FUSÃO DAS ESCOLAS JUDAICAS

A Escola Brasileira Israelita Chaim Nachman Bialik e a Sociedade Hebraico Brasileira Renascença informam o quanto segue:

1. Os trabalhos compreendendo a reunião de esforços para a criação da nova escola judaica avançam com responsabilidade, obedecendo um plano de ação estabelecido em cronograma pausado e seguro;

2. No contexto atual todas as atenções são dirigidas à construção do processo pedagógico que envolverá e aproximará ainda mais as entidades;

3. As diretorias executivas das escolas - sempre acompanhadas pela Federação Israelita do Estado de São Paulo - esclarecem que não iniciaram qualquer estudo, contato, tratativa ou negociação tendo por objeto a alienação das respectivas propriedades;

4. Bialik e Renascença tampouco confiaram tarefa similar à qualquer pessoa ou profissional, inexistindo agente autorizado para tanto;

5. Ambas as escolas preservam seus patrimônios e observam rigorosamente os termos dos estatutos que regem suas atividades.

A FUSÃO DAS ESCOLAS JUDAICAS BIALIK E RENASCENÇA - PERGUNTAS E RESPOSTAS

Leia abaixo as principais perguntas e suas respectivas respostas sobre a fusão de duas importantes escolas judaicas da cidade de São Paulo. Caso você ainda tenha dúvidas sobre a fusão, clique AQUI e envie a sua pergunta.

1) Quando começaram a fechar este acordo? Por que não fomos consultados?
R: É histórico e antigo o sonho de criar em São Paulo uma escola judaica que se caracterize por sua excelência pedagógica e pela qualidade da formação judaica oferecida aos alunos. As primeiras sugestões nesse sentido surgiram ainda no início da década de 1970. A comunidade judaica de São Paulo discutiu o assunto em diversos momentos e o resultado sempre foi favorável à criação da nova escola. Trata-se, portanto, de levar à prática uma proposta já consolidada, amadurecida. A participação de todos começa agora na construção deste projeto que tem importância estratégica para a comunidade, porque aponta para o futuro e para a continuidade de nossos valores e de nossa cultura.

2) Por que a pressa em fazer o acordo, sem que o projeto ainda esteja concluído?
R: Não há pressa. Há, sim, firmeza de propósitos e clareza quanto ao modo mais adequado de levar adiante este projeto. Ao contrário das tentativas anteriores, em que as escolas apresentaram à comunidade um projeto já formatado, desta vez a proposta é compartilhar a concepção e a definição dos elementos norteadores que vão conduzir à criação da nova escola. Tudo isso será feito com ampla consulta a todos. A união de esforços na busca da escola de excelência começa com a unificação da direção, mas os passos seguintes serão meticulosamente analisados em conjunto com toda a comunidade.

3) Os professores e funcionários continuarão? Até quando?
R: No primeiro momento haverá poucas mudanças. Quando o projeto ganhar corpo e chegar ao plano operacional, envolvendo, por exemplo, a migração de cursos, é possível que sejam necessários ajustes no quadro de profissionais. A seleção, neste caso, vai envolver consultores externos e levará em conta, fundamentalmente, critérios rigorosamente profissionais que serão conhecidos por todos. Escola de excelência exige professores e equipe técnica com o mesmo grau de desempenho e que estejam mobilizados na implantação dos valores e do projeto pedagógico da nova instituição.

4) Haverá economia de custos?
R: Este não é o foco do projeto. O objetivo é concretizar a escola de excelência. O foco será, portanto, a promoção permanente da qualidade. É possível e provável, no entanto, que no futuro essa união de esforços resulte em alguma economia de custo por conta de algumas sinergias. Recursos provenientes de eventuais reduções de custos serão reinvestidos integralmente no aprimoramento da estrutura física, no fortalecimento da proposta pedagógica e na qualificação dos profissionais.

5) As mensalidades serão reduzidas?
R: Não – pelo menos no primeiro momento. Eventuais mudanças feitas no início da implantação não guardam relação direta com a estrutura de custos. A busca criteriosa e contínua da excelência tende a resultar em serviços educacionais de melhor qualidade – o que gera, por sua vez, uma melhor relação custo-benefício para os alunos e as famílias.

6) Vai mudar o número de alunos por classe?
R: O número de alunos por classe deve estar em sintonia direta com o projeto pedagógico construído pela equipe e que prevê classes não numerosas.

7) Qual será o valor da mensalidade para 2009?
R: O valor das anuidades será decidido e divulgado quando da abertura do processo de matrículas, como ocorre todos os anos. A variação de valores em relação a 2008 deve ter como principais parâmetros, como é usual, a inflação, a projeção de aumento salarial de professores e funcionários e a previsão de incremento nos demais custos. Uma comissão escolhida pelas diretorias das duas escolas está encarregada de analisar o assunto e propor soluções que levem à convergência entre as mensalidades e os critérios de cobrança utilizados pelas duas instituições. Todas as informações serão apresentadas às famílias até a fase de rematrícula.

