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Os professores Eran Elinav e Eran Segal. Foto: Instituto Weizmann

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença particularmente cruel, que acabou com a vida do físico Stephen Hawking, entre muitos outros.

A doença afeta progressivamente os neurônios que governam os movimentos e como o cérebro não é afetado, o paciente mantém a consciência de que pode mover cada vez menos partes do corpo. Desde que foi diagnosticado pela primeira vez no final do século XIX, a causa da ELA ainda é desconhecida, o que torna difícil encontrar tratamentos.

Pesquisadores do Instituto Weizmann de Ciências demostraram, em camundongos, que os micróbios intestinais, podem alterar o curso da Esclerose Lateral Amiotrófica.

O trabalho, publicado na revista Nature, evidênciou que o avanço da doença ficava mais lento quando o animal recebia determinadas cepas de micróbios ou substâncias que são produzidas por eles. Resultados preliminares sugerem que o conhecimento poderia ser aplicado em pacientes.

“Nosso objetivo científico e médico a longo prazo é elucidar o impacto do microbioma na saúde e na doença, sendo o cérebro uma nova fronteira fascinante” disse o Prof. Eran Elinav do Deppartamento de Imunologia. Seu time fez o estudo junto a equipe do Prof. Eran Segal, do Departamento de Ciências da Computação e Matemáticas aplicadas.

A pesquisa foi destaquem em diversas publicações internacionais:

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