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Nas últimas 2 semanas, falou-se muito num possível cessar-fogo entre Hamas e Israel, com o Egito e o enviado especial da ONU para o Oriente Médio servindo de intermediários. Deveria ser um cessar fogo, que no Oriente Médio tem outra conotação. Hamas quer “hudna” por 5 anos, que na realidade é parar atos beligerantes, apenas para se fortalecer e partir de novo para a luta.

Hamas é uma organização terrorista, islamica radical, feroz, que para um ser ocidental, talvez seja difícil de entender, que um governante esteja disposto a sacrificar tudo, sem muito se importar com sua população, apenas para vencer em nome do islão. Hamas jamais se refere ao Estado de Israel, com êste nome, chama-o de “o inimigo sionista” ou a “entidade sionista”, “o conquistador sionista” e vai por aí.

Pensar em cessar fogo e voltar a normalidade já é bom e para os habitantes da Faixa de Gaza seria ótimo, pois os beneficiaria em vários aspectos. Israel que é aliado do Egito, em interesses comuns, principalmente os da segurança, até garantiu aos egípcios que não faria nada contra o chefe das operações da Hamas no exterior, Saleh al Aruri, responsável direto pelo assassianto de dezenas de israelenses.

Ele refugiou-se nos últimos anos sob as abas do paleto de Erdogan, na Turquia e ultimamente divide sua estadia em Beirute. A pedido do Egito, Israel concordou em não persegui-lo enquanto a cúpula inteira da Hamas está reunida em Gaza (algo raro) para tratar do cessar fogo. Líderes da Hamas iam e vinham a Cairo tratando de costurar o acordo. Este incluiria uma pacificação palestina interna, quando Hamas acusa a Fatah de sabotar os esforços de paz intra-palestinos e em contra partida Fatah acusa Hamas de dar costas aos interesses nacionais palestinos.

O acordo com Israel abrangeria o cessar das hostilidades, inclusive as constantes investidas contra a cerca da fronteira na Faixa de Gaza. Parar o lançamento de balões incendiários, que já causaram cerca de 1400 incêndios, que além da lavoura, queima florestas naturais, animais silvestres e causa danos a ecologia.Que país aguentaria atentados e fogo contra seu território, por 4 meses e nada fazer para parar com esta anarquia terrorista.

Numa recente pesquisa, 64% dos questionados reprovam a atitude de Netanyahu contra o terror da Hamas. Israel por seu lado, não revidaria as hostilidade, abriria as passagens de Kerem Shalom e Erez, por onde entra material necessário para os habitantes de Gaza. Ao mesmo tempo, Israel permitiria a pesca numa área de 18 milhas marítimas, da atual de 6 milhas. O Egito abriria a passagem de Rafah, construiria um porto para os palestinos, perto da cidade de El Arish e depois até um aeroporto, no lugar do antigo aeroporto de Gaza.

Israel exigiu a volta da calma, a normalidade e parar com o estrago ecologico provocado pelas queimas e também o retorno as suas familias dos restos mortais de 2 soldados, caidos há 4 anos e que estão em poder da Hamas, bem como 2 civis, retardados, que passaram para Gaza. Hamas teima em nem fornecer informações dos mortos e do estado de saúde dos vivos em seu poder.

Enquanto todos pensavam que tudo está indo no bom caminho, da lógica para o bem comum e vão finalizar a “hasdará” (o arranjo), na 4ª-feira (8) Hamas resolveu quebrar tudo e em menos de 24 horas, lançou cerca de 200 mísseis e morteiros sobre o território israelense. Dos que iam atingir cidades, foram abatidos todos, com exceção de 4, pelos anti mísseis Domo de Ferro. Estes atingiram Sderot e redondeza causando o ferimento em cerca de 40 pessoas, a maioria de trauma do susto. Duas gestantes, foram levadas as pressas, dar luz no hospital, antes do tempo previsto.

Na 5ª-feira (9) foi lançado um missil em direção a Beer Sheva, Capital do Neguev, pela primeira vez em mais de 4 anos. Caiu em campo aberto, fora da cidade. Hamas que se aproximava do Egito – por necessidade e não por amor – arrisca-se em perder tudo com o governo egípcio, que tanto se esforçou em costurar um “arranjo”e com ele voltar a frente do cenário do mundo árabe, status que tinha e perdeu há tempos.

