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O número de judeus assassinados no Holocausto foi fixado em 6 milhões, número que se diz representar a diferença entre os judeus existentes antes e depois da hecatombe da Segunda Guerra, provocada pelo nacional-socialismo alemão. E assim se fala, sem se indagar nada mais.

Ocorre que se está questionando este número e, segundo o Yad Vashem, pretende-se que seja revisto para 7 milhões.

Há tempos, um jornalista russo, que viveu aqui no Rio de Janeiro, falou-nos que, na Rússia de hoje, há historiadores falando em 8 milhões, pois foram omitidos 2 milhões de judeus assassinados pelos habitantes locais nos territórios da então União Soviética, uma manobra do dirigente da ocasião, Stalin, para diferenciar as atrocidades dos soviéticos daquelas da Alemanha nacional-socialista, que se tornara uma inimiga dos soviéticos, depois de ter invadido a URSS, em 19141. Até meados daquele 19441, Alemanha e URSS eram aliadas, tendo a URSS fornecido petróleo e demais bens à Alemanha nacional-socialista de Hitler. E com beneplácito da esquerda, até a judaica de então.

Foi Vassili Grossman, jornalista judeu russo, comunista, (comparado a Tolstoi do Século XX), que acompanhou a guerra, e escreveu Vida e Destino (traduzido para o português), censurado pela KGB, pois colocou similitudes entre os regimes nacional-socialista e soviético. Isto explica os 2 milhões a mais na Rússia atual. Existem vídeos, co-patrocinados pelo Yad Vashem, feitos já neste século, com entrevistas nos locais de ocorrência de matanças, não nos Campos de Concentração, que mostram a participação dos da população local nos assassinatos. (traduzimos um deles, de meia hora, referente à Romênia, talvez indicadas no filme. Esperamos ter tempo para os demais. Há poucos dias, vem a notícia da descoberta de vala comum – leia aqui). Faz compreender outros milhões

Posteriormente, o professor João Ricardo Moderno, fez uma palestra no Conselho da Confederação Nacional do Comércio, sobre Carl Schmitt, o jurista alemão maldito, o jurista de Hitler, que redigiu a Constituição nacional-socialista, que redigiu a legislação da Alemanha, dando suporte ao regime hitlerista. Carl Schmitt fez uma alusão a 12 milhões de judeus assassinados pelo Holocausto. Preso pelo Tribunal Penal de Nuremberg, depois da Guerra, redigiu no seu diário na prisão, em 1947, que foram assassinados 12 milhões de judeus. Carl Schmitt escapou por decurso de prazo, pois o Tribunal Penal tinha um prazo fixo, julgando em primeiro lugar aqueles com sangue nas mãos, o que não era o caso do jurista.

Interessante é que, na palestra de Moderno, presentes um advogado de esquerda e um de direita, ambos defenderam Schmitt e, até um judeu, que também foi contra o palestrante, mas se desculpou por não ter entendido a palestra, versando sobre o antissemitismo de Carl Schmitt.

Os números estão colocados. Carl Schnitt foi o guru de Francisco Campos, o redator da Constituição brasileira de 1937, do Estado Novo de Getúlio Vargas, e do Ato Institucional nº 1, da Revolução de 1964.

Shalom, Soulah , Paz. (salam, parecido com shalom, significa trégua e não paz)

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