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Não vamos falar dos 500 foguetes lançados sobre Israel pelo Hamas terrorista, desde a Faixa de Gaza. Nem de possível terror no Bom Retiro, em São Paulo. Nem do terror nos Estados Unidos, com ataque a uma sinagoga. Nem dos ataques antissemitas do jornal New York Times.

Lembramos, esta semana, do Holocausto, a terrível guerra contra o povo judeu. Mas a guerra não acabou, ela continua, sob forma diferente, e faz com que muita gente não entenda o fenômeno, nem se dê conta do que está acontecendo. Bem, há até gente nossa, no mesmo espectro político da esquerda predatória, que não sabe se contrapor.

Diferentemente das guerras anteriores, é uma guerra onde temos uma diversificação das ideologias políticas tradicionais, com controle indireto de territórios pelo deslocamento forçado de populações, para depois ter o controle, presença de agentes não estatais, passando a guerra a ser transnacional e transideológica, no sentido de ideologia já conhecido.

É a globalização do poder, com emprego, combinado, militar, econômico, político e psicossocial, deixando a guerra de ser comandada por militares, mas por civis. Daí não ser bem percebida como guerra. E é esse conjunto que até bloqueia o poder militar. E, por outro lado, no caso dos judeus, aproveitamento do amplo contexto hostil, facilitando essa guerra não convencional e heterodoxa. É a Guerra de 4ª Geração. Guerra 4.0 .

É esse momento de novas formas da guerra, que devemos entender ser guerra mesmo, sob a forma não convencional da que conhecíamos, e que está ocorrendo agora. Tomemos consciência, é guerra e faz com que se deva ter muito cuidado para responder, às vezes leva mais fortes a tomarem cuidados maiores.

É isso que faz Netanyahu não responder como se pensa deva ser feito, para evitar males maiores, porque não dá para proteger tudo contra foguetes e mísseis em território minúsculo como Israel. Não basta ser forte, é preciso agir de conformidade com a guerra de hoje. Há um poder limitante do emprego das Forças Armadas, que só será usada se for possível capturar os dirigentes e instigantes.

A grande destruição do inimigo, ainda no caso de Israel, tem reação internacional de grupos ideológicos, como a esquerda predatória de hoje, a atuação nefasta da ONU, cujos membros estão imbuídos de ódio aos judeus. Todos querem que Israel não se defenda, querem repetir o Holocausto. Mas Holocausto, nunca mais!

Entendamos: guerra é guerra e é preciso lutar, como lutaram os combatentes dos Guetos, de que há pouco se falou, mas com a vitória prevista pela atuação conjugada das forças armadas e da diplomacia. Mas tudo tem limites e a reação deve ocorrer com força total, assim se pensa. Contudo, algo se move: a Liga Mundial Islâmica convida delegação judaica para a reunião na Arábia Saudita.

E agora vamos celebrar o Yom Haatzmaút. O povo de Israel vive!

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