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Foto: Edvaldo Reis

O prefeito Marcelo Crivella lançou, nesta sexta-feira (14/07), a pedra fundamental do Memorial do Holocausto, no Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo. A construção do memorial insere a cidade do Rio de Janeiro entre as grandes metrópoles do planeta que rendem homenagens às vítimas do genocídio nazista, como Paris, Berlim, Nova York, Washington e Londres.

Em seu discurso, Crivella lembrou do deputado Gerson Bergher, falecido ano passado, que foi o idealizador da construção do Memorial. Para o prefeito, a execução da obra sob sua gestão simboliza o compromisso da Prefeitura com a igualdade e respeito aos povos. “A maior homenagem que podemos prestar aos seis milhões de mortos vítimas do nazismo é bradar ao mundo: Holocausto, nunca mais!”, disse Crivella.

O monumento terá 22 metros de altura e na sua base estará escrito um dos Dez Mandamentos: “Não Matarás”. O projeto é do arquiteto André Orioli, vencedor do concurso promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil, em 1988. A obra rende homenagens às vítimas do massacre nazista contra judeus e outras minorias durante a Segunda Guerra Mundial, além de reforçar a importância de uma cultura de paz e tolerância.

Financiado exclusivamente com recursos privados, o Memorial do Holocausto será construído no alto do Mirante do Pasmado, que fica dentro do parque, e contará com anfiteatro, galeria para exposição e sala de mídia digital. O local terá rampas de acesso, área para solenidades, galeria circular abrigando o espaço da Memória, sala de mídias interativas, auditório para 130 pessoas, administração e sala de reuniões.

Presente ao evento, o embaixador de Israel, Yossi Shelly, se disse bastante emocionado com a cerimônia: “Devemos lembrar sempre o Holocausto. Só assim, o mundo vai evitar repetir esse horror no futuro”.

De acordo com a secretária municipal de Assistência Social e Direitos Humanos, Teresa Bergher, o Mirante do Pasmado foi o primeiro local escolhido por seu marido (Gerson Bergher) para a instalação do Memorial. Ela revelou que vai tentar trazer da Polônia um dos vagões dos trens que levavam os prisioneiros para os campos de concentração. Disse também que o Museu do Holocausto, em Jerusalém, ficou de enviar objetos das vítimas para o acervo, como roupas e sapatos. “O Memorial é, acima de tudo, um marco de resistência contra o esquecimento porque, sete décadas depois, o mundo continua matando inocentes e deixando muitas crianças órfãs”.

Além do Memorial, o Parque Yitzhak Rabin vai ganhar infraestrutura turística, com instalação de um novo quiosque e delimitação de vagas para estacionamento. Os visitantes terão à disposição wi-fi gratuito, bicicletário e banheiro.

via Prefeitura do RJ