Hoje, 6ª-feira (10) parece que o cessar fogo é preservado, não há tiros e lançamento de misseis. Ontem Israel bombardeou um edificio de 5 andares e pelo visto Hamas entendeu que pode levar a pior. Quando um telespectador vê um edifício ser bombardeado e ruir em Gaza, a reação imediata é dizer, que maldade, ato bárbaro. Mas pensar que Hamas constroi quartel general das forças de segurança interna (tipo FBI palestino) em edificio, no meio de área residencial, para que lhe sirva de proteção.

Antes do bombardeamento, Tsahal (o Exercito de Defesa de Israel), avisou e alertou os habitantes do edificio e redondeza de sair da área e que o edificio seria destruido. Geralmente para ter efeito maior, deveria fazê-lo em total surpresa, mas quis salvar vidas. Por isso, não há registros de casualidades fatais nos numerosos bombardeamentos precisos dos israelenses. O ato bárbaro e irresponsável é dos palestinos de erguer em área civil um “centro cultural” e torna-lo quartel militar. Aliás, o lado palestino jamais admite a morte de elementos das suas forças de segurança. Sempre é uma mulher grávida, criança ou jovem de 14 ou 15 anos.

Infelizmente, novamente parte da mídia internacional, intencionalmente distorce a realidade. A rede BBC de Londres, recebeu protestos pela sua cobertura dos fatos em Gaza. Mencionou só os ataques de Israel, sem citar que foram retaliação em resposta ao lançamento de misseis pela Hamas.O Ministério do Exterior israelense protestou e após longas horas, a BBC “corrigiu” para que “Israel alega que Hamas lançou misseis contra Israel e este retaliou”. Havia emissoas que mostraram cenas do medo de habitantes em Sderot e alegavam que era de Beer Sheva;

SEGUNDO CONSPIRADORES, ISRAEL É RESPONSÁVEL POR TUDO

Teorias conspiratórias sempre fizeram parte da história universal. Só que ultimamente elas tomam proporções tão irreais que acabam irritando. Principalmente, quando sabe-se que há pessoas, geralmente menos cultas, que vão acreditando nestas asneiras. O demoditador, novo “sultão” da Turquia, Erdogan, desde que caiu sobre a cabeça, não pára de acusar israel por todos os males do mundo. Evidentemente, que o Mossad de grande reputação no mundo, também é acusado de muitas tramas, mesmo as que nem pensou nelas.

O jornal turco, de grande circulação, Star, dos apoiadores do Erdogan, publicou que agentes do Mossad e da CIA estão em Ismir, para tentar libertar e sequestrar para fora do país, o pastor americano Andrew Brunson, preso há muito tempo por espionagem e envolvimento terrorista para derrubar Erdogan em 2016. Brunson vive em Ismir há 20 anos e foi pastor de igreja protestante na cidade. Segundo o Star agentes turcos de contra espionagem acompanham de perto os agentes estrangeiros e observam “cada respiro deles”.

Há 2 semanas, durante alguns dias seguidos a terra se moveu no norte de Israel, principalmente nas redondezas do Lago Kineret (Mar da Galileia), situado na fresta Sírio-africana, conhecida pelos movimentos tectonicos. Os terremotos de 3 e 4 pontos na escala Richter, foram seguidos e não causaram maiores danos. Só que radicais islamicos, aproveitaram para levantar a teoria de que os terremotos foram provocados por testes de agentes do Mossad, de bombas ou bombinhas nucleares, para assim num determinado momento usa-las para destruir a Mesquta de Omar, com terremoto. Em seu lugar construiria o 3º Templo. Junto a mesquita, encontra-se o Muro das Lamentações, este se salva?

CONTRA FLOTILHA A FAVOR DE ISRAEL

A Suecia tem campanhas anti israelenses, talvez também devido a Imigração islamica ao país. Em certas cidades, como Malmo, há áreas habitadas por muçulmanos que até a policia sueca não se atreve a entrar. No fim da semana passada a Marinha israelense, apreendeu um barco com 12 estrangeiros, que tinham como destino Gaza, apesar da proibição que Israel impos, temendo a entrada de material bélico. Israel disse estar disposto a receber em Ashadod todo o material, vistoria-lo e se for aprovado, passa-lo diretamente a Gaza.

Mas, há outros suecos. O industrial Stefan Abramson, cristão devoto, apaixonado por Israel, decidiu criar “flotilha” a favor de Israel. Ele é dono de um enorme barco a vela, de 40 metros, escolhe entre 30 a 40 jovens e partirão da Suecia no dia 25 de agosto, em direção a Israel. Passarão por alguns portos no caminho e previstos a aportar no porto de Herzeliya em 11 de outubro. Passarão no país 11 dias tendo “como objetivo é nos identificar com o Estado de Israel e mostrar que há outra Suecia. Outro motivo é quebrar o silêncio da mídia sueca (e mundial-DSM) que não publica noticias da perseguição e expulsão de cristãos do Oriente Médio, onde Israel é a única democracia num mar de ditaduras”.

