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por Anat Hoffman – Os Macabeus eram fanáticos. Eles não combateram pela liberdade. Eles lutaram pela libertação do jugo do regime imperialista grego, mas, ao mesmo tempo, lutaram contra seus companheiros judeus helenizados.

Se tentamos encontrar paralelos hoje, há aqueles que dirão que os Macabeus representam os charedim / ultra-ortodoxos, enquanto os helenistas representam os judeus reformistas / liberais.

Há aqueles que dirão que o ultra-ortodoxo separatista representa fielmente a tradição judaica, enquanto os reformistas representam a aspiração de assimilação / integração na cultura ocidental e de perder toda a característica cultural e religiosa dos judeus.

Se olharmos para a revolta dos Hasmoneus, no século II a.e.c., os fanáticos derrotaram os liberais.

Mas em uma perspectiva mais ampla sobre o período Hasmoneu e seu fim, pode-se ver uma imagem diferente. O fim do período é lembrado principalmente pelo rei Herodes, que se casou com Miriam Hasmonaí, mas que também acabou com o domínio Hasmoneu. Pelo seu modo de vida e de política, Herodes simboliza a fusão e a integração da cultura local dentro do Grande Império.

Chanuká, que celebramos este ano entre 12 e 20 de dezembro, também corre entre os extremos. Entre um chag (festividade religiosa) simbolizando a vitória do fanatismo sobre o liberalismo e um chag simbolizando a vitória dos filhos da luz sobre os filhos das trevas, a vitória dos fracos sobre os fortes. Na luta pela liberdade de culto em Israel, não há dúvida de que as forças liberais se mantêm em desvantagem frente ao establishment conservador. Mas o campo liberal em Israel provou nos últimos anos que ele também pode ser firme e resoluto. Firme em sua devoção ao objetivo e resoluto na defesa dos valores em que acredita. Ele é um verdadeiro combatente pela liberdade, aspirando a alcançá-la para si e para os demais.

Não estamos interessados em conquistar o lugar dos outros, nem aspiramos impor nosso caminho aos demais. Só pedimos um pequeno espaço junto de Deus para todos, incluindo para nós.

A intensidade da resistência de certos judeus, a fim de evitar que outros judeus rezem no Kotel Hamaaravi (Muro das Lamentações), representa uma significativa deficiência de iluminação religiosa e moral.

Para encontrar a pequena lata de azeite, com a qual os Macabeus acenderam a Menorá de ouro, eles tiveram que procurar cuidadosa e gentilmente. Este é o modo de se comportar hoje no lugar sagrado, com gentileza e consideração para os que apreciam o lugar, deixando de lado a exclusão e a discriminação.

“Que Chanuká brilhe nos olhos dos que se recusam a ver a luz que desejamos levar ao povo de Israel.”

via WUPJ

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