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A União Mundial Meretz, ligada ao Meretz de Israel, emitiu comunicado apoiando a Resolução 2334 do Conselho de Segurança da ONU, apoiando também o discurso do Secretário de Estado americano, John Kerry, em final de mandato, e informando, com fotografia, reunião de membros do Meretz com Mahmmoud Abbas – Abu Mazen (assim está no texto, citando o codinome de terrorista de Abbas), instando-o a prosseguir na solução de dois Estados.

Em artigo para o Foreign Affairs de 10 de janeiro passado o ex-Ministro da Defesa de Israel, Moshe Ya’alom, que renunciou por divergências com o Primeiro-Ministro, Netanyahu, renunciando também a seu mandato no Parlamento, o Knesset, expõe a situação do processo de paz, esclarecendo que os palestinos nunca se interessaram na paz com Israel, pois querem todo o território, acabando com o Estado de Israel. Cita que nos Acordos de Oslo, a carta enviada pelo finado Arafat, reconhecendo o Estado de Israel, nunca foi posta em prática, pois a Carta Palestina da OLP continua veiculada sem alteração.

Já está preparada a minuta da declaração da Conferência de Paris que se realiza hoje, agora, convocada pelo Presidente socialista da França, na qual figura não ser aceita qualquer modificação das linhas de armistício de 1949, entre Israel e países árabes vizinhos, pois não havia, na ocasião, ‘povo palestino’.

A desinformação é veiculada descaradamente, e muita gente aceita como verdadeira todas as inverdades transmitidas, especialmente grupos de parcela da esquerda predatória, dos incompetentes ou pior, apoiando o inimigo, ou porque não sabem como combater os fatos desinformados, ou porque é a linha que a esquerda e a direita antissemitas aprovam.

Vejamos: as linhas do armistício de 1949, entre Israel e países vizinhos árabes, que não são linhas de fronteira, decorreram da guerra que quatro países árabes vizinhos mais Iraque lançaram, em 1948, contra o restabelecimento do Estado de Israel. Em decorrência, o Egito tomou a Faixa de Gaza, a Jordânia (naquele 1948, era Transjordânia), tomou a Margem Ocidental ou Cisjordânia, incluindo Jerusalém oriental, e a Síria tomou o Golã.

Veja-se bem:

Gaza nunca foi do Egito, embora tenha se tornado território apartheid de judeus com o tal desengajamento de 2005, de que não se fala. A margem Ocidental e Jerusalém nunca foram da Jordânia, assim como o Golã nunca foi da Síria.

Essa tomada pela força, contra a Lei Internacional, passa a valer e ser aceita pela Conferência de Paris do dia de hoje, já aceita pela 2334. As conquistas dos países árabes vizinhos, na guerra de 1948, foi acompanhada da total expulsão dos judeus que lá viviam, as áreas ficaram judenrein, apartheid de judeus, fatos bem documentados.

A desocupação por Israel, na guerra de 1967, imposta pelos mesmos países árabes, que perderam a guerra, não vale. Em 1967, Israel não expulsou os árabes. Interessante que mesmo Israel não apresenta tal fato. Até o escritor de esquerda, Amos Oz, chamou a atenção neste sentido, em artigo do ano 2000. Tampouco o ex-Ministro Ya’alom fala a respeito. Israel não existe.

Ninguém fala com clareza que Israel tem o direito de existir, pois Ya’alom menciona que os palestinos são contra a existência de Israel, razão da ausência de paz. Cabe destacar que Mahmmoud Abbas ameaça deixar de “reconhecer” Israel, que nunca foi reconhecido, mentindo, portanto. O interessante é que os Acordos de Oslo foram assinados por um Israel desconhecido, com uma carta particular do finado Arafat.

Como os dirigentes de Israel firmaram tais acordos? Era uma concessão unilateral. Em consequência foi criado, de fato, mas não de jure, o Estado Palestino. Israel foi entregando territórios por livre e espontânea vontade. Os palestinos nada deram em troca. Fato diferente ocorreu em Camp David, em 1978. O Presidente Carter iria dar uma carta a Sadat, falando de que Jerusalém não estava incluída no Acordo. Begin mandou a mulher preparar as malas para partir, sem acordo. Veio o deixa disso, e a carta não foi escrita.

A atual Conferência de Paris, de hoje, declara não ser aceita a unificação de Jerusalém, esse o sentido, assim como a situação de apartheid de judeus da Margem Ocidental. Já se perguntaram que margem ocidental é essa? O nome Margem Ocidental é a simplificação de Margem Ocidental do Reino Hashemita da Transjordânia, que, em razão desse pedaço de território passou à denominação, em 1950, de Reino da Jordânia, pois já não ficava mais somente do outro lado do rio Jordão. Cisjordânia era a denominação da área a oeste do rio Jordão, área ocidental de toda a Palestina, já subtraída a Transjordânia. Falar em Cisjordânia ocupada significa eliminar Israel.

A Resolução 2334, o resultado da Conferência de Paris de hoje, são fatos para eliminar o Estado de Israel e impedir a transferência da embaixada americana para Jerusalém. Interessante é que ninguém esclarece devidamente. Não existem territórios ocupados por Israel. Trata-se de uma reintegração de posse, figura bem conhecida no Direito. Israel também tem Direitos Humanos. Os direitos da população dita palestina, que foi crescendo com migração dos países vizinhos, devem ser tratados como em qualquer reintegração de posse. O que não se pode é discriminar Israel.

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