(fonte: FIPE) Aconteceu no auditório da Livraria Cultura, no bairro do Recife antigo, um bom público, prestigiou o lançamento do livro Jerusalém pertence a quem? – Análise do conflito israelense-palestino à luz do Direito Talmúdico, do Direito Islâmico e do Direito Internacional Público, de autoria do Prof. Dr. Caesar Malta Sobreira, do Departamento de Letras e Ciências Humanas da Universidade Federal Rural de Pernambuco. O debate contou com a participação do Dr. Michel Zaidan, Cientista político e professor da UFPE, do senhor Murilo Alves, que adotou o nome Islâmico de Abd’el Haqq, representando a comunidade Islâmica e do prof Jader Tachlitsky, professor de História Judaica e Assessor Pedagógico do Arquivo Histórico Judaico de Pernambuco. O evento foi apresentado pela Profa. Dra. Ângela Caláb ria, da UFPE e teve como mediador o jornalista Homero Fonseca da Revista Continente Multicultural.

Da direita para a esquerda: O autor, Dr. Caesar Malta Sobreira, Senhor Murilo Alves (Abd’el Haqq), Dr. Michel Zaidan, Jornalista Homero Fonseca e o Prof Jader Tachlitsky
O autor, Dr. Caesar Malta Sobreira, que se apresentou como um convertido ao judaísmo, em uma matéria para promoção do evento, publicada no JC do dia 27 de junho já deixava claro sua linha de pensamento, quando declarou que “O maior desafio que tive durante o processo foi a pressão que meus amigos judeus e muçulmanos faziam para que o seu lado fosse apresentado como o lado que tem mais direitos e é mais oprimido” e arrematou questionando: “Deve desagradar mais aos judeus, pois é patente que a posição do Estado de Israel fere o Direito Internacional Público. Por exemplo, os judeus israelenses têm um certo amor pelo exército. Então, como falar das atrocidades cometidas por ele?”
Logo na abertura ele mais uma vez lembrou de como o assunto é emocionante, de como é difícil não se envolver e do quanto é explosivo, falando que Israel em sua beligerância atualmente já ameaça o Irã, alertando que “não se brinca com uma ameaça de Israel”. A palavra foi cedida ao Dr. Michel Zaidan, para quem a morte de Abdel Gamal Nasser foi uma das grandes perdas do Oriente Médio e para quem Israel é um entrave plantado pelos Estados Unidos para prevenir a expansão Árabe na região, como se o território de Israel, menor do que o de Sergipe fizesse alguma diferença se somado aos milhares de quilômetros quadrados de todo o resto do mundo árabe! O senhor Murilo Alves (Abd’el Haqq) se limitou a fazer uma oração islâmica e leu uma declaração de apoio à luta do povo palestino.
O Professor Jader Tachlitsky, no pouco tempo destinado a cada debatedor, prendeu a atenção dos presentes com uma aula de história sobre a linha do tempo dos judeus na região, sobre o conflito, sobre o sofrimento dos dois povos e de quem são os responsáveis diretos pelo eterno sofrimento do povo palestino e da esperança por uma solução pacifica que dê a este povo a sua auto-determinação em sua própria pátria. A questão não é ser criticado, até por que os maiores críticos de Israel são os próprios Israelis. A questão é o tipo de crítica, e das colocações que ao invés de incentivarem a busca pacifica por uma solução para este doloroso conflito, condenam Israel de ser intransigente, belicista, imperialista e autoritário colocando em julgamento o próprio direito à existência do estado de Israel, simples assim! Cada vez mais Alan Dershowitz tem mais razão quando diz que “para avaliar o status de Israel na comunidade internacional, pode ser útil olhar a única democracia do Oriente Médio como “o judeu” entre as nações.

























