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Quando a ONU foi fundada em 1945, a maioria dos países integrantes eram democracias e íntegros.

Com o passar do tempo, novos países foram criados artificialmente, levados apenas por interesses econômicos e políticos de ocasião, o que os leva hoje a votar na Organização sem objetividade. O leitor deve logo pensar que estou reclamando da atuação desta Organização contra Israel, que há muito tempo virou seu saco de pancadas. Mas não é só isso.

Na África há muita fome, crises religiosas, raciais e econômicas, tribos se exterminam – e na sede da ONU a vida continua no bem-bom. Assim o foi, por exemplo, na década de 70’ do século passado, com o norte da Nigéria em guerra civil, que fez a Biafra desaparecer. Na década de 90’, na Ruanda. na guerra da maioria de hutus contra a minoria tutsi, foram massacradas em apenas 100 dias cerca de 1 milhão de pessoas.

Assim o é na mais longa guerra civil, no Sudão, que causou a morte de 2 milhões de pessoas, na perseguição do governo da maioria muçulmana contra a minoria cristã. Com a criação do Sudão do Sul, pensou-se que tudo seria resolvido, mas não o foi, a guerra civil continua, trazendo mais sofrimento e fome. O mundo silencia ante estas e outras atrocidades. No Iêmen, os rebeldes hutis, apoiados pelo Irã, avançam.

O governo, apoiado pela Arábia Saudita e coalizão, combate-os. Na quarta-feira (13), forças sauditas e aliados bombardearam a cidade portuária de Hodeida (foto ao lado) a mais importante do país. Nos últimos anos, os hutis e o Irã barram o envio de mantimentos e medicamentos ao Iêmen. O atual ataque quer reabrir esta via de fluxo vital. A própria ONU qualifica que o Iêmen passa pela maior crise humanitária do mundo.

Nesta guerra civil já morreram mais de 10.000 pessoas, mas a mídia quase nada publica. Parece que a vida de 1 palestino vale mais do que qualquer outro ser humano. A situação na África é tão desesperadora que milhões fogem através do mar e cruzam o Mediterrâneo, geralmente da Líbia para as costas da Itália ou da Grécia.

Estes países já estão fartos e tentam barrar o fluxo de imigrantes. No cinismo internacional, o presidente francês Macron criticou o governo italiano por proibir um navio com 600 refugiados africanos aportar no país. A Itália contra atacou “a dupla face da França”, incentivando-a receber os refugiados no seu território.

Da II Guerra Mundial para cá o mundo todo se transformou. Novos países surgiram, impérios colonialistas se encolheram e o mundo avançou. Em 1947 a ONU decidiu pela Partilha da Palestina de então, sob mandato do Império Britânico, e dividi-la entre árabes e judeus (Israel). Os árabes, sentindo-se fortes, não aceitaram, e desde então, sob várias formas, ameaçam varrer Israel do mapa.

Nos emblemas da OLP, Hamas, Autoridade Palestina e outras se vê abertamente o seu desejo. Aparece o estado palestino estendido do Mar (Mediterrâneo) até o rio (Jordão). Desde sua independência, Israel se vê sujeito ao maior orçamento do mundo para sua defesa, em proporção ao seu orçamento geral. Imagine se só a metade desse montante fosse para a educação, alta tecnologia ou agricultura.

Enquanto a Hamas é considerada uma organização terrorista por muitos países, como os EUA, União Européia, Israel, Canadá, Jordânia, Egito e Japão, com o apoio da “unidade” árabe e muçulmana, a Organização e a Autoridade Palestina conseguem trazer e passar mais resoluções contra Israel do que todo o resto do mundo junto. Não é um absurdo?

Nesta última semana, o Kuwait trouxe ao Conselho de Segurança da ONU uma proposta para condenar Israel por uso de força excessiva em Gaza. É o mesmo Kuwait que em 1991 foi invadido pelo Saddam Hussein do Iraque, “gesto” aplaudido e apoiado por Yasser Arafat. Quando libertado, o Kuwait em represália expulsou do país 400.000 palestinos radicados no por lá. No Conselho de Segurança, os EUA vetaram a resolução. Então outros dois países “amantes dos direitos humanos”, a Argélia e a Turquia, pegaram a batuta e a levaram à Assembleia Geral, onde não há poder de veto.

