Canal | Herman Glanz

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A Era das mudanças – por Herman Glanz

É preciso entender o que se passa pelo mundo afora. Estamos diante de uma barbárie moderna, mas que não deixa de ser barbárie. De um lado temos Israel e os judeus permanentemente perseguidos. De nada adiantou o restabelecimento do Estado Judeu na visão sionista. O velho ódio continua, ódio que se manifestou em matanças, seja na inquisição, seja nos pogroms, seja no Holocausto, seja na condição de dhimmi, com expulsões e sempre com matanças.

Assim, nos perguntamos como religiões que pregam o bem podem descambar num fundamentalismo criminoso? Em nome da religião matavam-se judeus, colocando-os vivos em fogueiras. Em nome da religião matam-se judeus com armas modernas, foguetes, balas, minas, obuses e homens-bomba. E na esteira dessa desgraça surgem vários aspectos dessa frente comum, frente visando não só o extermínio judaico mas buscando a mudança dos valores ocidentais, valores conquistados com o permanente sofrimento da humanidade, mas valores fundamentados na cultura judaico-cristã.

Conflito de civilizações? Falar assim seria admitir que estamos tratando com civilizações. Não podemos falar em conflito de civilizações, mas de conflito entre civilização e barbárie. Tomemos um exemplo: O Senhor Ahmadinejad negando o Holocausto e dizendo que o Estado de Israel foi criado, por piedade, com base nesse fato falsificado, torna Israel ilegítimo.

Mas existem outros fatores embutidos nessa negação. O primeiro é buscar limpar a barra do nazismo: se não houve Holocausto, seus perpetradores deixam de ser bárbaros assassinos. E, conseqüentemente, Ahmadinejad se coloca como nazista. O segundo fator é atingir os judeus no seu ponto mais sensível: retira-se dos judeus sua dor incurável pelo cruel assassinato sofrido, que os destruiu não só fisicamente como culturalmente, buscando assim criar um vácuo no sofrimento. Mas existem outros objetivos: tornar os judeus mistificadores, mentindo sobre os fatos reais. Mais importante, ainda, é que o objetivo é alterar a ordem mundial, comandada pelo ocidente, destruindo toda existência nacional e, no caso específico, destruir Israel. O que se quer é alterar todo o princípio do direito ocidental; alterar a civilização judaico-cristã.

Culpar os judeus não é só uma satisfação que o Sr. Ahmadinejad quer dar ao povo iraniano, para circunscrever problemas internos; é usar um populismo para glorificação e exaltação, interna e externamente, da alteração do status quo, de alçar os valores civilizatórios do fundamentalismo islâmico, de expor a supremacia do islã xiita, mas que satisfaz também os sunitas, para quem chegar primeiro. Observa-se, ainda, uma campanha visando fazer a shari’a, a lei islâmica, compatível com o pensamento ocidental, tentando contornar as divergências insanáveis. E o ódio não tem limites. Agora mesmo, no episódio do abrigo, (na linguagem oficial), do Sr. Manuel Zelaya, na Embaixada brasileira em Honduras, este acusa os “israelitas” (outras mídias falam em israelenses) pelas interferências nas comunicações da Embaixada Brasileira em Tegucigalpa, tendo havido violenta crítica aos judeus, dizendo-se que o Holocausto não conseguiu a solução final. E Zelaya, ligado a Chávez, está também ligado à influência iraniana.

O que significa isso? Juntam-se vários interlocutores que desejam alterar a ordem mundial comandada pelas grandes potências de hoje. O Coronel Hugo Chávez vai contra os Estados Unidos. Outros dirigentes de países sulamericanos também se juntam a Chávez, que tenta se impor como líder carismático de uma América bolivariana. Uma parte da esquerda e aqueles que se autodenominam progressistas interessados no mesmo sentido, contra os Estados Unidos, seguem além, por querer eliminar a existência nacional, substituída pelo transnacionalismo. O bolivarianismo é uma forma de juntar as soberanias próximas, tornando-as uma só. Mas também existe uma direita com os mesmos interesses de criar um internacionalismo porque servirá à globalização corporativa. Ahmadinejad, Khadafi têm igual interesse para imposição de suas crenças e passam a ficar todos juntos, mas entrarão em choque depois, para ver quem terá a primazia. Sobra para alguém de fora dessa trama: os judeus.

Interessante é que aqueles que combatem a globalização, defendem a internacionalização, que não passa de uma globalização da soberania desnacionalizada. E, independente de tudo, já vivemos nessa globalização transnacionalista: a ONU, seu Conselho de Segurança que pode se impor às nações, as cortes internacionais com jurisdição transnacional, os tratados supranacionais, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, multiculturalismo, relativismo, apoio a grupos hostis e mesmo perigosos. E soberanias buscando impor suas leis a supostas ilegalidades cometidas em soberanias estrangeiras, por cidadãos dessas mesmas outras soberanias.

