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Ocorrência da Quarta Feira, 28/11/2018, início da noite.

Um grande grupo de Árabes se aproxima da entrada de Efrat, aldeia Judaica localizada nos territórios disputados pela Autoridade Palestina e Israel. Geralmente estas aglomerações são indício de violência e a segurança da aldeia é chamada.

Ao chegarem, em pouco mais de um minuto, dão-se conta que trata-se de um desesperado pedido de ajuda. Um menino Árabe, de 12 anos, caiu da varanda de sua casa no segundo andar e precisa de ajuda. Efrat é conhecida como local habitado por diversos bons médicos e por ter uma clínica de primeiros socorros equivalente a um bom hospital.

Imediatamente dois paramédicos que estavam como voluntários no grupo de segurança prestam os primeiros socorros ao menino e o levam velozmente à clínica onde é feita uma intervenção que salva sua vida. Mais tarde, compra hemorragia contida e batimentos normais, pressão regulada, o menino é transferido para um hospital de ponta em Israel para seguimento do atendimento. A mídia internacional, claro, nada noticia – nunca a imprensa retrata as ocorrências de coexistência entre árabes e judeus nos territórios disputados…

Os pais, tios, vizinhos e curiosos da aldeia árabe agradecem comovidos e voltam para suas casas. Ponto para a coexistência, ponto para a compreensão, ponto para a paz. Uma mostra de que a paz é possível!

Ocorrência de Domingo, 09/12/2018, 21:15 – exatamente no mesmo local, a entrada da aldeia de Efrat.

Tal como quase toda aldeia de Israel, também na entrada de Efrat há um “ponto de carona” – muito parecido com um ponto de ônibus, as pessoas esperam e pessoas boas param e oferecem carona. As pessoas que estão voltando para casa descem dos ônibus e aguardam carona de carros entrando na aldeia. Um grupo razoável está “batendo papo” aguardando.

Aproxima-se um veículo, diminui a velocidade e, em frente ao ponto de carona, abre fogo de metralhadoras, ferindo 9 pessoas, a mais grave de todas uma menina de 21 anos, 8º mês de gravidez. Outras duas colegiais, de 16 anos também são atingidas. Não havia no local nenhum soldado, nenhuma ameaça – apenas trabalhadores e estudantes voltando para casa.

Ou seja, indefesos cidadãos atacados pelo “crime” de terem nascidos Judeus. Crime de ódio cego, nove famílias desesperadas, toda uma aldeia revoltada, todo um esforço de convivência pacífica ameaçado.

Ponto para a raiva, ponto para o confronto, ponto para a intolerância. Na mesma aldeia árabe, jovens distribuem balas e doces nas ruas, a forma típica de comemorar uma “Vitória”. E vem então a dúvida – será que a paz é possível?

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