Os EUA tentaram fazer mais justiça e adicionar uma emenda que condena e responsabiliza a Hamas por ataques de foguetes contra Israel, pela destruição de passagem na fronteira e do uso de civis como escudos humanos. Surpresa. Esta emenda foi aprovada por 62 países, contra 58 e 42 abstenções. Uma intervenção burocrática da ONU impediu a emenda ser juntada à nova proposta. A dos “paladinos” da justiça e dos direitos humanos, Argélia e Turquia, foram votados e receberam a aprovação natural do bloco árabe e muçulmano com aliados, de 120 contra 8 e 45 abstenções.

A Turquia cinicamente acusa Israel de uso de força excessiva contra os manifestantes em Gaza. É o pais que, sem ser ameaçado, invadiu a Síria, bombardeia e mata civis curdos sírios. É o pais que ajuda e financia organizações terroristas, como a própria Hamas.

ISRAEL E HAMAS

A Hamas declarou abertamente que promove as “marchas do retorno” para expulsar os judeus de Israel. Qualquer país, ante declarações como essas, se defenderia e Israel tem todo o direito de fazê-lo. A Hamas fracassou em trazer massas, então enviou ativistas seus, atrás do escudo humano de civis, que é crime de guerra. A prova está no fato que a grande maioria dos mortos e feridos são seus ativistas e do Jihad Islâmico. Os civis são atraídos e manipulados com dinheiro do Irã.

Não há nenhum exército no mundo que restrinja os tiros, como o de Israel. Cada bala que um soldado quer atirar para conter a multidão tem que ser aprovada pelo comandante de brigada. Para evitar maior dano, tem que apontar para a parte inferior do corpo.  Adicionado a estas restrições, a aviação israelense sobrevoa durante a semana a Faixa de Gaza para lançar panfletos com advertência para não irem às cercas. Qual outro exército age assim?

Muitas pessoas ainda pensam que Israel é quem controla a Faixa de Gaza. Grande engano. O exército de Defesa de Israel (EDI) retirou-se da área, em 2005 e a entregou à Autoridade Palestina. Esta a perdeu um ano depois, em eleições, para a Hamas. Na tentativa de recuperar Gaza, Abbas está tentando secá-la. No início ainda pagava os salários de funcionários públicos, depois cortou pela metade e agora parou completamente. Quando sente que a situação está horrível, transfere parte dos salários.

A Hamas enviou pessoas, não deu certo. Não teve aderência da Cisjordânia, nem de árabes israelenses. Foi ao ataque com pipas incendiárias. Não satisfeito com a queima da lavoura, quer matar, então adiciona bombas. Para hoje (15), ameaça enviar 5.000 pipas incendiárias, que causem os maiores danos e se possível matem.

A Hamas nunca pensa em algo positivo, nem para o seu próprio povo. Infelizmente, a organização continua com suas atividades destrutivas, levado pelo mundo cínico e hipócrita que a apoia, independente do que faça, pois é carregado por votos automáticos de mais de 60 países árabes e muçulmanos e por outros países levados pela propaganda mentirosa ou por motivos econômicos.

É hora da ONU fazer auto-análise, reestruturar e adaptar a organização para seus verdadeiros propósitos.

CURTAS

CHANCELER AUSTRÍACO EM ISRAEL. Sebastian Kurz, o líder mais jovem do mundo, de apenas 31 anos, considerado grande apoiador de Israel, lidera o governo que tem na coalizão o Partido da Liberdade, considerado da extrema direita, que Israel boicota. Entre outras, Kurz encontrou-se com Netanyahu, visitou a Cidade Velha de Jerusalém e o Muro das Lamentações. Visitou ainda o Museu do Holocausto, Yad Vashem, acompanhado pelo seu diretor geral e por um sobrevivente do campo de concentração Mauthausen, construído pelos nazistas na Áustria. No livro dos visitantes, o chanceler escreveu: ”É necessário que as palavras jamais esquecer, se traduzam em nunca mais”.

JORDÂNIA MANDA SEU EMBAIXADOR NO IRÃ RETORNAR. Não foi dada nenhuma explicação para este ato, mas provavelmente se deve ao envolvimento do Irã nos assuntos internos da monarquia.

IRÃ ENTRA EM JOGO SEM CHUTEIRAS DA NIKE. Devido às sanções econômicas declaradas pelo presidente Trump, a Nike anunciou que não fornecerá chuteiras para seus times de futebol. A Federação Iraniana reclamou à FIFA e o treinador português Carlos Queiroz também. Foi em vão.

