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por Abraham Goldstein – Desde a sua promulgação, em 10 de dezembro de 1948, ainda no calor das milhões de mortes causadas pela Segunda Grande Guerra, a Organização das Nações Unidas ONU, após juntar especialistas em várias culturas e bases jurídicas, elabora e submete aos membros da sua Assembleia Geral “A Declaração Universal dos Direitos Humanos”, aprovada por 48 membros, nenhum voto contra e 10 abstenções. Um marco de enormes consequências na forma de atuação de todos os poderes públicos, de todos os tipos de governos que se preocupam, de forma honesta e humana, com os seus cidadãos.

Mas ainda temos muito a nos educar, posicionar e avançar. E este é um dever de cada um dos cidadãos, de cada uma das famílias, de cada instituição de ensino, de cada entidade representativa, incluindo todas as instâncias que compõem um governo.

A atuação em Direitos Humanos pela B´nai B´rith, entidade com 176 anos de existência atuante em mais de 50 países, presente na ONU, desde o seu estabelecimento, e que tem como pilares a Justiça Social – TSEDAKÁ – e a atuação fraternal para um mundo melhor para todos – TIKUNOLAM, desenvolve-se na ação contra o antissemitismo, o neonazismo, a discriminação, o racismo e o cerceamento de direitos humanos de modo geral, tendo por base ações educacionais, de comunicação e participação junto a organismos e instituições que estabelecem e promovem políticas públicas de combate à discriminação, de apoio ao diálogo inter-religioso e cultura de paz para a construção da cidadania e pelo respeito à democracia, à liberdade e à diversidade entre os seres humanos. E sem nunca desconsiderar que os Direitos são devidos se os Deveres são cumpridos.

Infelizmente, ainda ocorrem genocídios, privação de liberdade e de vida digna para muita gente ao redor do mundo. Não podemos arrefecer, por um minuto, enquanto houver uma pessoa nesta condição, seja onde for. E temos que entender a objetividade desta Declaração, evitando que seja utilizada de forma distorcida e pode levar ao descrédito e abandono.

Temos de nos esforçar para construir pontes em vez de muros, onde todos, com voz e vez, possam expressar seus pensamentos e sentimentos, com respeito, empatia e que os direitos humanos possam efetivamente ser exercidos não sendo apenas uma expressão utilizada sem sua efetiva prática e lembrada apenas um dia do ano.

Autoridades públicas, eleitas ou indicadas, devem dar o exemplo à sociedade que servem. Devem propor o diálogo, o conhecimento e o respeito entre e para todos. Atitudes do NÓS e ELES não devem ser utilizadas. Superados os momentos das escolhas, somos e devemos nos sentir TODOS, responsáveis pelo sucesso dos cidadãos, da sociedade, do país, do continente e do nosso tão explorado planeta TERRA.

A todos, um Feliz Chanuká, um Feliz Natal e um próspero e alegre Ano de 2020, em PAZ e com SAÚDE.

Abraham Goldstein é Presidente da B’nai B’rith do Brasil

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