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O Detetive Pikachu, de Rob Letterman, é a inovação no quesito kiddie noir – versão infantil das histórias de mistério sombrias e duras tornadas populares nos anos 1930 por Dashiell Hammett e Raymond Chandler. Cenas extremamente bem-feitas e muita emoção para os pequenos. Porém, você precisa conhecer o universo Pokémon para entender o que está acontecendo na telona.

As ruas cheias de neon e muitos monstrinhos queridos andando soltos por aí que participam das cenas, nem que seja um pouco. A inspiração para o filme, foi o famoso game Detective Pikachu, desenvolvido para Nintendo 3DS, ou seja, eles estão o tempo todo em todos os lugares com uma tecnologia que tudo parece real.

Ryme City, uma metrópole gigantesca e adaptada para que o homem e os pokémons convivam em harmonia. O heroi da história, Tim (Justice Smith), vai a essa cidade após um inesperado sumiço de seu pai. Apesar de Tim não gostar dos monstrinhos, ele tem um encontro hilário com o Pikachu (narrado por Ryan Reynolds) e de uma forma atrapalhada e até um pouco furtiva, eles se tornam parceiros na busca pelo pai do protagonista.

E lembrou muito Roger Rabbit, claro, que com uma diferença imensa na questão da interação. Enquanto o clássico de 1988, desapegou dos conceitos de vida real e quis retratar exatamente a loucura de viver ao lado de criaturas animadas. O filme Detetive Pikachu se preocupou com o sincronismo com a realidade.

Para quem não é Pokéfan, existe uma razão para ver o filme, o senso de humor é legal e a produção é esteticamente bonita, e para quem é fã irá ver o Squirtle trabalhando como bombeiro, Growlithe e Arcanine com os policiais e Machamp cuidando do caos do trânsito. Já pensou? Um universo incrível.

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Daniel Bydlowski
Daniel Bydlowski é cineasta brasileiro e artista de realidade virtual com Masters of Fine Arts pela University of Southern California e doutorando na University of California, em Santa Barbara, nos Estados Unidos. É membro do Directors Guild of America. Trabalhou ao lado de grandes nomes da indústria cinematográfica como Mark Jonathan Harris e Marsha Kinder em projetos com temas sociais importantes. Seu filme NanoEden, primeiro longa em realidade virtual em 3D, estreia em breve.