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As eleições gerais para o Knesset (Parlamento israelense) realizadas em abril deste ano para escolher 120 deputados, resultou em beco sem saída. A maioria dos votos foram para 2 partidos: o Likud, do atual premier, recebeu 35 deputados e o recém criado Kachol-Lavan (Azul e Branco) elegeu também 35 deputados.

Israel é uma democracia parlamentar. Vota-se nos partidos e não em determinada pessoa, estes já fizeram sua escolha interna. O Presidente do Estado consulta os partidos, a quem apoiarão e assim ele incumbe o líder do maior partido e quem poderia formar uma coalizão governamental. Ao lado das vantagens deste sistema, há as desvantagens pelas quais pequenos partidos podem chantagear os maiores, só para se manterem no poder.

Em abril, o presidente Rivlin deu a chance ao atual Primeiro Ministro, Netanyahu, que não conseguiu a tempo formar um novo govêrno. Pediu e recebeu extensão do prazo, man não conseguiu obter 61 deputados a favor.

Devia dar chance e devolver o mandato ao Presidente do Estado, para que designe o líder do Kachol-Lavan, Benny Gantz, tentar formar uma nova coalisão. Netanyahu preferiu ir ao Knesset e dissolver o Parlamento, obrigando a realização de novas eleições. Obrigou, mesmo deputados recém eleitos votar a favor da dissolução e alguns deles nem assumiram e já vão sumir do Knesset.

As novas eleições foram marcadas para o dia 17 de setembro e até então veremos o quanto mais de baixarias e o quanto menos de propostas a favor da população e do Estado.

Há formação de novas siglas formadas pelas uniões de alguns partidos pequenos, nem sempre por amor de um pelo outro, ou mesmo por ter ideais similares. Estas uniões de juntar forças é para tentar passar a barreira de 3.25% dos votos, para entrar no Parlamento. Esta porcentagem equivale a entrada de 4 deputados. Na semana passada foram registradas 32 siglas, bem menos do que as 47 registradas nas eleições do começo do ano.

Ao Likud juntou-se o Partido Kulanu, do Ministro da Fazenda, Kachlon, com 4 deputados. Este desafeto do Netanyahu, que era do Likud, saiu trancando as portas em 2015 para formar o Kulanu. Obteve 10 cadeiras, mas foi enfraquecendo. Nas eleições em abril já caiu para 4 parlamentares e estava ameaçado de extinção. Preferiu juntar-se novamente ao Likud. Os censos de opinião pública mostram que caem dos atuais 39 deputados, para 30.

Kachol-Lavan é um novo partido de centro direita. Fundado em 2019 da união do Yesh Atid, de Yair Lapid com 15 parlamentares e as recentes legendas de Hossen Le Israel (Resiliência Para Israel) e Telem. Na liderança, além do Lapid, há 3 ex comandantes do Exército de Defesa de Israel: Benny Gantz, Gabi Ashkenazi e Moshe Yaalon. Nas eleições de abril, correndo pela primeira vez, alcançou o mesmo número de deputados do Likud-35. É o principal adversário do Benjamin Netanyahu.

A Lista Árabe Unida. Formação de 4 partidos árabes e o Partido Comunista que se uniram em 2015 para que um ou mais partidos políticos não saíssem do cenário político devido a barreira mínima. Obtiveram êxito com 13 deputados eleitos (12 árabe-israelenses e 1 judeu), formando o terceiro maior partido de Israel. Já nas eleições de abril de 2019 uma legenda correu separadamente e caíram para 10 parlamentares. Aprenderam a lição e vão correr juntos novamente. Lá também não morrem de amores uns pelos outros.

União Democrática. Nova formação do Partido Meretz, da esquerda, com o ex 1⁰ Ministro, Ehud Barak e a deputada Stav Shafir, que deixou o Partido Trabalhista. No começo as previsões eram que teriam mais de 10 deputados, nas mais recentes já apontam para 7 deputados.

