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Hoje tivemos um momento histórico. Com sua habitual imprevisibilidade, o Presidente Trump twitou na sexta-feira que estaria na Coreia do Sul hoje e perguntou se o presidente da Coreia do Norte Kim Jon Un não gostaria de encontra-lo hoje para um aperto de mão na Zona Desmilitarizada.

Organizar um encontro destes na última hora foi sem dúvida um pesadelo para os diversos serviços de segurança. Mas no meio do caos, o encontro aconteceu. E não só isso. Pela primeira vez, um presidente americano atravessou a linha de demarcação fronteiriça adentrando o território da Coreia do Norte.

Trump mostrou que não tem medo de errar, de falhar. Ele tomou um grande risco em twitar o convite. Kim Jon Um poderia não ter aparecido para encontra-lo e a mídia americana iria massacra-lo. Mas isto é o que faz um grande líder.

Para Trump esta visita foi um sucesso porque quebrou o gelo criado no Vietnam e Kim concordou em trabalhar com os times americanos para chegar a um acordo de desnuclearização da península coreana e para Kim esta foi uma jogada incrível para o consumo interno ter um presidente americano vir visitá-lo na Coreia do Norte, nem que seja há alguns passos da fronteira. Com sua retórica abrasiva e de confronto Trump conseguiu trazer o maior bully da Ásia para a mesa de negociações, suspender seus testes nucleares, suspender os testes de mísseis balísticos sobre o Japão, enfim, Trump conseguiu trazer uma medida de paz na região não sentida há quase 70 anos.

Mas hoje vamos falar de outra iniciativa de Trump que também desviou completamente do que estava sendo feito até agora. Entendendo o que os israelenses entendem, que você não pode ter um estado viável sem uma economia forte e autônoma, Trump promoveu o fórum econômico, um encontro de homens de negócio e governos árabes em Bahrain para apresentar um plano de fortalecimento da economia palestina.

Qualquer um com suas faculdades mentais intactas e tendo o bem estar de seu povo em vista ficaria eufórico com este encontro. Não só com a oportunidade de apresentar seu mercado a empresas interessadas em investir, gerar empregos, etc., mas a promessa de 50 bilhões de dólares dos Estados Unidos deveriam por de lado qualquer reserva dos líderes palestinos.

Infelizmente, nem a racionalidade, nem a lógica, nem mesmo fatos, fazem parte da mentalidade ou da cultura corrupta dos líderes palestinos. O que ficou provado antes e depois do fórum é que eles não querem a paz, não querem a normalização com Israel e do seu ponto de vista, o povo palestino pode se lixar.

Antes do encontro, a liderança palestina fez uma pressão enorme para que o fórum fosse cancelado ou para impedir que países árabes atendessem. Protestos frente às embaixadas de Bahrain, protestos junto aos governos da Arábia Saudita, Jordânia, e de outros países do Golfo foram diários e contra Bahrain até por ter dado vistos à imprensa israelense para cobrir o evento, pedidos de condenação junto às Nações Unidas, e ainda pior, ameaças contra os empresários palestinos interessados em participar do fórum.

Se a liderança palestina colocasse todos estes esforços em prol de sua economia, os palestinos não estariam na crise que estão. Teriam sua própria central elétrica, sua própria estação de tratamento de águas e esgoto, suas próprias escolas e hospitais. Mas não, eles se deleitam em se manterem como os mendigos do mundo, sempre com a mão estendida para colher as esmolas que a liderança põe no bolso, nunca prontos a enfornar seu próprio pão.

A esquizofrenia é tanta que o Ministro de Assuntos Sociais palestino, Ahmed Majdalani disse para a ONU um dia depois do fórum, que Jerusalem não é a capital de Israel mas a capital ocupada da Palestina. Isso é o que chamamos de alucinação. A capital de um estado que nunca existiu. Para Majdalani, Mahmoud Abbas e seu círculo de corruptos, antes de qualquer desenvolvimento econômico, eles precisam ter um estado independente, assim, como no modelo de Gaza. Lá os palestinos estão livres. Livres para construir túneis de ataque, mísseis, pipas incendiárias, tudo para continuarem a tentar destruir Israel.

