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“Estranhamos que, a pretexto de condenar ações armadas no Brasil da década de 60, nosso respeitado Exército Brasileiro tenha decidido homenagear um oficial alemão que, durante a Segunda Guerra Mundial, participou da ocupação da França e da União Soviética, lugares onde as tropas nazistas sabidamente perpetraram crimes contra a humanidade, inclusive e principalmente contra as comunidades judaicas locais. Estranhamos também que a nota não tenha feito menção ao fato de o Brasil ter lutado contra a Alemanha e ao lado dos Aliados naquele conflito. Discutir a História é sempre válido. Mas omitir aspectos fundamentais pode levar a um perigoso revisionismo”, disse Fernando Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib).

A nota se refere à homenagem que o Exército brasileiro prestou nesta segunda-feira (1) a Eduard Ernest Thilo Otto Maximilian von Westernhagen, que lutou com o exército nazista e que foi morto a tiros em 1968 no Rio de Janeiro em uma ação do grupo armado Colina (Comando de Libertação Nacional).

Além da Conib, assinaram o documento:
CIAM – Comitê Israelita do Amazonas
FISESP – Federação Israelita do Estado de São Paulo
Federação Israelita do estado de Minas Gerais – MG
Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro
Sociedade Israelita do Ceará
Centro Israelita do Rio Grande do Norte
FIPE – Federação Israelita de Pernambuco
Sociedade Israelita da Bahia
Associação Cultural Israelita de Brasília
Federação Israelita do Paraná
Associação Israelita Catarinense
FIRS – Federação Israelita do Rio Grande do Sul

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