Hyamin Hameuchad (A Direita Unida). União do Israel Beiteinu, a da Nova Direita, do Bennett e Shaked, que saíram do Israel Beiteinu e não foram eleitos nas eleições passadas. E o Ichud Haleumi. Queriam juntar o Partido Otzma Yehudit (Potência Judaica) de admiradores do falecido rabino Kahane, mas as divergências eram maiores.

Por incrível que pareça neste partido religioso da direita, a líder é Ayelet Shaked, que foi Ministra da Justiça. No Likud a queriam, pois ela aumentaria os votos acrescentando mais uns 4 deputados. A Sara, mulher do Netanyahu vetou e talvez o partido pague caro por esta rivalidade.

A Ayelet e o Bennett eram chefes do gabinete do Netanyahu até que não aguentaram mais e saíram. A Ayelet é mulher e não é religiosa que conseguiu dobrar os rabinos do partido e para obter vitória engoliram tê-la como líder do partido. As previsões são de aumentar de 5 atuais deputados para 12.

HaAvoda-Guesher (Trabalhista-Ponte). Tentativa do novo (velho) líder do Partido Trabalhista, Amir Peretz para aumentar sua bancada, juntando forças com a Orly Levy Abekasis, do Guesher, que saiu do Israel Beiteinu (direita). A deputada Orly foi considerada uma ótima parlamentar, mas seu astral que indicava nas eleições passadas obter cerca de 10 cadeiras, baixou muito e não conseguiu voltar ao Knesset. O Partido Trabalhista que foi o baluarte d’antes e depois da fundação do Estado de Israel, vai se enfraquecendo a cada eleição. Intrigas internas. Agora também não conseguem subir de 6 deputados.

Israel Beiteinu (Israel, nosso Lar). Liderado pelo deputado e ex ministro, Avigdor Lieberman, parece ser o grande vitorioso dessas eleições. Nas últimas eleições seu partido quase não passou a barreira do mínimo para ingressar no Knesset (no final obteve 5 cadeiras), agora os censos lhe indicam obter 10 cadeiras. Isto deve-se a suas acusações contra o Netanyahu e contra a influência dos partidos ultra ortodoxos na vida israelense.

Naturalmente, como o Lapid do Kachol Lavan, ele quer que todo jovem, mesmo haredi se aliste ao exército. Lieberman ataca o Netanyahu ferozmente, apesar de que foi seu confidente e foi Diretor Geral do Gabinete do Primeiro Ministro (1996-1997), antes foi Diretor Geral do Likud (1992-1996). Foi também ministro de Estado, no último posto, o da Defesa.

O Israel Beiteinu tornou-se o fiel da balança, que indicará o próximo 1⁰ Ministro. Pelos censos de opinião pública os 2 grandes partidos obtém 30 deputados cada e os blocos da direita e do centro, estão praticamente empatados com 55 deputados cada. O Lieberman está com 10 cadeiras que devem decidir a formação de um novo governo.

Ninguém quer 3ª época de eleições. O Kacho Lavan disse abertamente que quer coalizão com o Likud, na condição de que o Netanyahu – que sobre sua cabeça pesam 3 acusações de corrupção – não esteja a frente do partido. O Primeiro Ministro, Netanyahu, correu e fez todos os 39 deputados da sua bancada assinarem atestado de lealdade a ele.

Para tentar acalmar outros partidos de possível coalizão e de não fugirem ao outro campo (quem não está comigo, “é esquerda”) escreveu um artigo para o seu jornal privado, Israel Hayom em 7/8/19 com o título de “Não a Unidade”, êste é o comprometimento do Netanyahu.

Netanyahu que trabalhou arduamente para unir pequenos partidos da direita, para correrem juntos e não perder eleitores, agora mudou de tática e exorta a todos na direita votar no Likud, para que seja o maior partido e então o Presidente de Israel será obrigado a lhe dar chance de formar novo governo. A tática do Primeiro Ministro é amedrontar para ganhar pontos. Ele até prega que o presidente Rivlin, outro deputado e da liderança do Likud, que o deixou, dê a chance ao Gantz, antes de lhe dar.

