COMPARTILHAR
Hezbollah flag
Hezbollah flag

por David S. Moran – Na última quarta-feira (2), em meio a escalada de tensão que assola o Oriente Médio, a Arábia Saudita declarou que a Hizballah é uma organização terrorista. Esta praticamente é uma declaração de guerra. Logo depois 6 países do Golfo Pérsico adotaram a mesma postura, alegando que Hizballah também ameaça a estabilidade da região. Hizballah ameaçou que “a Arabia Saudita vai arcar com as consequencias de sua declaração”. Poucas horas depois na reunião dos Ministros do Interior dos países da Liga Árabe, adotaram a mesma declaração, apesar dos protestos do Iraque (xiita) e do Líbano (país pràticamente dominado pela Hizballah). O Irã também protestou, fora da Convenção, é um país xiita, mas não árabe e tem interesses, pois dá o apoio financeiro e militar, além de dar instruções a Hizballah.

Há algum tempo que as relações entre a Arábia Saudita e o Líbano estavam deteriorando, há poucos dias os sauditas disseram que estão revendo as relações entre os 2 países e congelando a assitência economica e militar a este país. A richa deve-se a rivalidade entre o Irã de orientação xiita e a Arábia Saudita,que é wahabista, sunita. Além da rivalidade pela hegemonia, esses 2 países lutam entre si em outros países onde tem interesses. Na Síria onde Irã apoia a ditadura do Assad e a monarquia saudita quer depo-la. No Iemen, Baharein e outros países, o Irã está manipulando os xiitas e a Arábia Saudita está combatendo-os.

O temor saudita dos vizinhos árabes e persa, faz a jovem geração dos monarcas sauditas reavaliar sua atitude com respeito a Israel e talvez adotar uma certa aproximação. Mesmo entre os países árabes há interesses iguais ou diferenciados. Enquanto a Arábia Saudita considera a Irmandade Muçulmana uma organização terrorista e o Egito também , os 2 países divergem na relaçaõ quanto a Hamas. O Egito considera Hamas, uma organização terrorista e a Arábia Saudita não, já que tem interesse de tirar esta organização sunita da tutela do Irã. Interesses sempre movimentaram monarquias ou govêrnos a agir de certa maneira. No Oriente Médio as “ideologias” desde a criação do Estado de Israel eram dos líderes árabes tentar unir-se contra o Estado Judeu. Em 1945, 6 países criaram em Cairo a Liga Árabe, que atualmente conta com 23 países. O Pan-arabismo do líder egípcio Gamal Abdel Nasser uniu o seu país com a Síria.(RAU de 1958 a 1961).

Ao passar dos anos e o extremismo islâmico aumentando, países árabes notaram que há muitas divergências entre eles mesmos e nem sempre o Estado de Israel é o inimigo. Já na década de 70′ do século passado, Israel pràticamente salvou o rei Hussein de sua deposição da monarquia na Jordânia para a Síria ou para a OLP. Os curdos até hoje são gratos à assistência de Israel, enquanto outros países os deixaram a mercê de tiranos. Mesmo os cristãos do Líbano fizeram pacto com Israel, que o assassinato do carismatico e recém eleito presidente Bachir Gemail (1982) fez ruir a pirâmide.

Nas últimas décadas, com o aparecimento na área regional e global do Irã dos aiatolás, xiitas radicais e da Turquia da Era do Erdogan, de islamismo sunito turco e não árabe, as diver-gencias entre os países árabes aumentaram. Com a deposição do ditador iraquiano Saddam Hussein (pelos EUA), que era da minoria sunita, o Irã colocou as duas pernas ajudando e incitando a maioria xiita do país. As divergências entre os países árabes são muitas e já há os que começam levantar a cabeça e dizer que Israel não nos fêz nada de mal. Israel não é o inimigo. O inimigo é o islamismo radical. Até mesmo o presidente do Egito, Abdel Fattah al Sisi em visita no Japão disse (29):” as organizações terroristas no mundo usam o pretexto do problema palestino para suas ações criminosas contra o mundo.”

