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O ódio à nossa gente não se desfaz. Jean Paul Sartre chegou a dizer que o antissemitismo deveria ser visto como crime. mas crime que já dura tanto que ninguém chega a se aperceber.

O conflito dos palestinos contra Israel continua. E muita gente, incluindo gente nossa, é de opinião de que os palestinos têm direito, e que dever-se-ia adotar a política de dois estados para dois povos; e há quem fale em três estados para dois povos: Israel, palestinos da Margem Ocidental e palestinos de Gaza. Inventivas não faltam. E adotar as fronteiras de 1967.

Já pensaram o que isto significa? Fronteiras? 1967 demarcou linhas de armistício. Jamais fronteiras. E linhas de 1967 significam apoiar e fazer valer as conquistas das guerras contra Israel. Quando Israel reconquista seu território, aí não vale. Antissemitismo explícito.

As linhas de 1967 foram decorrentes da conquista dos exércitos do Egito, quanto a Gaza, e da Jordânia, quanto à Margem Ocidental. Aliás, a designação de Margem Ocidental é a forma reduzida de ‘Margem Ocidental do Reino da Jordânia’. Não havia povo palestino, quem conquistou os referidos territórios foram países vizinhos, na guerra que desfecharam contra o nascente Estado de Israel.

E aí passam a valer as conquistas desses vizinhos. A lei internacional é aplicada contra Israel somente. Para os vizinhos, ela não é aplicada. E até gente nossa comunga com tal antissemitismo explícito, com o crime, no dizer de Sartre. Diga-se que os governos de Israel, de 1948 a 1967, eram governos socialistas, e nunca chamaram os territórios conquistados na guerra que desfecharam, em 1948, de territórios ocupados pelo Egito e pela Jordânia.

Nem o então governo de Israel chamou aqueles territórios, “territórios ocupados” pelos vizinhos. Estão bem documentados o que fez a Jordânia, expulsando os judeus de Jerusalém velha (aqueles não assassinados). Foram todos absorvidos pelo novo Estado de Israel. Ninguém chama de territórios ocupados os países que foram conquistados pela Alemanha, na Segunda Guerra, e depois desocupados pelas forças da reação que derrotaram a Alemanha.

Ninguém chama de territórios ocupados as Coréias que o Japão conquistara na mesma Segunda Guerra, e libertados depois da derrota japonesa. Contra Israel, vale o contrário. É o crime do antissemitismo. No momento, quando o presidente americano, Trump, resolve suspender parte da ajuda ao organismo da ONU que perpetua os chamados refugiados palestinos, a tal indústria de refugiados, a mídia publica como ‘descendentes dos palestinos expulsos na guerra para implantar Israel’, que dá uma ideia de que a guerra foi desfechada por Israel. O crime do antissemitismo continua.

Ninguém fala da expulsão dos habitantes judeus de áreas em que viviam por séculos antes da invasão muçulmana do ano 638 da nossa era. Por quê?

A Autoridade Palestina, essa coisa criada pelos Acordos de Oslo, há 25 anos, não quer apoiar os entendimentos do Hamas, que governa Gaza, para uma trégua com Israel, via Egito, porque daria destaque ao Hamas, que poderá avançar sobre a Autoridade Palestina, da Mahmoud Abbas.

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Herman Glanz
Herman Glanz é presidente do Likud no Rio de Janeiro. Foi um dos fundadores e ex-presidente do Grupo Universitário Hebraico do Brasil. Foi Diretor da FIERJ, vice-presidente da Organização Sionista do Rio de Janeiro e do Brasil. É Secretário do Comitê Eleitoral Regional da Organização Sionista do Brasil e Secretário da Chevrá Kadishá do Rio de Janeiro.