Os Haredim dizem que não formarão nenhuma coalizão na qual participará o Yair Lapid.Isto em represália a lei que passou no Knesset, de que todos os jovens tem que se alistar. Também cortou verbas as famílias que infringirão a lei. Isto quando foi Ministro do Tesouro, no govêrno de Netanyahu, em 2015.

Shas, Partido haredi sefardita, liderado por Arie Deri. Este é o atual Ministro do Interior, sob acusação da policia de corrupção. Já na década dos anos 90 foi acusado e preso por alguns anos.

Yahadut Hatorá (Judaísmo da Torá) é o Partido haredi ashkenazita, liderado pelo vice Ministro da Saúde, Yaakov Litzman (não tem o título de ministro para não jurar lealdade ao Estado), sobre ele também pairam algumas acusações de beneficiar pessoas a ele ligadas. Jura lealdade a Netanyahu.

O triste nesta campanha eleitoral é de que ouvimos tantas acusações e divergências, baixarias e palavrões. Não se ouve nenhum programa do que o partido quer projetar para o futuro. Nos EUA o presidente pode ser reeleito 1 só vez, isto é , exercer o cargo até 8 anos. Netanyahu já está no poder há 13 anos. O que não se consegue fazer pelo Estado neste tempo, provavelmente não poderá fazer. Ainda mais que sendo acusado em pelo menos 3 acusações graves, sempre diz: “não acontecerá nada, porque nada aconteceu”. Se é assim, não tem problema. Seja exemplar a população. Vai a justiça prove tua inocência e sairás vitorioso.

Mas o Primeiro Ministro Benjamin Netanyahu, faz de tudo para que não seja levado a justiça. Escolheu um Comissário da Policia, religioso, residente em assentamento, que foi vice diretor da Shabak, pensando que o guardaria. Homem justo, foi adiante com as investigações, agora está em casa e não há Comissário de Policia há 8 meses. Nomeou um Procurador Geral da Republica, religioso, chefe da Ala Judiciária do Exercito, que foi seu Secretário de Gabinete e que pelo visto teme o “patrão”. Recentemente nomeou novo Controlador do Estado, o Sr. Netanyahu Engelmann, que já foi avisando que não vai investigar coisas no seu tempo real e que será mais brando. E aí vai por adiante.

O cargo de Primeiro Ministro em Israel é algo do mais exigente e complicado emprego do mundo. Tem que lhe dedicar 25 horas por dia. Quem teme cair do poder e cair no ostracismo, tem que pedir licença e se concentrar no tribunal e depois… Deus é grande.

Foi o próprio Netanyahu que disse ao Primeiro Ministro Ehud Olmert, renunciar porque não pode exercer o cargo com acusações sobre a sua cabeça. Olmert renunciou , não pelo pedido do “Bibi”, foi julgado e encarcerado (e já esta livre). Dar conselho foi fácil, praticar o mesmo é impossível.

Estas eleições do dia 17 de setembro serão decisivas e esperamos que as divisões e discórdias sejam imediatamente esquecidas, pois a união faz a força e Israel precisa de muita força.

CURTAS:

MISSIL HETZ 3 FEZ TESTE COM SUCESSO. A diretoria do projeto “Muralha” do Ministério da Defesa de Israel e o MDA americano concluíram há alguns dias uma série de testes do sistema de defesa anti míssil, Hetz 3 (Flecha), num campo de testes no Alaska. O Hetz 3 foi desenvolvido para interceptar mísseis balísticos, fora da atmosfera e completa o sistemas de defesa desenvolvidos por Israel :O Iron Dome intercepta mísseis de curto alcance, o Estilingue de David, intercepta os de médio e longo alcance e o do Hetz 2, contra mísseis balísticos. O campo em Alaska foi escolhido para testar condições que não dá para testar em Israel. Há mais de 10 anos o sistema está sendo desenvolvido, envolvendo milhares de pessoas. O grande sucesso destes testes transmite às forças hostis a mensagem de que Israel se apronta para qualquer eventualidade.