8) O que vai acontecer este ano? O que vai acontecer em 2009?
R: Para famílias e os alunos, na prática, nada muda. Alunos de uma e de outra escola permanecem em suas sedes. A mudança maior, neste segundo semestre de 2008, é a presença do Prof. João Carlos Martins na direção dos dois colégios, Bialik e Renascença, e na coordenação do projeto de implantação da nova escola. Trata-se de um semestre em que os colégios e suas equipes vão se conhecer melhor e trocar experiências. Em 2009, a direção das escolas dará continuidade ao projeto de integração das mesmas e da criação da nova escola.

9) Onde devo fazer a matrícula ou rematrícula do meu filho para 2009?
R: Cada família deverá fazer a rematrícula em sua escola de origem, ou seja , onde o aluno já estuda. Nada muda; os alunos do Bialik continuam no Bialik e os do Renascença continuam no Renascença. Famílias de alunos novos poderão optar por matriculá-los na escola que melhor atender as suas necessidades e anseios.

10) Quem será o coordenador /professor do meu filho?
R: Os alunos retornam às aulas no segundo semestre de 2008 sem haver qualquer mudança derivada deste novo projeto. Professores e coordenadores serão os mesmos. Para 2009, a locação de cursos e classes entre coordenadores e professores será oportunamente decidida pela direção das escolas.

11) Quais são as diferenças entre os projetos pedagógicos das duas escolas?
R: Os projetos são similares e compartilham valores, visões de mundo e de educação. Há projetos específicos e pequenas diferenças, que serão estudadas para que seja alcançada a convergência.

12) Qual será o projeto pedagógico da nova escola? Quais são as novidades? Por que será uma escola de excelência? O que vai garantir a continuidade da excelência?
R: Uma escola de excelência tem de ser capaz de formar jovens que tenham ampla visão de mundo, que saibam assumir e propagar uma ética calcada nos valores judaicos, que sejam cultos e competentes para serem bem sucedidos em sua vida pessoal e profissional. O projeto pedagógico da nova escola vai preparar o cidadão judeu brasileiro para o século XXI. Por se tratar de uma escola comunitária, o projeto vai preservar todas as instâncias de participação. Para garantir o alcance dessas metas e dos indicadores de excelência, será desenvolvido um sistema permanente e inovador de avaliação institucional.

13)O projeto fala em “excelência pedagógica”. Isto significa que as escolas Bialik e Renascença hoje não alcançaram esse patamar?
Bialik e Renascença formam no primeiro time das escolas de São Paulo e primam por sua excelência pedagógica e pela qualidade da formação judaica oferecida a seus alunos. Trata-se agora de dar um passo adiante, superando deficiências na infra-estrutura física, por exemplo, por meio de novas e modernas instalações. É importante frisar, também, que não há limite para o aprimoramento da qualidade: sempre haverá espaço para novas conquistas nessa área. É o que vamos perseguir a cada momento.

14) Qual será o nome da nova escola? Vai mudar já?
R: Os nomes das escolas não vão mudar agora. Bialik e Renascença continuam com suas estruturas e suas marcas. O nome da nova escola não é, neste momento, uma das preocupações mais importantes.

15) O material pedagógico vai mudar? O que será adotado na minha escola?
R: O segundo semestre prosseguirá sem qualquer alteração de material didático/pedagógico. Para 2009, a equipe pedagógica, constituída pelos coordenadores e professores, escolherá o material a ser utilizado nas duas escolas.

16) Os projetos especiais de cada escola serão mantidos? Como fica o Horaá Mutemet?
R: Ao promover a união de experiências, talentos e recursos em busca de uma escola de excelência, vamos aproveitar o que há de melhor em cada uma. Por isso, os projetos especiais, que fazem a diferença das instituições, não só serão mantidos, como serão incentivados, partilhados e ampliados.

17) O que acontece com os livros/apostilas que já compramos?
R: Serão usados normalmente ao longo do segundo semestre de 2008. Ao final do ano, como é feito sempre, avaliaremos o material usado e os materiais oferecidos no mercado e, então, enviaremos a lista de material do ano seguinte.

18) O uniforme vai mudar? O que faço com o que já tenho?
R: O uniforme é fundamental para a identificação e segurança dos nossos alunos. Para 2009, cada escola permanece com o seu uniforme.

19) Os professores terão aumento?
R: O trabalho do professor deve ser valorizado e qualquer acerto de valor de hora-aula dependerá do estudo das planilhas e das condições orçamentárias das escolas. Com certeza, o sucesso da nova escola depende também de funcionários bem remunerados e valorizados no mercado.

