais pura no nacional-socialismo. Em ambos os casos a “solução” é a mesma – o extermínio em nome da emancipação.”

A “ocupação” é mais um capítulo dessa forma de exterminar Israel e exterminar os judeus.

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Herman Glanz
Herman Glanz é presidente do Likud no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores e ex-presidente do Grupo Universitário Hebraico do Brasil. Foi Diretor da FIERJ, vice-presidente da Organização Sionista do Rio de Janeiro e do Brasil. É Secretário do Comitê Eleitoral Regional da Organização Sionista do Brasil e Secretário da Chevrá Kadishá do Rio de Janeiro.