SATÉLITE AMOS 17 NO ESPAÇO. Com 3 dias de atraso, foi lançado de Cape Canaveral, na Florida o míssil de lançamento Space X, do bilionário Elon Musk, que também é o inventor do PayPal e da Tesla, carregando o satélite de comunicações israelense Amos 17 (foto), construído com a Boeing. A tarefa do Amos 17 é de providenciar ao continente africano serviços avançados de comunicação. Amos 17 girará a 36.000 km de altura, numa velocidade de 11.000km/h e está previsto para dar o serviço durante 20 anos. A população da Africa de 1.3 bilhões de pessoas serão beneficiadas por esta tecnologia. A Facebook, que estava engajada no Amos 6, que foi destruído quando o míssil de lançamento explodiu na ignição para ser lançado, talvez voltará a usar os serviços do Amos 17. Além da Africa, o satélite israelense pode fornecer serviços de comunicação num layout mais amplo entre o Brasil e a China. A companhia “Hevrat Halal” (a Companhia do Espaço) tem agora 4 satélites, cobrindo 3 continentes.

A CLICKSOFTWARE DE ISRAEL FOI ADQUIRIDA PELA SALESFORCE. O valor da transação é de 1.35 bilhões de dólares. Só para se ter uma ideia a Wase israelense foi comprada por 1.1 bilhão de dólares. As 2 companhias já cooperavam desde 2016. A tecnologia avançada da ClickSoftware melhorará em muito a capacidade da nuvem de serviço da Salesforce, para dar melhor atendimento aos clientes.

TERRORISTAS ASSASSINAM JOVEM ISRAELENSE. Trata-se do Dvir Sorek ZL, que na 3ª feira (13) comemoraria o seu 19⁰ aniversário. Ele estudava numa yeshiva e estava prestes a se alistar num programa para religiosos, que estudam e depois servem 17 meses no EDI. Foi a Jerusalem comprar livros que queria dar de presente aos seus mestres de religião. Perto de Ofra, onde viva, foi emboscado e esfaqueado. O seu avô, sobrevivente do Holocausto, rabino Benyanin Herling ZL, foi assassinado perto de Nablus, há 19 anos, quando o neto Dvir tinha apenas 3 meses de idade.

REFUGIADO ÁRABE NA ALEMANHA MATA COMPANHEIRO. Foi em plena rua assistido e filmado por muitos, na cidade de Stutgart e chocou os alemães. Nas filmagens vê-se um jovem que tem uma “espada de Samurai” golpeando diversas vezes um homem e matando-o. O jovem Muhammad Issa de 28 anos, da Jordânia, foi para a Turquia em 2014, comprou um passaporte sírio falso e se fez passar por refugiado sírio. Embarcou com outros e chegou a Alemanha no inicio de 2015. Por declarar-se refugiado sírio, as autoridades alemães lhe deram pensão assistencial. Ele arrumou emprego em restaurantes, casou com uma egípcia, divorciou, conseguiu bastante em pouco tempo. Conheceu um tal de Wilhelm de 36 anos e foram compartilhar um apartamento. Há algumas semanas esta sociedade foi dissolvida. Muhammad contou para o seu irmão que o Wilhelm lhe rouba dinheiro, ameaçou mata-lo e até tentou ataca-lo sexualmente. Mas, pelo visto a causa do brutal assassinato é a desconfiança do Muhammad de que o Wilhelm informou as autoridades alemães de que ele não é refugiado sírio e sim um jordaniano em busca vida melhor. Depois do assassinato Muhammad tentou fugir e após algumas horas de caça foi pego e preso.