20) Como o João Carlos vai dar conta de dirigir duas escolas tão distantes?
R: João Carlos vai fortalecer as equipes de cada unidade e vai participar de todas as decisões importantes. Além de dar conta das duas unidades, João Carlos vai se dedicar também à criação e implementação da nossa nova escola. Para isso, contará com a equipe das duas unidades e eventuais consultorias externas.

21) Quem vai responder por cada escola quando o João Carlos estiver na outra unidade?
R: Haverá responsáveis, em cada unidade, tanto no setor administrativo quanto no pedagógico, que tomarão as decisões necessárias dentro de sua alçada. Como o João Carlos terá agenda semanal em cada unidade, ele terá condições de participar e responder por todas as questões de diretoria.

22) O que nós vamos perder?
R: O projeto foi desenvolvido a partir da premissa de que todos têm muito a ganhar. Ao mesmo tempo, trabalha-se com o objetivo de não causar perdas a nenhuma parte da comunidade. Contamos com o feedback contínuo de todos para identificar possíveis focos de ajuste.

23) Quais as mudanças no sistema de bolsas? A minha será mantida em 2009?
R: Para 2009, as solicitações de bolsas serão analisadas individualmente por profissionais qualificados e sua distribuição será decidida por critérios da diretoria das escolas. O princípio de ser uma escola comunitária não sofre alteração com o projeto.

24) A carga horária vai mudar? Os horários vão mudar? As matérias vão mudar?
R: Não haverá qualquer mudança no segundo semestre de 2008. As matérias que compõem o núcleo básico da matriz curricular permanecerão as mesmas, sem qualquer alteração. Quanto ao que cada escola oferece de diferencial, faremos um estudo pormenorizado das possibilidades de ajuste em carga horária e matriz curricular, sempre tendo em vista a construção do projeto pedagógico de uma escola de excelência.

25) Como vai funcionar o período integral em 2009? E quando a escola nova estiver funcionando?
R: O período estendido está consolidado no Colégio Renascença, mas pode sofrer melhorias. Quanto ao Bialik, faremos um diagnóstico da matriz curricular e de suas necessidades.

26) Como vão ficar as atividades extracurriculares?
R: Continuarão sendo oferecidas normalmente e ainda ampliadas.

27) Como será a abordagem do ensino de inglês? A escola será bilíngüe?
R: É compromisso da nova escola implantar um projeto de língua inglesa que torne o aluno fluente no final do 9º ano. Quanto ao hebraico, além da fluência, o trabalho com a língua é diretamente ligado à identidade judaica e será, portanto, valorizado. Para tanto, buscaremos conhecer outras experiências bem sucedidas de ensino de língua como referência para a nova escola. Independente do rótulo de bilingüismo ou não, o que pretendemos é que a aprendizagem e a fluência do inglês e do hebraico se consolidem. Para isso, vamos criar um centro de línguas.

28) Como será a abordagem da área de Cultura Judaica e do ensino de hebraico?
R: Acreditamos que a área de Cultura Judaica tem um papel de extrema relevância em nossa escola. Será, assim, um grande diferencial. O projeto pedagógico reconhece a diversidade dentro do próprio judaísmo e respeita as várias vertentes que estão nele representadas. Acreditamos, ainda, que não basta conhecer o judaísmo. É preciso estimular também o conhecimento sobre outras culturas, fazendo com que a identidade judaica se desenvolva no diálogo com diferentes povos e civilizações.

29) Haverá transporte entre unidades?
R: Até o momento em que ambas as unidades mantenham todos os seus cursos funcionando, não haverá necessidade de transporte entre unidades.

30) Onde está o projeto do novo prédio? Onde será? Temos recursos suficientes? Quem vai bancar a construção?
R: O projeto está em fase de elaboração. Chegamos já a identificar algumas demandas para o novo espaço, tais como horizontalidade, independência entre blocos, espaços para integração, ampla área verde, complexo poliesportivo, centro de formação, anfiteatro, sinagoga, salas temáticas, centro de línguas, espaços versáteis, praças e bosques. O local não está decidido, mas há preferência pela proximidade do epicentro da comunidade judaica – a menos, é claro, que surja alguma oportunidade boa o suficiente para compensar a distância. Os patrimônios das duas escolas darão suporte ao projeto e a FISESP atuará na captação de recursos financeiros adicionais.

31) Como será garantida a nossa participação?
R: A participação de pais, alunos e profissionais das escolas será fundamental na elaboração das principais diretrizes e dos elementos norteadores da nova instituição. Vamos estabelecer mecanismos, que serão divulgados oportunamente, para viabilizar essa participação.

32) O que acontece com os ativos das escolas atuais?
R: Serão usados para compor o patrimônio da nova escola.