O que a mídia não reporta é até aonde a Autoridade Palestina vai para impedir a normalização do relacionamento com Israel. Um exemplo foi o casamento do filho do prefeito de Deir Qaddis, um vilarejo perto de Ramallah em que quatro israelenses judeus foram convidados. O vídeo de israelenses judeus dançando com os palestinos em um casamento deveria ser algo para celebrar. Deveria ser uma expressão de alegria e fé conjunta no futuro. Em vez disso, trouxe perigo e desgraça ao prefeito Radi Nasser.

No dia seguinte ao casamento, com o vídeo dos judeus dançando, a Fatah expulsou o prefeito do partido; formou uma comissão de inquérito para investiga-lo; e disse que irá removê-lo como prefeito. A Fatah também pediu que as forças de segurança investigassem os palestinos que foram vistos dançando com os judeus. Os quatro judeus israelenses foram supostamente levados para o casamento por colegas palestinos que trabalham com eles em uma oficina de conserto de carros.

Mas enquanto a maioria dos israelenses – e, na verdade, alguns palestinos – via isso como um sinal inocente e encorajador, a liderança palestina ficou chocada com a presença dos israelenses no casamento e acusou o prefeito e seu filho, o noivo, de traição. O porta-voz da Fatah, Osama Qawassmeh, disse que a participação de “colonos terroristas em eventos sociais palestinos é um ato covarde, condenável, desprezível e repreensível”. Participar de um casamento não é um ato “covarde” ou “desprezível”. Pelo contrário. Mas aos olhos da Fatah, Nasser é culpado de um grande pecado: a normalização.

E isto vai para o que aconteceu nesta sexta-feira. Quando uns 15 empresários palestinos voltaram do Fórum em Bahrein, tiveram as forças de segurança palestina para recepciona-los e prende-los. Eles só foram soltos depois de uma ameaça real enviada pela embaixada americana em Israel. Um destes empresários, Ashraf Jabari de Hebron, disse que ao tentar prender os empresários, a liderança palestina tinha mostrado sua face real.

Ele ainda disse que a Autoridade Palestina não quer a paz. Que ele foi para Bahrein como individuo e não como representante da Autoridade Palestina ou do povo palestino. Jabari ainda disse que ele e seus colegas estavam em contato com a administração americana e organizações internacionais de direitos humanos com relação à esta repressão da Autoridade Palestina.

Jabari contou que o fórum em Bahrein foi um grande sucesso e é por isso que Abbas está com medo. Ele disse que estas retaliações mostram que os palestinos não têm democracia porque Abbas manda prender qualquer um que discorde dele.

Que qualquer sinal de normalização de relações com os israelenses ainda seja considerado um tabu entre os líderes da Autoridade Palestina não é um bom presságio. O conselheiro de Trump, Jason Greenblatt disse que o negociador palestino “Saeb Erekat e outros estão distorcendo a mensagem americana dizendo que o forum do Bahrein foi uma tentativa de comprar os palestinos. E isso é absolutamente falso.

Greenblatt explicou o objetivo do fórum: “A cúpula do Bahrein teve como objetivo mostrar o que poderia acontecer com a economia palestina se houvesse um acordo de paz”. Ele compreende muito bem que não há economia que funcione sem paz. Mas também é impossível haver paz sem um futuro econômico.

O que Trump está tentando fazer é quebrar o ciclo de ajuda e dependência e criar uma economia para os palestinos. Estes empresários que participaram são uma minoria, mas uma que consegue vislumbrar um futuro melhor para seu próprio povo e são corajosos o suficiente para tentar realizá-lo apesar da oposição da sua liderança.

As campanhas terroristas e de anti-normalização puseram fim a qualquer esperança dos Acordos de Oslo que foram abraçados com muita esperança nos anos 90 e condenaram todas as negociações de paz subsequentes.

Esta é a verdadeira tragédia dos palestinos. Eles estão mais uma vez sendo traídos por seus próprios líderes que mostram não serem nem um pouco diferentes do Hamas.

O fórum econômico no Bahrein deveria ter sido visto como um movimento positivo para toda a região, mas enquanto os altos escalões da AP não estiverem dispostos a ver os israelenses dançando junto com palestinos em um casamento, é difícil imaginar a Autoridade Palestina permitir a seu próprio povo qualquer outra forma de alegria.

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