MODERNIZAÇÃO NA ARABIA SAUDITA. O príncipe regente Muhammad Bin Salman (MBS) continua suas reformas no reinado. Na sexta feira passada (2) outorgou as mulheres sauditas, maiores de 21 anos, o direito de sair do país mesmo sem a autorização ou a companhia de homem. Até agora, as mulheres tinham que chegar ao aeroporto acompanhadas do “muharam” (patrão): pai, esposo, irmão ou filho que viajava junto ou dava-lhe permissão de viajar. Não mais. Em junho, lhes foi permitido dirigir carros e o MBS faz uma certa emancipação das mulheres do seu país. Até assinou ordem para igualdade nos lugares de trabalho e até para receber documentos familiares de repartições públicas.

JENNYFER LOPEZ ADOROU ISRAEL. Na semana passada escrevi da sua estadia e apresentação, mas decidi voltar ao assunto. A J Lo (vide foto na praia em Tel Aviv) foi uma simpatia, humilde como qualquer outra pessoa. Disposta a ser fotografada e em selfie, sem o esnobismo das grandes estrelas.Veio a Israel num vôo regular da El Al com suas filhas gêmeas e seu noivo Alex Rodrigues (famoso como A Rod). Êste compartilhou com seus milhões de seguidores a energia especial dos israelenses e recomendou voltar a Israel. A J Lo, que tem 182 milhões de seguidores também compartilhou e encanto dos 5 dias que passou em Israel. Escreveu do seu espetáculo e deu elogios ao público. Falou de Jerusalém, do Kotel ( o Muro das Lamentações) e naturalmente de Tel Aviv e da curtição na praia. Ela recebeu elogios dos israelenses , do seu profissionalismo, humildade, sem esnobar e evidentemente ignorar os apelos do BDS de boicotar a Terra Santa. Ela elogiou o país e os israelenses e que adorou o país não conhecia antes e que lhe agradou muito. É o que eu digo sempre, a melhor maneira de conhecer Israel é vir para cá e conviver alguns dias ou anos.

RECORDE NO TURISMO. No dia 3 de agosto de 1949, pouco depois da Independência do Estado de Israel, o Bureau de Estatística publicou que em julho foi quebrado o recorde de turistas vindos ao país, que eram 3.000 visitantes. Os hoteleiros reclamaram que eles sabem trazer turistas, mas o govêrno não sabe construir hotéis para aloja-los. “os hotéis em Tel Aviv estão cheios, não há mais acomodações, pois tem apenas 800 leitos. A associação hoteleira recomenda enviar os turistas pousar em Haifa, onde há 1300 leitos”. É uma nostalgia. Desde então o país prosperou em todos os sentidos e atualmente há muitos hotéis de primeira linha e também mais econômicos, desde Dan no norte até Eilat no sul. Neste ano, de janeiro a junho entraram no país 2.265.000 turistas, um crescimento de 10% comparando a 2018. Só em junho vieram 365 mil turistas, que representa um aumento de 18%, comparando ao ano anterior.

OS MUÇULMANOS COMEMORAM O DIA DO SACRIFÍCIO. Será neste domingo (11) até a quarta (14). O Id al Atcha, relembra a passagem bíblica do judaísmo, quando Deus ordena ao Abrão levar sacrificar o seu filho Itshak (Isaque), para testar sua lealdade. Em seguida muitos (êste ano estão previstos 2.5 milhão de pessoas) cumprirão o dever de cada muçulmano de ir a Meca, na Arabia Saudita, pelo menos uma vez na sua vida.Uma das cinco obrigações no Islão. De Israel cada ano viajam via Jordânia dezenas de milhares de muçulmanos a Arabia Saudita. Êste ano poderão fazer uso do Aeroporto Internacional de Ben Gurion, para outros países e seguir adiante. O “Haj” como é chamada esta peregrinação, vem do hebraico “hag”, que significa festa. Haj sameach.

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