Abrahanson organiza eventos pro Israel, na Suecia também. Em julho foi realizada durante 5 dias, convenção politica importante, na ilha de Gotland. Lá estiveram desde o Primeiro Ministro, seus ministros e lideranças dos outros partidos. Abrahanson, aportou seu barco a vela, Alida, num lugar central, hasteou grande bandeira de Israel, vista por todos. Convidou o Embaixador de Israel, que deu 3 palestras.

NOVA COMANDANTE DE ESQUADRÃO DE INTELIGÊNCIA

O comandante da Força Aérea de Israel nomeou a major G. para ser a nova comandante do esquadrão de Inteligência, o “Nachshon”, e receberá a patente de Tenente-Coronel. Ela tem 2 filhos, ingressou no exército em 2003 e terminou o curso de pilotos, destacada a aviões de transporte. Será a primeira mulher que comandara um esquadrão aéreo. Seu esquadrão tinha missões de transporte, evacuação de feridos e de guerra eletrônica. Desde 2001 passou a ser esquadrão de Inteligência eletrônica, usando instalações da companhia israelense Elta. Desde o final da década dos anos 90’ do século passado, mais de 50 mulheres pilotas se formaram na Força Aérea de Israel. A pilota, Capitão I. de 27 anos, foi nomeada para ser a vice comandante de esquadrão de caças F15. As mulheres ganham terreno em Tsahal.

O FIASCO DOS PARAQUEDISTAS RELIGIOSOS

Foi um treinamento regular no curso de paraquedismo. A instrutora, Noa, alinhou 70 soldados para demonstrar como tem que lidar com o paraquedas, quando cerca de 50 recrutas fizeram meia volta para não vê-la. Eram recrutas religiosos de yeshiva, não ultra ortodoxa e mesmo assim recusaram receber o treinamento de mulher. Esta se magoou muito com a atitude. O comando militar disse que vai tomar atitude ante esta humilhante e ilógica ação de soldados que terão que defender o Estado de Israel, em todas as circunstâncias. Cada vez há mais atitudes desta espécie de soldados religiosos e protestos de religiosos que não querem ingressar no exército e ninguém pára esta atuação que não tem cabimento na sociedade israelense.

CURTAS:

S&P ELEVA A CLASSIFICAÇÃO DE ISRAEL PARA AA- .Com isso S&P deu voto de confiança a economia israelense. A outra agência Moody’s, também demonstrou satisfação com a economia local e no dia 20 de julho, elevou a classificação de Israel de neutral para positiva. As agência se impressionaram com a diminuição da dívida em relação ao PIB. Desde 2008 conseguiu baixar este ratio de 70% para 60%, quando outros países aumentaram esta porcentagem. Segundo a MOODY’S só a Noruega, Cingapura e Suiça conseguiram baixar a relação e suas economias tem a maior classificação de AAA. Na categoria de AA, há apenas 15 países, entre eles, os EUA, Nova Zelandia e França. Na categoria de Israel (AA-) estão também Qatar, Taiwan, República Checa e as Ilhas Jersey.O mercado israelense tem crescido anualmente, baseado na alta tecnologia e na descoberta de gas em seu litoral.

ISRAELENSE NA SEMI FINAL MUNDIAL EM BOXING TAILANDES. O druzo-israelnse, Amit Madah classificou-se para semi final mundial, na categoria de 57 kg. Nas oitavas competiu contra atleta saudita que perdeu a luta e não apertou a mão do israelense. Na 2ª feira (6) teve vitória técnica pois o boxeador do Iraque não apareceu a luta,por boicotar Israel. Amit é druzo israelense e luta desde os 12 anos tendo o apoio do pai, Dr. Wahid Madah.

HERBIE HANCOCK, REI DO JAZZ EM EILAT.Aos 78 anos, Herbie Hancock retorna a Israel onde esteve há 18 anos, para apresentar-se no Festival de Jazz em Eilat. Diz Herbie: “estou ansioso de me apresentar em Eilat. Na última vez só estive em Jerusalém, foi bom mas não conheci outros lugares do país”. Ele foi revelado como pródigo pianista aos 11 anos, tocando Mozart com a Sinfonica de Chicago, onde nasceu. Desde então fez muito sucesso tocando vários instrumentos e especializando-se em Jazz.

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