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A cidade informal, no Rio de Janeiro, está inviabilizando, a cada dia que passa, um pouco mais, a cidade formal.

Nos dias atuais, andar a pé nas principais ruas de bairros como Copacabana, Ipanema, Leblon, Madureira, Centro, transformou-se numa corrida de obstáculos. Ai de você se esbarrar ou pisar numa das centenas de milhares de bancas de camelôs estendidas no chão de nossas principais artérias de locomoção. Vai ser xingado ou vai tomar um “bife” nas ideias.

Como argumento, a Guarda Municipal (cuja criação também foi assinada por mim enquanto vereador do Rio) alega a falta de postos de trabalho e a dificuldade do carioca em geral para levar sustento para a mesa de sua família. Portanto, deixa o barco correr.

Se não bastasse os necessários dribles que o passante necessita dar nos vendedores ambulantes para não sair ferido de qualquer incursão às ruas, ainda é preciso desviar das “casas” de papelão ou dos barracos montados em cada esquina, onde o”morador” de rua, coitadinho, vive com seus cachorrinhos, toma seu banho no hidrante, faz cocô e xixi no chão e quando não vê alguém por perto, ainda dá uma “borrachada” na nega, invariavelmente bêbada, vez que ninguém é de ferro. Isso sem contar com as gritarias e pancadarias noites e madrugadas adentro que os moradores dos prédios precisam aturar vez que não há agentes da lei e da ordem, após as seis da tarde, visíveis para serem acionados.

Ora, minha gente, pagamos onde vivemos, um altíssimo IPTU e não entendo correto termos que aceitar uma postura leniente por parte das autoridades quando se trata de fechar os olhos, simulando uma atitude “politicamente correta”, para os desmandos dos camelôs, dos moradores de rua e dos mendigos, outro polo de confusão, bebedeira e imundície que se pode encontrar em toda e qualquer esquina de nossa CIDADE MARAVILHOSA.

Semana que passou, um camelô ofendido por outros, vendedor de quibes e esfirras, foi homenageado na Câmara dos Vereadores que deveria estar homenageando as famílias dos PMs mortos na defesa da cidadania.

As autoridades judiciais do município precisam propor uma solução para a ocupação ilegal de nossas ruas e praças, mas, o que de fato ocorre é que impedem o recolhimento dessa gente sem teto e os acaba mantendo nas ruas.

Enquanto camelôs são endeusados na cidade, o aumento do roubo de cargas cresce a olhos vistos e não há segurança do estado e do município que dê jeito nesta coisa horrenda que está inviabilizando o Rio.

Tenho profundo apreço pelo prefeito Crivella, em quem votei, e com este modesto grito, espero poder chamá-lo a tomar contato com uma realidade que num breve futuro pode fazer com que sua popularidade não se mantenha.

Cariocas, vamos reclamar e cobrar soluções. Do jeito que está não pode continuar. Que o Rio acorde e se ponha nos trilhos!

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