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75 anos após a libertação dos Campos de Concentração na Europa, o mundo ainda não aprendeu a lição! Essa foi a conclusão a que chegaram os rabinos da CIP, Michel Schlesinger e Rogério Cukierman, após a exibição seguida de debate do filme Jojo Rabbit, que tem seis indicações ao Oscar.

O evento aconteceu nesta quarta-feira, 05 de fevereiro, no Museu da Imagem e do Som (MIS) em sessão especial para convidados seguida de debate, realizada pela Searchlight Pictures e a Congregação Israelita Paulista (CIP), com parceria da Disney.

Jojo Rabbit acontece na Alemanha, durante a Segunda Guerra Mundial. Jojo é um jovem nazista de 10 anos, que trata Adolf Hitler como um amigo próximo, em sua imaginação. Seu maior sonho é participar da Juventude Hitlerista, um grupo pró-nazista composto por outras pessoas que concordam com os seus ideais. Um dia, Jojo descobre que sua mãe está escondendo uma judia no sótão de casa. Depois de várias tentativas frustradas para expulsá-la, o jovem rebelde começa a desenvolver empatia pela nova hóspede.

“Jojo Rabbit é como um soco no estomago e temos que aproveitar este impacto para nos olharmos no espelho e avaliarmos se as nossas próprias ações também refletem um pouco do que não queremos ver no mundo. O reconhecimento da humanidade do outro é um privilégio do qual nem todos que estão em situação de opressão dispõem”, opinou o rabino Rogério Cukierman.

“Temos inimigos reais (como as doenças, os desastres naturais e a fome) suficientes para não precisarmos criar inimigos imaginários. Viver tem seus desafios. Vamos gastar nosso tempo e energia para lidarmos com os desafios reais que estão por aí”, concluiu o rabino Michel Schlesinger.

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