RAJOUB TENTA EXPULSAR ISRAEL DA FIFA. O ministro dos Esportes da Autoridade Palestina continua no seu propósito de banir Israel da FIFA. Já tinha apresentado moção no Congresso da FIFA e fracassou. Agora, reunidos na Rússia, Jibril Rajoub voltou à carga exigindo sanções contra Israel até sua suspensão, por violar direitos humanos. Quão grande foi a sua surpresa, quando 82% dos votantes rejeitaram a sua proposta. Ao mesmo tempo, a FIFA informou à Federação Israelense de Futebol que abre processo disciplinar contra Rajoub, por incitação e ameaças. Ele as fez na véspera da partida da Argentina contra Israel, que seria em Jerusalém. Ameaçou que o mundo árabe iria queimar todas as camisetas do Messi, que inclusive recebeu ameaças contra sua vida. A FIFA também reprimiu o líder palestino por comparar Israel ao que ocorreu na Europa, com a subida do nazismo.

PARAQUEDISTAS ISRAELENSES TREINAM NA EUROPA. Pela primeira vez um pelotão de 45 paraquedistas israelenses saltou de aviões na Europa. Conjuntamente com outros exércitos, treinaram na Alemanha e saltaram na Polônia. Muitos soldados tiveram emoção maior por serem netos de sobreviventes do Holocausto. “Sentimos grande emoção como paraquedistas que representam Israel no seu 70º aniversário e fecharmos um círculo pelos avôs sobreviventes que fugiram da Europa”.

ALEMANHA CONFIRMA NEGÓCIO DE 1 BILHÃO DE EUROS. Este país arrendará da Indústria Aeronáutica de Israel, junto com a Airbus, aeronaves não tripulados (ANT) do tipo Eitan (Haron TP), por 9 anos. Cem soldados alemães virão a Israel para receber instruções e treinamento para operá-los numa base da Força Aérea de Israel. Os alemães alugam 5 ANT (UAV na sigla em inglês) de operações e 2 de treinamento. A ministra da Defesa da Alemanha ressaltou que estão muito satisfeitos com as ANT Haron 1 que operam para o serviço de Inteligência no Mali e no Afeganistão. O Haron TP pesa cerca de 6 toneladas, é capaz de carregar mais de 2 toneladas, alcançando altura de 40.000 pés (13 km) e permanecer no ar por 30 horas consecutivas.

A MAIOR INSTALAÇÃO DE DESSALINIZAÇÃO DE ISRAEL foi construído em Sorek. É uma das maiores do mundo e no país todo já há 5 instalações que suprem a demanda de 70% da água potável de Israel. Foi construído em 2011 e 2 anos depois já fornecia água potável. Seu custo foi de 400 milhões de dólares e produz 150 milhões de m3/ano. Essas 5 instalações fornecem juntas 585 milhões de m3/ano. Com a mudança do clima e a falta de chuvas no país, o governo tem plano de emergência para a construção de mais duas usinas, que no total fornecerão em 2030 1100 milhões de m3/ano, o dobro da capacidade atual. A companhia IDE Technologies é especialista em planejar, desenvolver, operar e fornecer instalações de dessalinização e soluções avançadas para o fornecimento de água tratada. Foi fundada há mais de 50 anos e já teve 400 projetos em 40 países, entre eles Israel, Índia, China, Austrália e na América Latina.

REPRESENTANTES DE 60 PAÍSES SE REÚNEM EM ISRAEL para estudar soluções para água em épocas de crise. O seminário é em cooperação com o Instituto de Exportação, Ministério da Economia e a autoridade da Água.

DELEGAÇÃO MÉDICA AJUDA NA GUATEMALA. Foi enviada de Israel para ajudar e tratar dos feridos em consequência da explosão do vulcão Fuego. São médicos especialistas, enfermeiras e equipamento para operar e tratar queimaduras. A companhia israelense Mediwound também está no local. Esta produz remédios inovadores para a retirada de células mortas da pele, sem a necessidade de operar o local de implante de nova pele.

MUNDIAL COMEÇOU E QUE VENÇA A MELHOR SELEÇÃO. CONTANTO QUE SEJA A DO BRASIL. (meu jardim na foto abaixo)

Revisão: Gabor P. Nagy

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