Por meio do discurso transnacional , chega-se a uma globalização política, deturpa-se a democracia, para introduzir o totalitarismo, por meio de pessoas buscando o carisma, como superhomens, ou elite dirigente, para impor a tirania, impondo lei e ordem a uma crescente maioria, que não se mostra esclarecida, reduzindo todo o discurso a problemas de maioria e minoria, assim criando as bases para mais estatismo, governos mais amplos, em suma, tirania. E deturpa-se a democracia, por meio de plebiscitos, como forma de alardear a participação direta do povo, participação para usurpar a democracia, contornando as dificuldades impostas pela lei existente. E em matéria de tirania não sobra lugar para os judeus.

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Estamos no Ano Novo – por Herman Glanz

Estamos em pleno Ano Novo Judaico, ano de esperanças por um mundo melhor e de um porvir grandioso para a humanidade, mas também de ansiedades e apreensões: será tudo como desejamos? Virá a redenção, como na antiga canção judaica: Que venha a redenção, venha a era messiânica já, imediatamente?

Mahmoud Ahmadinejad, o Presidente do Irã, voltou a esbravejar contra os judeus e Israel. Continuou negando o Holocausto, porque isto significa deslegitimar o Estado de Israel, pois, diz ele, fruto de uma terrível tragédia inventada para granjear apoio por comiseração. Trata de forjar uma lenda, apagando a história. Grandes potências protestaram contra essas declarações, mas nada se ouviu aqui perto, na nossa América do Sul, inclusive do Brasil. O povo iraniano não está preocupado com o antissemitismo mas com a sua própria liberdade e contra a tirania do seu governo.

O mais trágico é que muita gente, inclusive gente amiga, gente nossa, não decodifica a mensagem que se esconde nessas abomináveis declarações. Uns acham que se trata de destilar ódio contra Israel para efeitos internos, já que Ahmadinejad está às voltas com protestos internos, nesta mesma semana, protestos do seu opositor, derrotado pelo mesmo Ahmadinejad nas eleições, eleições consideradas fraudadas. Mas não nos iludamos – o opositor de Ahmadinejad disputa problemas internos; quanto à oposição a Israel e aos judeus, pensa da mesma forma; falar favoravelmente ao opositor talvez traga maior perigo – enquanto se combate o atual Presidente, até o opositor aceita. Defendendo seu opositor, como se ficará quando este também negar o Holocausto? E não devemos nos imiscuir nos problemas internos do Irã.

Negar o Holocausto é dizer que o Estado de Israel é fruto de uma mentira histórica que fez, por piedade, criar o Estado de Israel. Inclui outros componentes: Primeiro, trata os judeus como mistificadores, abusando da boa vontade dos povos, os judeus se fazendo de vítimas, mas agindo como algozes. Não adianta vociferar que o Movimento Sionista tem mais de um século. A mentira dos negacionistas é de que o Movimento Sionista nunca alcançou seu objetivo. Foi a mentira, dizem esses rejeicionistas, que criou o Estado de Israel. Em segundo lugar, proclamam, caso a Europa compartilhe do pesadelo de maus tratos aos judeus, que arranje um lugar para eles na própria Europa, pois é preciso expulsar os judeus da Palestina que é território árabe, essa é a lição.

Outro fator é não subestimar as intenções desses bárbaros de nossos dias: quando dizem que querem matar judeus, acreditem: querem mesmo exterminar os judeus. Depois da terrível tragédia da Segunda Guerra, o ódio aos judeus permaneceu intacto.

E não é só Ahmadinejad. O próprio sistema internacional não se redimiu das suas culpas. Continua com seu ódio declarado aos judeus e, agora, ao Estado de Israel, transformado em judeu das nações. A ONU, seu Conselho de Direitos Humanos, a Corte Internacional, assim como as Conferências contra o Racismo e a Xenofobia continuam abertamente destilando o ódio aos judeus e a Israel. Ao invés de tratar dos direitos humanos, da liberdade e a da busca pela paz, se mostram a favor da guerra e do totalitarismo.