Com certeza uma aproximação entre os países árabes e Israel será mais lenta do que desejada e com menos transparência do que qualquer país gostaria, mas é um passo adiante. Depois de demonizar Israel durante décadas é dificil repentinamente mudar de atitude, mesmo reconhecendo os benefícios que estas relações podem trazer aos países da região. Está aparecendo que a poeira do deserto está se decipando lentamente e a visão melhor, enxergando os problemas e as rivalidades mais claramente.

DEPUTADO EGÍPCIO SUSPENSO

O parlamento egípcio decidiu esta semana (29) pela suspensão (por tempo não determinado, ou pela expulsão) do exêntrico deputado e dono de canal de TV egípcio, Tawfiq Okasha por falta de confiança da Casa pelo ato do deputado. O “pecado capital” do Okasha foi de dar publicidade completa e sem temor ao convite e janta que teve na sua casa com o Embaixador de Israel no Egito, Dr. Chaim Koren (aqui relatado na semana passada). Um deputado até atirou sapatos em Okasha, num ato de humilhação. A maioria requerida para tal é de 2/3 foi obtida pela aprovação de 467 deputados contra 17, do total de 595 parlamentares. A resolução é um problema para o govêrno egípcio. O Presidente Al Sisi está viajando pelo Extremo Oriente e Okasha é um grande aliado dele. O deputado já declarou que recorrerá a justiça contra esta decisão.

O fato de uma pessoa ou mesmo um parlamentar convidar um embaixador para encontro é normal em qualquer parte do mundo, entre paises que mantêm relações diplomáticas. Mas no Egito, que tem relações diplomáticas com Israel desde 1979 esse tipo de encontro é “proibido”. Os dois países mantêm relações e tem interesses comuns. Do Japão o presidente Al Sisi declarou que seu país está comprometido com o acordo de paz com Israel. (que foram preservadas mesmo na queda do Mubaraq e com a Irmandade muçulmana no poder).

O caminho para uma relação como tem os países latino americanos entre si ou em outras partes do mundo ainda é longo. Em fevereiro realizou-se em Cairo, a Feira Internacional do Livro e foi descoberto que um livro, ” Mil Noites.com” do autor israelense Jacky Hugi, comentarista de assuntos árabes na rádio Galei Tzahal está exposta a venda na sua tradução em árabe. Novamente um parlamentar egípcio exigiu que o Ministério da Cultura investigue quem permitiu esta participação. O escândalo e as consequentes desculpas foram montados, mesmo que cerca de 3 milhões de livros estiveram expostos de 34 países do mundo. Como se nota, o caminho da completa paz é árduo e longo.

BILL GATES ELOGIA ISRAEL

Na reunião anual Think Next da Microsoft Israel (parte dela relatei há uma semana) Bill Gates falou através de ligação de vídeo aos 2000 atendentes. O fundador da Microsoft congratulou-se com a Microsoft Israel e seu Centro de Pesquisas e Desenvolvimento pelo seu 25 aniversário. Gates lembrou que esta foi a primeira sede fora dos EUA. Formada por engenheiros israelenses que trabalharam na sede nos EUA e quiseram retornar para Israel. Disse que “a tecnologia que produzem em Israel foi mais do que justificada(…) a contribuição israelense à áreas tecnologicas como analítica e de segurança melhoram o mundo” concluiu. Gates confirmou, sem dar detalhes específicos, os rumores de velha data de que a maior parte dos componentes do programa Windows foram desenvolvidos em Israel.

IRÃ FINANCIA TERROR. Agora sem sanções, o embaixador do Irã no Líbano confirmou que seu país pagará a cada família palestina que tiver um membro morto num atentado contra israelense a soma de US$ 7.000 e a cada casa destruida 30.000 dolares, uma fábula nos termos dos palestinos, que tem incentivo ímpar do Irã sem sanções do mundo para agir livremente.

Print Friendly, PDF & Email