Cerimônia mantem viva lembrança do Holocausto

A Congregação Israelita Paulista (CIP), em conjunto com a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), promoveu no último dia 29/01 cerimônia alusiva ao Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, o governador do Estado, José Serra, o secretário Geraldo Alckmin, os vereadores Floriano Pesaro e Gilberto Natalini e a deputada Celia Leão, entre outras autoridades políticas, lideranças comunitárias e sobreviventes do Holocausto, participaram do ato na sinagoga da CIP.

A Assembléia Geral das Nações Unidas aprovou, em 2005, uma resolução em que institui o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional de Recordação das Vítimas do Holocausto. Em São Paulo, uma lei municipal de autoria do vereador Floriano Pesaro estabeleceu a mesma data, a partir de 2010, para recordar e homenagear as vítimas do Holocausto. “A cidade de São Paulo faz a sua parte ao perpetuar, através dessa lei, a lembrança de tal atrocidade. A lembrança é um importante instrumento de defesa, para que esse fato marcante e histórico jamais volte a acontecer”, disse o prefeito paulistano.

Walter Feldman, Secretário de Esportes, também marcou presença no ato. “Essa data precisa ser sempre lembrada como alerta para toda a humanidade, para que nenhum outro ser humano volte a sofrer como milhões de pessoas sofreram nas mãos nazistas”, afirmou. O vice-presidente da Fisesp, Ricardo Berkiensztat, fez eco às declarações do secretário e, em seu discurso, ressaltou a importância de se lutar contra o esquecimento do “maior ato de violência humana da história”.

Claudio Lottenberg, presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), foi enfático ao destacar “negar o Holocausto é inaceitável. Temos a obrigação de não poupar esforços para combater toda e qualquer forma de racismo e de intolerância. Devemos nos empenhar para garantir às nossas crianças um futuro sem ódio”. Para José Serra, o Dia de Recordação das Vítimas do Holocausto serve para “lembrar que o genocídio ali ocorrido agride não só uma parcela, mas toda a humanidade”. O governador, em seu discurso, também rechaçou toda e qualquer forma de política que tenha o ódio como condutor. Ao final do ato solene, foi feita uma oração em homenagem às vítimas do Holocausto e também pelas vítimas das tragédias naturais ocorridas no mundo. A cerimônia terminou com a execução dos hinos do Brasil e de Israel.

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