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O programa Líder em Mim ressalta as competências socioemocionais na aprendizagem de conteúdo sobre conflitos históricos

Muitos dos grandes conflitos mundiais e crises humanitárias da história trouxeram à tona intolerâncias sociais, religiosas, sexuais e raciais. No mundo globalizado do século XXI, apesar de não haver limites para as conexões entre culturas e povos, ocorrências de discriminações e preconceitos ainda são marcantes – o que torna cada vez mais desejável o olhar ao diferente de forma mais sensível e humanizada. A educação, então, deve servir como a protagonista no combate a qualquer forma de preconceito e violência.

“A consciência e a busca por ações em prol de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas são bases para o desenvolvimento das competências socioemocionais. O jovem estudante, ao compreender e vivenciar noções como as de amabilidade e engajamento com os outros, potencializa o desenvolvimento das competências cognitivas, como a interpretação, a reflexão, o pensamento abstrato, além de generalizar aprendizados”, explica Morgana Batistella, gerente do Líder em Mim, programa referência na aprendizagem socioemocional no Brasil.

Como exemplo, Morgana cita a disciplina de história, onde o desafio do ensino é aprender com os eventos passados, especialmente os grandes conflitos, para que cada um seja fragmento de consciência coletiva para não repeti-los.

Aprendendo com a história

Na prática escolar, inclusive, a história oferece valiosas oportunidades de aprendizagem socioemocional. Ao abordar eventos da Segunda Guerra Mundial, no que concerne ao Holocausto e ao antissemitismo, é possível relacioná-los à discriminação contra o povo judeu com intolerâncias que, inclusive, seguem presentes na sociedade atual. “Para além das leituras de textos, dinâmicas que contemplam as habilidades socioemocionais são fundamentais para assimilar o conteúdo e as motivações humanas envolvidas”, destaca a gerente do programa Líder em Mim.

Outro evento com grande impacto na história moderna é a crise dos refugiados em todo o mundo. A crise econômica, social e política recente da Venezuela, por exemplo, trouxe 96 mil refugiados e migrantes venezuelanos ao Brasil. Sobre esse aspecto, Batistella ressalta “ser essencial ao aluno compreender, além do contexto histórico, a importância da solidariedade aos nossos vizinhos, bem como fazer isso de maneira efetiva.”

Propostas contempladas na BNCC

De fato, a história pode e deve servir como fonte de um rico aprendizado socioemocional. Não sem razão, a BNCC (Base Nacional Comum Curricular) propõe para os alunos o seguinte aprendizado em relação ao ensino de História no 9º ano:

– Identificar e relacionar as dinâmicas do capitalismo e suas crises, os grandes conflitos mundiais e os conflitos vivenciados na Europa (EF09HI10);

– Discutir e analisar as causas da violência contra populações marginalizadas (negros, indígenas, mulheres, homossexuais, camponeses, pobres etc.) com vistas à tomada de consciência e à construção de uma cultura de paz, empatia e respeito às pessoas (EF09HI26);

– Identificar e discutir as diversidades identitárias e seus significados históricos no início do século XXI, combatendo qualquer forma de preconceito e violência (EF09HI36).

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