33) Quem serão os conselheiros da nova escola?
R: Nada muda durante este estágio de transição. Bialik e Renascença continuam tendo seus próprios conselheiros, que continuam os mesmos. Os estatutos da nova escola ainda estão em fase de elaboração.

34) Qual será a nova mantenedora?
R: Nada muda durante este estágio de transição. Para a nova escola, avaliações jurídicas e tributárias estão sendo feitas para que haja uma definição a respeito.

35) Como será o sistema de decisão na mantenedora? Os pais terão voto decisivo?
R.: A nova escola manterá o caráter comunitário atualmente vigente no Bialik e no Renascença. Por isso, a estrutura decisória da nova instituição deverá ser similar à vigente hoje nas duas escolas. Os pais continuarão a eleger um Conselho que, por sua vez, escolherá os diretores executivos.

36) Como será feita a integração entre pais, alunos e profissionais das escolas?
R: A resposta está dividida levando-se em conta cada grupo. Quanto aos alunos, o cotidiano escolar é um forte elemento de integração. Serão organizados uma agenda e calendário com muitos pontos em comum, que preverão, por exemplo, a organização de jogos e outras atividades cooperativas. Quanto aos profissionais das escolas, a integração já começou a ser feita a partir de encontros e reuniões e deve prosseguir nas próximas semanas e meses. E, por último, vale destacar a integração entre as famílias, que será feita através de encontros, eventos, formatura e outras atividades.

37) Por que o projeto só englobou duas escolas?
R: Trata-se de um projeto aberto. Outras escolas judaicas serão bem-vindas se quiserem participar da construção desse importante projeto. As portas estão abertas para o diálogo.

38) Qual será a participação da FISESP na nova escola?
R: A FISESP liderou o início do projeto. Continuará como parceira atuante na busca de novos aliados, no acompanhamento e controle das metas, na captação de recursos e no apoio institucional.

39) Quantos alunos têm cada escola?
R: O Bialik tem cerca de 700 e o Renascença, cerca de 800.

40) Até quantos alunos terá a nova escola?
R: Atendendo ao objetivo de acolher uma fração maior da comunidade judaica de São Paulo, captando alunos que estão em escolas não judaicas, a escola nova deverá ter capacidade para atender de 2.500 a 3.000 alunos.

41) Quantos profissionais têm cada escola?
R: São aproximadamente 190 profissionais em cada escola.

42) Quantos profissionais ficarão na nova escola?
R: Será aproveitada a maior quantidade possível, mas este é um número ainda não disponível, pois vai depender do detalhamento do projeto – o que será feito em conjunto com a comunidade.

43) Quando começa a funcionar, de fato, a nova escola?
R: O trabalho de concepção da nova escola já começou. Muito planejamento já foi realizado e dificuldades foram suplantadas. A partir deste segundo semestre já temos uma mudança substancial – um mesmo diretor à frente do Renascença e do Bialik.

44) A migração para a nova escola será global ou gradual, por curso?
R: Integraremos primeiro o quadro administrativo e o projeto pedagógico, com a integração e cooperação das coordenações e professores.

45) Quem vai sair ganhando neste projeto, Bialik ou Renascença?
R: O saldo é positivo para todos. Bialik e Renascença vão juntar forças, talentos e energias que serão depois aplicadas na concretização de um sonho comunitário por igual, pois se beneficiarão, gradativamente, das novidades que surgirão com a nova escola.

46) Por que fazer esta integração logo agora, que estamos tão satisfeitos com a escola que temos?
R: O projeto tem um olhar muito forte para o futuro e para as melhorias que ainda precisam ser implantadas. O foco está na preparação dos alunos para os desafios que virão. O fato de as escolas estarem bem, tanto no plano pedagógico quanto no patrimonial, só reforça a indicação de que este é o melhor momento para colocar o projeto em prática.

47) Quem vai ser o presidente da nova escola?
R: Abramino e Michel continuam presidentes, respectivamente, do Bialik e do Renascença. A função de presidência será dividida igualitariamente entre eles, no que se refere à nova escola. Foi formada uma estrutura de decisão que vai garantir a paridade de forças entre as duas escolas.

48) A nova escola será kasher?
R: Sim. Tanto Bialik quanto Renascença são kasher e isso será mantido na nova escola.

49) A implantação da nova escola conta com o apoio de especialistas?
R: Sim. A Fisesp e as diretorias das duas escolas selecionaram, para assessorar o projeto, a Corus Consultores, uma consagrada empresa especializada em educação, com 20 anos de experiência e um portfólio que inclui serviços prestados a centenas de instituições de ensino. A Corus tem fornecido todo o suporte técnico necessário à implantação deste projeto, atuando nas áreas de planejamento estratégico, jurídica, pedagógica, administrativo-financeira e de comunicação e marketing. A consultoria tem larga experiência na coordenação e assessoria a projetos similares ao que agora estamos levando a efeito.

Fonte: FISESP