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Márcio Pitliuk
Márcio Pitliuk

por Carlos Brickmann – Os primeiros judeus chegaram ao Brasil com as caravelas: Fernando de Noronha, Gaspar da Gama, muitos outros eram judeus que precisavam sair de Portugal, onde eram perseguidos pela Inquisição. Na fundação de São Paulo, um descendente de judeus espanhóis (o padre Anchieta) encontrou um judeu português, João Ramalho, casado com Bartira, a filha do cacique Tibiriçá, da aldeia de Piratininga.

Ambos, com os padres Manoel da Nóbrega e Manoel de Paiva, sob a proteção de Tibiriçá, fundaram a igreja do Pátio do Colégio, berço daquela que é hoje a maior cidade do país. Judeus portugueses que fugiram da Inquisição para a Holanda vieram para o Brasil com o príncipe Maurício de Nassau; após a expulsão dos holandeses, alguns, liderados pelo rabino Isaac Aboab da Fonseca, foram para uma colônia no Norte da América, Nova Amsterdam, e lá contribuíram para transformá-la em Nova York.

Velhos tempos. Muitos dos judeus, perseguidos pela Inquisição também no Brasil, optaram pelo exercício secreto da religião. E a imigração só recomeçou na segunda metade do século 19. É desta imigração – que incluiu os avós deste colunista, os pais de Senor “Sílvio Santos” Abravanel, os pais de Alberto Dines – que Márcio Pitliuk trata, com carinho, precisão e excelente estilo literário, em 150 Anos de Imigração Judaica – da Europa Central ao Brasil. Trata de uma parte importante da História do Brasil, muitas vezes desconhecida. Já nas livrarias.

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