A Comissão Goldstone do Conselho de Direitos Humanos da ONU, que elaborou um relatório sobre a recente Guerra de Gaza, acaba condenando Israel e tratando o Hamas como justo e não terrorista: basta ler o título do Relatório de 575 páginas: ‘Direitos Humanos na Palestina e em Outros Territórios Árabes Ocupados’. A Comissão Goldstone já decidiu que os territórios são árabes, e que existem outros territórios árabes ocupados por Israel, não só a Palestina – Israel não tem o direito de existir. O mandato para essa Comissão foi para investigar a recente guerra em Gaza, que não é mais território ocupado. Como está, a Palestina é território árabe ocupado. Apesar de tudo, existe uma calma em Gaza, porque o Hamas precisa de tempo para se rearmar, já que foi duramente atingido na sua capacidade de fazer a guerra.

Mas, estamos no Ano Novo e a esperança é que venha a tão almejada redenção e que venha a era messiânica já e rapidamente, resolvendo os problemas do aquecimento global e da paz.

Shaná Tová!

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Shaná Tová – por Herman Glanz

Shaná Tová são os votos para todos, com a esperança de que um Novo Ano traga a tão esperada paz, embora nos preocupe o momento atual, quando vemos a França juntar-se á Rússia em favor do Irã, os Estados Unidos sendo empurrados pelo mesmo Irã num diálogo que nunca acontece, visto mais como dois monólogos, cada qual falando a sua versão. Leia mais

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Existe Perigo. Sempre Alerta! – por Herman Glanz

Vamos falar dos intricados problemas do Oriente Médio e das conseqüências locais, fato sempre negligenciado e descartado. No depoimento perante a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Terrorismo da Câmara dos Deputados, em julho passado, autoridades brasileiras, naquilo que poderiam dizer, afirmaram do perigo do terrorismo e da existência de terroristas em nosso país. Vamos citar alguns trechos do depoimento, não são palavras nossas, mas dos depoentes. Leia mais

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OLHANDO PARA O FUTURO – por Herman Glanz

O assunto da paz entre Israel e palestinos com a sua solução através de dois Estados teve destaque no noticiário da imprensa internacional. Leia mais

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A PAZ É O LIMITE – por Herman Glanz

A situação política mundial de hoje em dia demonstra um recrudescimento do antissemitismo, nunca imaginado que pudesse ocorrer depois da tragédia da Segunda Guerra Mundial. A verdade é que o antissemitismo nunca acabou. Leia mais

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POLÍTICA SUJA – por Herman Glanz

Sabem o que realmente nos preocupa na questão do Oriente Médio? Toda a celeuma sobre territórios ocupados. Devemos entender e compreender que, quando os muçulmanos falam em territórios ocupados por Israel, se referem ao território islâmico ocupado. E qual é o território islâmico? Evidentemente todo o Estado de Israel. Leia mais

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ISSO TAMBÉM SERÁ VENCIDO – por Herman Glanz

Os noticiários internacionais estão cheios de informações a respeito da política conduzida pelo Presidente americano, Barak Hussein Obama. Na recente Reunião do G-20, declarou o Presidente Obama, que não mais se fará impor a vontade política americana aos demais países. Mas, quando se trata de Israel, Barak Obama quer impor medidas sobre o que chama de assentamentos, ou colonos, ao invés de vilarejos ou pequenas cidades, pequenas para nós, mas que se conformam com muitas localidades dos países Europeus. Leia mais

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QUEM ESPERA SEMPRE ALCANÇA: A ESTRATÉGIA PALESTINA – por Herman Glanz 19/07/2009

Temos falado que os vizinhos de Israel, árabes como os atuais palestinos, se valem do tempo para alcançar seus propósitos, pouco se importando com os direitos humanos, tanto para os seus como o dos outros, pois o tempo permite minar o moral do inimigo, mesmo ás próprias custas de seus homens. Leia mais

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A INSENSATEZ INTERNACIONAL – por Herman Glanz

Todos clamam que a paz mundial, e especialmente a paz entre os muçulmanos, depende da paz entre Israel e palestinos. Leia mais

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SELEÇÃO E NÃO ELEIÇÃO – por Herman Glanz

A cada instante uma nova situação se apresenta e corremos atrás dos acontecimentos. Ainda repercute o discurso do Primeiro-Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e toma o lugar a reação popular ao anúncio do vencedor das eleições iranianas. Leia mais

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DEMOCRACIA E MUDANÇA – por Herman Glanz

O atual governo de Israel, democraticamente eleito, em eleições livres, encabeçado por Bibi Netanyahu, vem sendo demonizado persistentemente como contrário à paz com os palestinos. Até agora não se pode dizer que Natanyahu fez algo contra o ‘processo de paz’ com os palestinos. Pelo contrário, Bibi Netanyahu até ajudou a melhorar as condições dos palestinos de Gaza e da Margem Ocidental, pois removeu alguns postos de passagem e fez desmontar novos pontos de assentamentos. Leia mais

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