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Foto do ato realizado em São Paulo em 2018. Foto: Eliana Assumpção

Em 27 de janeiro, no mundo inteiro, celebra-se o Dia Internacional em Memória às Vítimas do Holocausto, data instituída pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Foi em 27 de janeiro de 1945 que tropas soviéticas libertaram o campo de extermínio de Auschwitz, na Polônia. No Brasil, estão programados atos e solenidades em diversos estados do país.

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro lembram a data em ato em Memória das Vítimas do Holocausto, no domingo, dia 27, às 18:00, no Monumento Nacional aos Mortos na Segunda Guerra Mundial – , na Avenida Infante Dom Henrique (Aterro do Flamengo) – Glória, Rio de Janeiro. Na ocasião, também serão homenageadas as Forças Brasileiras de Terra, Mar e Ar por ocasião dos 75 anos do Desembarque das Tropas Brasileiras na Itália.

A Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp) e a Congregação Israelita Paulista (CIP), promovem, também no dia 27, às 18h30, na Sinagoga Etz Chaim da CIP, um Ato Solene em Memória às Vítimas do Holocausto. Além de sobreviventes, o evento contará com a presença de autoridades políticas, religiosas e comunitárias, como o governador João Doria e o prefeito Bruno Covas e terá a participação especial do historiador Leandro Karnal.

No hall da instituição acontecerá a exposição “O Sonho de um Novo Lar – Raízes Alemãs do Sionismo”, resultado de uma parceria entre o Auswärtiges Amt e o Leo Baeck-Institut em Nova York e que está sendo trazida pelo Consulado Geral da Alemanha em São Paulo. A Mostra traz livros, jornais, correspondências e fotografias e trata do sonho de um refúgio diante da perseguição aos judeus, ideia que culminou com a criação do Estado de Israel, após a Segunda Guerra Mundial.

Em Minas Gerais, no dia 28 de janeiro, às 19h30, haverá palestra intitulada “Holocausto, uma história para não ser esquecida”, com a professora Silvia Rosa Nossek Lerner, na Biblioteca Pública Estadual de Minas Gerais, na Praça da Liberdade. E segue até 31 de janeiro a exposição aberta dia 16, no mesmo local, “Shoah: como foi humanamente possível?”, do Yad Vashem. A ação reúne o Instituto Histórico Israelita Mineiro, a Federação Israelita de Minas Gerais, o Yad Vashem e a Biblioteca Pública de Minas Gerais.

A Federação Israelita do Paraná, a Comunidade Israelita do Paraná (Kehilá do Paraná) e o Museu do Holocausto de Curitiba promovem um Ato Solene em Memória das Vítimas do Holocausto. Será no domingo (27), às 10h30, no Museu do Holocausto, no Centro Israelita do Paraná. Entre os presentes estarão sobreviventes e seus familiares, Corpo Consular, autoridades e líderes das entidades judaicas no Paraná. Já a Associação Israelita Catarinense promove, em sua sede, evento na mesma data, às 18h, com exibição de “Que a tua lembrança seja amor – História de Ovadia Baruch” e de declarações de sobreviventes.

No Rio Grande do Sul, a federação fará um minuto de silêncio para lembrar a data, durante o seu 16º Grenal Judaico, em Capão da Canoa,evento já tradicional do litoral gaúcho que ocorre durante as férias de verão, mobiliza todos os atletas do sub-07 aos mais experientes do Master. No decorrer dos jogos, serão publicadas fotos com os atletas, aderindo à Campanha #WE REMEMBER do World Jewish Congress.

No Recife, a Federação Israelita de Pernambuco e o Centro Cultural Judaico de Pernambuco organizam ato no domingo, às 17h, na sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira das américas. Na capital federal, a Associação Cultural Israelita de Brasília (Acib) e a Wizo Brasília fazem o ato solene no domingo, às 19h30, no salão da própria Acib. No Rio Grande do Norte, o Centro Israelita do Rio Grande do Norte e a Sinagoga Braz Palatnik organizam no sábado, dia 27, às 18h, homenagem às vítimas do Holocausto, que acontecerá na sinagoga.

Também por conta do Dia do Holocausto, a Sociedade Israelita da Bahia, Sib, oferece um Encontro com a poeta e tradutora nascida no Reino Unido, Sarah Rebecca Kersley. Na apresentação, intitulada “Escritas de Memória, o Holocausto na literatura de escritores da terceira e quarta geração”, a autora vai trazer questões sobre identidade judaica no mundo contemporâneo e na literatura, escritas de memória, reflexões sobre pesquisa familiar em relação aos pogroms e ao Holocausto da perspectiva de autores da terceira geração em diante, e como a experiência de morar na cidade de Salvador mudou a sua autopercepção como judia-britânica. O ponto de partida é o seu último livro “Sábado” (editora ParaLeLo13S, 2018), com um olhar também para outras obras na literatura contemporânea brasileira e estrangeira que tratam de memórias e reflexões sobre o Holocausto e histórias de judeus nos séculos XX e XXI.

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