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O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, comandou nesta terça-feira (7) sessão no Congresso na qual foi lembrado o transcurso do Dia da Memória do Holocausto, uma semana depois de ele ter postado nas redes sociais uma homenagem às vítimas do nazismo. O presidente da Conib, Fernando Lottenberg, participou do evento.

Nas redes sociais, o senador Álvaro Dias citou a imagem projetada nas Torres do Congresso Nacional – “Holocausto Nuca Mais – para lembrar um passado triste. “É fundamental recordar e não perdoar as tragédias históricas, para evitar a repetição das mesmas e, assim,, livrarmos o presente e o futuro da humanidade”.

O senador Jaques Wagner (PT-BA) falou sobre o Dia da Lembrança do Holocausto e da Bravura – Iom HaShoá -, observado entre o anoitecer de 1º de maio e o pôr do sol do dia 2.).

“Essa data foi escolhida pelo Museu Iad Vashem, localizado em Jerusalém, para a realização das cerimônias em memória dos judeus assassinados na Europa conquistada pelo exército alemão. Em Israel, essa data é um feriado, aprovado pelo Parlamento israelense no final da década de 50, para que todos possam rememorar juntos essa tragédia que se abateu sobre a humanidade. Outros milhares conseguiram sobreviver, com um custo muito alto de saúde física e mental, pois muitos traumas foram experimentados, deixando sequelas para o resto da vida. O Holocausto é a culminância da barbárie da Segunda Guerra Mundial”, explicou o senador.

“Lembrar a data, disse Jaques Wagner, serve para educar a população e impedir que atos de crueldade como os perpetrados no Holocausto não se repitam. É uma data que auxilia na conscientização das pessoas quanto ao fim do preconceito, da discriminação, na redução do discurso de ódio, no combate à intolerância religiosa, ao antissemitismo e de todas as formas de preconceito”, disse Jaques Wagner.

“Temos a convicção de que é necessário manter vivo na memória da civilização o que foi o Holocausto e educar as gerações atuais e as futuras para a prevenção de que nunca mais aconteça nada parecido com nenhuma etnia, nenhuma nação, nenhum povo”.

O senador lembrou que no último Iom HaShoá as torres do Congresso Nacional, em Brasília, foram iluminadas com a frase: ‘Holocausto nunca mais’, “uma “expressiva e significativa homenagem da sociedade brasileira”, numa iniciativa da Confederação Israelita do Brasil (Conib) que recebeu a acolhida do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e do presidente da Câmara dos Deputados, Deputado Rodrigo Maia.

Jaques Wagner lembrou ainda que nas últimas décadas tem aumentado o número de memorais e museus construídos pelas comunidades judaicas espalhadas pelo mundo, como na Argentina, França, Inglaterra, Áustria, Alemanha, Holanda, Estados Unidos, Polônia e Rússia. No Brasil, há dois locais públicos e comunitários: o Museu do Holocausto, em Curitiba, o Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto e, em breve, o Museu Judaico, ambos localizados em São Paulo. O Rio de Janeiro também terá seu memorial.

“Todas são formas legítimas de honrar aqueles levados à morte, apenas porque pertenciam a um determinado grupo, em nome de uma suposta raça pura. O número de sobreviventes do Holocausto no mundo inteiro está minguando. Eles nos estão deixando, e aqueles que ainda estão com vida atingem a faixa etária de 85/95 anos. Certamente, num futuro próximo, a falta de sobreviventes será sentida e, ao mesmo tempo, ela nos obrigará a contar apenas com suas histórias de vida e testemunhos abrigados em museus, memoriais e projetos educativos”, completou o senador.

Fonte: Agência Senado

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