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Desde sempre todos nós fazemos apostas porque isso é nato ao ser humano. Então apostamos desde pequenas coisas com amigos, irmãos e parentes até a coisas maiores, destacando-se sempre as apostas envolvendo esporte. Todo mundo já fez aquela suposição so resultado de uma partida de futebol ou de vôlei, por exemplo. 

Mas a verdade é que, mesmo não oferecendo grandes riscos e, pelo contrário, mostrando ser um nicho bem lucrativo as apostas esportivas estavam no conjunto de jogos de azar proibidos no Brasil. E com essa proibição a única forma de apostar nas partidas de futebol ou demais esportes era através de plataformas online como a betboo que, pelos seus serviços diferenciados, têm crescido cada vez mais no país. A betboo está ativa no Brasil desde o ano de 2005 e se tornou a queridinha dos brasileiros pelo número de bônus, ofertas e promoções que oferece semanalmente. Mas, o sucesso das plataformas online pode ser colocado em risco agora que as apostas esportivas foram liberadas no Brasil. 

O fato aconteceu ainda no ano passado quando o ex presidente Michel Temer sancionou a Lei 13.756/18 oriunda da MP 846/18 que regulamenta oficialmente as apostas esportivas e libera inclusive que clubes brasileiros recebam patrocínios de empresas desse mercado, como já acontece na Europa atualmente. Pode parecer pouca coisa mas é um grande passo rumo a legalização de todos os jogos de azar e, também, um grande marco para o Brasil que começa a quebrar alguns tabus e sair do conservadorismo.

As apostas de volta

Segundo o especialista e fundador de um site de apostas, André Ghelfi, o Brasil já fatura nas apostas em sites fora do país algo em torno de 200 a 300 milhões de dólares e, segundo ele, o valor pode crescer até cinco vezes com a legalização da atividade. São mais de 70 anos de proibição e, agora uma boa notícia, a regulamentação oficial dessa atividade no Brasil.

Com a decisão de Michel Temer que libera os patrocínios de times de futebol brasileiro por marcas ligadas a apostas esportivas vários clubes já anunciaram futuras propostas. É o caso do Corinthians que já admitiu estar em negociação com patrocínio máster ligado ao mercado de jogos de azar. Algo que, provavelmente, outros times brasileiros também farão ao longo dos próximos meses.

Sem atrapalhar as loterias

Ainda segundo Ghelfi uma grande dúvida é se esse mercado vai interferir nas loterias realizadas hoje pela Caixa Econômica Federal. O especialista esclarece que não haverá concorrência pois essas atividades são complementares uma vez que quem aposta na loteria e ganha tem uma mudança efetiva na sua vida econômica, já quem aposta em uma partida de futebol ou de vôlei, por exemplo, faz por entretenimento. Assim nenhum dos nichos de apostas irá atrapalhar o outro e, pelo contrário, pode até se incrementar e melhorar os resultados de ambos os mercados.

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