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A ofensiva de agressão e violência do Hamas, em Gaza, contra o Estado de Israel, não decorre da péssima situação econômica em que Gaza se encontra, mas justamente, é essa violenta agressão que provoca a péssima situação econômica, com um governo que gasta com a incitação, agressão, armas e dispositivos, como túneis, e não com o bem do seu povo. Mas não nos iludamos, é somente para uma parcela da população de Gaza. Os dirigentes e os potentados estão bem, e o povo, em geral, está mal. É uma situação conhecida.

A agressão, apelidada “Grande Marcha do Retorno”, é uma forma de, com uma falsa realidade divulgada, granjear simpatia do mundo tradicionalmente antissemita para poder acabar com Israel. Assim, a solução de dois Estados também acaba. Mas ninguém fala do direito de retorno dos judeus expulsos da Margem Ocidental e de Jerusalém, quando essas áreas foram conquistadas pela Transjordânia, (que passou a ser Jordânia depois dessa conquista), na guerra que desfechou, com 6 outros países árabes, contra o nascente Estado de Israel, em 1948.

O Quarteirão Judeu de Jerusalém foi todo desocupado, judeus expulsos com violência, sinagogas destruídas, ou passaram a ser residências dos árabes. Muitos judeus foram assassinados. A limpeza étnica foi geral na área conquistada pela Jordânia. Um apartheid verdadeiro. Não havia “povo palestino”, eram dos países árabes vizinhos que desfecharam a guerra. Podemos dizer o mesmo de Gaza, ocupado pelo Egito. Nada disso aparece, aliás, a história desaparece, e o tradicional ódio aos judeus sobressai, transborda, numa mídia, especialmente a ocidental, defendendo um retorno daqueles que fugiram, na guerra que eles mesmo fizeram, e perderam em parte, estabelecendo-se nas áreas conquistadas, tanto pela Jordânia como pelo Egito, bem como pela Síria, no Golã.

Quando outras áreas ficaram com os judeus, como disse o próprio presidente da Autoridade Palestina, Mahmmoud Abbas, fugiram, temendo uma represália dos israelenses pelo pogrom que haviam feito, pela matança dos judeus que haviam provocado anteriormente. É interessante notar o embuste sobre refugiados de uma guerra feita pelos próprios: na II Guerra, os alemães expulsos, expulsos de fato, dos Sudetos, do Rhur, não são considerados refugiados, não tiveram assistência das Nações Unidas; afinal, foram os causadores da guerra e ocupantes para seu lebesraum, seu espaço vital. Perderam a guerra, tiveram de ceder territórios e não ficaram como refugiados. Imaginem alemães querendo fazer uma ‘Grande Marcha de Retorno’ para os Sudetos, para a Áustria do anschluss? O mundo inteiro repeliria, cairia sobre os alemães, mas contra os israelenses é válido. Já se perguntaram porquê?

A verdade é que palestinos, Hamas, OLP & Cia. não desistem de tentar destruir Israel, e continuam desfechando falsas declarações para os menos informados e para argumento dos tradicionais antissemitas, destiladores do ódio contumaz. É um pogrom 2.0, globalizado, terrorista.

Estamos percebendo o retorno do velho ódio na Europa e nas Américas, pelo Oriente Médio e até pela Ásia e África. Tradicionais países europeus, que defenderam judeus na II Guerra, hoje estão apoiando a onda de pogroms. França e Inglaterra disparam na frente. Os atentados na França têm feito judeus emigrarem. Mas a Suécia e a Dinamarca não ficam atrás no seu ódio. Até nos grupos gays. Não minimizemos o que estamos vendo. O ovo da serpente está visível. Precisamos ter presente um sistema de combate a essa manifestação do ódio, agora com o terror mostrando a sua cara. Precisamos enxergar o que se passa aqui e lá fora, porque o que se passa lá fora, contamina também aqui.

O antissemitismo, como já falamos, contamina esquerda e direita, religiões antagônicas, laicos, e outros grupos políticos, tudo com as palavras de ordem vindas de fora, da velha Europa com DNA antissemita. É verdade que o novo presidente, Trump, é uma exceção, mas o ódio se espalha nas escolas e universidades americanas, formando consciências jovens. Novos antissemitas em formação, nova forma do velho pogrom agora versão 2.0.

É preciso uma vigilância permanente, como a dos gansos do Capitólio, não deixando passar incidentes, e protestar imediatamente. Tivemos pichações em Pelotas, tivemos pichações no Rio. Mas algo se move e devemos permanecer alertas, para que tudo tenha um final decente e nunca mais um Holocausto!

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Herman Glanz
Herman Glanz é presidente do Likud no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores e ex-presidente do Grupo Universitário Hebraico do Brasil. Foi Diretor da FIERJ, vice-presidente da Organização Sionista do Rio de Janeiro e do Brasil. É Secretário do Comitê Eleitoral Regional da Organização Sionista do Brasil e Secretário da Chevrá Kadishá do Rio de Janeiro.