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Filme é considerado o mais importante dedicado ao Holocausto e volta à telano primeiro aniversário de morte de seu diretor.

Para marcar o primeiro aniversário de morte do cineasta e intelectual francês Claude Lanzmann  (1925-2018), “Shoah” será exibido, no MIS, em São Paulo, com entrada franca. O público terá a chance de assistir, dividida em quatro partes, a obra-prima de  Lanzmann, nos dias 17, 18, 24 e 25 de julho (quartas e quintas-feiras).  “Shoah”é considerado um dos filmes mais importantes da história do cinema e um documento definitivo sobre o Holocausto,  extermínio de 6 milhões de judeus pelo Nazismo, durante a Segunda Guerra Mundial. A iniciativa é da  StandWithUs Brasil, Confederação Israelita do Brasil (Conib) e Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).

Na obra, Lanzmann não usa uma única imagem de arquivo, dedicando o filme inteiramente a relatos de sobreviventes dos campos de extermínio de Chelmno, Treblinka, Sobibor e Auschwitz, além do Gueto de Varsóvia.  Na busca por esmiuçar detalhes sobre como Holocausto tornou-se viável, ele também entrevista personagens importantes para o entendimento dessa engrenagem genocida,  de ex-oficiais nazistas a maquinistas que  conduziam os trens da morte. Monumental em amplo sentido, o  filme demorou mais de 10 anos para ser realizado, passou por 14 países e tem 543 minutos de duração.

Lançado em 1985, o filme resiste ao tempo.  Além da homenagem ao diretor,  morto em 5 de julho de 2018, a exibição do filme propõe uma reflexão sobre as ameaças contemporâneas a comunidades vulneráveis. Segundo a Anti-Defamation League, organização internacional que monitora a incidência de crimes com motivação antissemita, o ódio aos judeus recrudesce na Europa e nos Estados Unidos em níveis não vistos desde o fim da Segunda Guerra. Pelo mundo, discursos de ódios contra essa e outras minorias rapidamente se transformam em atos de violência e morte. Conhecer a história e evitar sua repetição é urgente. “Shoah” é um longo, intenso e perturbador lembrete disso.

Sobre o diretor

Claude Lanzmann (1925-2018), durante a adolescência, fez parte da Resistência Francesa, movimento civil contra a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial. Foi diretor da revista “Les Temps Modernes”, fundada por Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.  Realizou seu primeiro documentário sobre Israel  “Por que  Israel”, em 1973, trabalho que o levou a buscar respostas sobre detalhes do que aconteceu durante o Holocausto. A partir do tema, dirigiu o aclamado documentário “Shoah” e outras obras, como “Sobibor” (2001) e “O relatório Karski” (2010).

Serviço:
“Shoah”, de Claude Lanzmann
Dividido em quatro sessões:
dias 17, 18, 24 e 25 de julho (quartas e quintas-feiras)
Sempre às 19h.
Entrada franca (sujeita à lotação da sala). Ingressos distribuídos com uma hora de antecedência.
MIS — Museu da Imagem e do Som
Av. Europa, 158 – Jardim Europa, São Paulo – SP, 01449-000

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