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Estamos entrando no Ano Novo – 5779, cujo primeiro dia começa logo mais. E há, também, 72 anos ininterruptos da Hora Israelita de Porto Alegre, um recorde. Momento de votos de um bom ano, que se seja inscrito para mais um ano, para receber a chancela do Eterno no Dia de Kipur, no dia 10 seguinte. Feliz Ano Novo!

Esperemos que cessem, neste Ano Novo, as guerras e os assassinatos, os perigos e as inimizades, para que se chegue a bom entendimento e as pessoas se tratem bem umas às outras. Não custa ter esperança, Hatikva!

Ainda subsistem lamentáveis problemas de dissenções e ódios. Aqui, atentado contra a vida de um candidato à presidência do Brasil. Uma tentativa de golpe, pode ser. No mundo, guerras e ódios. Quando o Primeiro Ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, falou de uma trágica realidade, dizendo que os fracos são trucidados, assassinados e apagados da história, enquanto os fortes, bons ou maus, sobrevivem, a mídia classificou os dizeres como fascismo. A realidade virou fascista. Mas ninguém desses falantes defendeu os massacrados do Estado Islâmico, os massacrados rohingyas em Mianmar, os sequestrados no Sudão, e tantos outros, como vítimas do fascismo. Contra Israel, fala-se.

Que o ano novo veja desaparecer este ódio. Esperança.

No Irã, já se ouvem protestos contra as posições do governo dos aiatolás, até de minorias, como os baluch, azerbaijanos, curdos da periferia, gente gritando em passeatas ‘morte aos palestinos’ e gente gritando, nas passeatas, ‘Palestina e Síria estão nos tornando miseráveis!’ Pode ser que algo mude. Esperança!

Mas uma boa e interessante notícia vem de Israel. Nas escavações arqueológicas, em Massada, a fortaleza, entre objetos encontrados da luta no ano 72 de nossa era, estava um pote com sementes de tamareira, os caroços. Uma pesquisadora do Centro Médico Hadassa, Sara Sallon, especialista em plantas antigas, pensou em reviver antigas sementes. Pediu algumas das sementes às Autoridades das Antiguidades, e procurou Elaine Solowey, uma das maiores especialistas em agricultura sustentável.

Foi considerado uma loucura, mas acabou satisfazendo a curiosidade de Salon, que estava interessada em buscar produtos para cura de enfermidades. E, surpresa, uma tamareira pegou e reviveu. Está com 3 metros de altura e constitui fenômeno de visitação turística. Dizem que o refrão de ‘terra de leite e mel’, refere-se ao mel das tâmaras e não das abelhas. Muito ainda se terá de aprender, mas estamos vendo se reviver e isto pode significar nova vida para um velho povo. A esperança existe. Hatikva! Feliz Ano Novo!

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