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por Abraham Goldstein – Na noite de quarta-feira (17/4), o ministro do Supremo Tribuna Federal – STF, Dias Toffoli, em palestra na Congregação Israelita Paulista – CIP, fez um paralelo entre sua moção de censura à revista Crusoé com a condenação do fundador da editora Revisão, Siegfried Ellwanger Castan, o qual, de forma totalmente deturpada, negava, com argumentos falsos, a existência do Holocausto e invertendo os sofrimentos.

A defesa do caso Ellwanger baseava-se no argumento da liberdade de expressão e no fato que os judeus não eram uma raça; portanto não se poderia aplicar a penalidade da lei contra o racismo.

O STF entendeu que a liberdade de expressão tem limites pois não pode afetar a honra dos citados. E a difusão de inverdades históricas de fatos amplamente comprovados promovem desentendimentos podendo levar à violência social, totalmente indesejada pela sociedade brasileira.

Já o caso da revista Crusoé é completamente diferente. Trata-se de uma acusação grave, devidamente registrada, contra o atual presidente do STF que deve ser investigada. E esta apuração deve ser feita com a idoneidade e independência o mais rápido possível. Punindo, dentro dos limites da lei, os responsáveis.

Isso é democracia, onde ninguém está acima da Lei!

Frente ao exposto, deixamos clara a diferença entre as questões. Não há como comparar um fato ao outro.

A B´nai B´rith é uma entidade reconhecida como uma das maiores e mais antigas organizações judaicas humanitárias, de Ação Social e de Direitos Humanos do mundo, que atua em mais de 50 países e presente na ONU desde a sua criação. É defensora da liberdade de expressão, do diálogo, da democracia e da PAZ.

Abraham Goldstein é Presidente da B´nai B´rith do Brasil

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